Procuradores dão 45 dias para Caixa trocar vice-presidentes e subordinados

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Procuradores de Brasília enviaram à Caixa Econômica Federal um ofício recomendando a demissão de todos os seus vice-presidentes para posterior contratação por meio de “processos seletivos impessoais”. O Ministério Público deu prazo de 45 dias para que a instituição financeira cumpra as sugestões, que também afetam os funcionários subordinados aos vice-presidentes.
 
O principal argumento da Procuradoria é que as investigações por conta de corrupção, desdobramentos da Lava Jato, mostraram que a cúpula da Caixa vem sendo corrompida por indicações políticas e influências de caciques como Eduardo Cunha.
 
“A existência de diversas figuras proeminentes na administração da CEF em casos investigados e/ou alvos de investigações, bem como a perene influência política sobre funções que deveriam ser essencialmente técnicas, além do aparente comprometimento em defender atos irregulares passados, comprometem a isenção dos agentes, a acessibilidade de informações necessárias à apuração interna e externa pelos órgãos de controle e a confiabilidade nas operações firmadas e em estágio de contratação”, escreveram.
 
Além de exigir novas contratações, o MPF também pediu mudanças no sistema de comunicação dos funcionários da CEF. Os procuradores querem a proibição do “uso de e-mail particular ou outro meio de comunicação sem registro interno para contato externo a respeito de investimentos ou contratações pelo Presidente, Vice-Presidentes e seus subordinados diretos, configurando-se hipótese de perda da função.”
 
As reuniões sobre negócios da CEF também só poderão ser feitas dentro de suas dependências, “registrando-se as pessoas presentes e o assunto tratado, sob pena de perda da função’; e ainda ‘que os atos praticados por funcionários da CEF registrados por qualquer maneira, inclusive gravados nos computadores e demais aparelhos eletrônicos institucionais de uso do funcionário, sejam mantidos pelo prazo de pelo menos 5 (cinco) anos, independentemente da data de desligamento.”
 
A contratação de novos colaboradores deve ser feita por recrutamento que, por sua vez, demandará “processo licitatório, tomando-se a cautela de selecionar instituição de reputação reconhecida no mercado, que se utilize de parâmetros de mercado para a seleção, mediante pagamento de valor de mercado para o contrato, não se admitindo propostas de valores abaixo deste patamar que indiquem o interesse preponderante em influir no processo de seleção ou outra forma de direcionamento.”
 
A recomendação é assinada por 5 procuradores da força-tarefa da Greenfield. Entre eles, o procurador regional da República Márcio Barra Lima.
 
A Caixa informou que ainda vai responder oficialmente ao MPF.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora