Queiroz, Adriano e Ronnie Lessa têm casos policiais não concluídos de homicídios

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, tem duas investigações por homicídios, quando atuava na Polícia Militar, uma delas junto com Adriano da Nóbrega

Prisão de Fabrício Queiroz - Foto: Reprodução

Jornal GGN – Entre os 553 inquéritos sobre homicídios em operações policiais que estão parados há mais de 15 anos, sem avanços, estão casos envolvendo o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, o miliciano Adriano da Nóbrega, e o sargento aposentado Ronnie Lessa.

Os três formam parte de uma pilha de investigações de mortes durante operações da PM paralisadas há décadas na Polícia Civil. Reportagem do Extra obteve os dados dos 553 casos sem resolução, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Queiroz era sargento da polícia militar, quando participou da operação do 18º BPM (de Jacarepaguá) na Cidade de Deus, em maio de 2003, com a morte de Anderson Rosa de Souza, de 29 anos. Ele morreu sem a polícia civil fazer qualquer perícia, requisitar exames e investigações ou sequer ouvir depoimentos de familiares da vítima.

Passados mais de 17 anos, o caso recém chegou à 32ª DP, de Taquara, com o promotor Cláudio Calo, que questionou a “perplexidade do porquê os fuzis dos PMs não terem sido efetivamente periciados” e “estranheza na falta de juntada dos antecedentes criminais dos policiais”.

Além de Queiroz, o mesmo caso contou com a atuação do miliciano Adriano da Nóbrega, à época tenente da Polícia Militar. Mais de 10 anos depois, Adriano foi expulso da PM por envolvimento com bicheiros e sendo conhecido por ser um dos matadores de aluguel mais procurados do Rio. Neste ano, em fevereiro, foi morto durante uma operação na Bahia.

Não é somente esta a investigação de assassinato que tramita contra Queiroz e não teve, até hoje, respostas. Um ano antes do caso na Cidade de Deus, em novembro de 2002, outra ação do 18º BPM gerou a morte de Gênesis Luiz Conceição da Silva. Além de Gênesis, outra pessoa foi baleada na ocasião, sem nunca ter sido ouvido.

Ronnie Lessa, preso acusado de homicídio da vereadora Marielle Franco, foi também denunciado recentemente por um homicídio ocorrido há 20 anos. Em setembro de 2000, Dálber Virgílio da Silva e Luiz Fernando Aniceto Alves foram assassinadosem operação do 9º BPM (Rocha Miranda), na favela Parque Colúmbia, zona norte do Rio. O homicídio explícito foi ignorado por 18 anos, gerando há duas semanas a denúncia contra Ronnie Lessa e outros dois PMs.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora