PF faz busca e apreensão contra empresas de serviços em SP e MG

Operação chamada Descarte é um desdobramento da Lava Jato e teve início com a delação de Alberto Youssef 
 
policia-federal_4.jpg
(Foto ABr)
 
Jornal GGN – A Polícia Federal e a Receita Federal cumprem nesta quinta-feira (01) 15 mandados de busca e apreensão em empresas e residências de São Paulo e Minas Gerais na deflagração da operação “Descarte”.
 
A investigação é um desdobramento da Lava Jato e começou a partir da delação do doleiro Alberto Youssef. Os alvos são empresas de serviço de limpeza que, segundo nota da PF, seriam “participantes do esquema simulando a venda de mercadorias ao cliente do ‘serviço’ de lavagem, que então pagava por produtos inexistentes via transferências bancárias ou boletos (para dar aparência de legalidade à aquisição)”.
 
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo (9), Santos/SP (1), Paulínia/SP (1), Belo Horizonte (2) e Lamin/MG (2).
 
Ainda segundo a PF, a investigação revelou “que empresa concessionária de serviços públicos de limpeza no município de São Paulo, a maior cliente identificada, se valeu dos serviços ilícitos dessa rede profissionalizada de lavagem de dinheiro, tendo simulado a aquisição de detergentes, sacos de lixo, uniformes etc., entre os anos de 2012 e 2017”. Neste esquema teriam sido repassados mais de R$ 120 milhões para terceiros ainda não identificados.
 
Em Belo Horizonte, policiais realizaram busca na casa do empresário da construção civil, Átila Reys Silva, no bairro Mangabeiras. A PF o aponta como operador do esquema.
 
Os investigadores explicam que as quantias recebidas eram transferidas para diversas empresas de fachada, que remetiam os valores para o exterior ou faziam transferências para pessoas ligadas ao cliente inicial, completando que parte dos valores recebidos no esquema foram remetidos ilegalmente para o exterior, “em favor de funcionário público argentino e em conluio com operadores financeiros que vieram a ser presos posteriormente no âmbito da Operação Lava Jato”, sem citar os nomes. O grupo também adquiriu veículos de luxo em nome de “laranjas”.
 
Os mandados de busca foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal e uma entrevista coletiva sobre a operação está marcada ainda para esta manhã, por volta das 10h30. 
 
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora