Queiroz e a nova Travessia de Cassandra

Jair Bolsonaro disse que fará o Brasil retroceder 50 anos no tempo. O depoimento do motorista do filho dele ao SBT é uma prova inequívoca de que o capitão conseguiu realizar seu sonho (pesadelo, segundo alguns).

O motorista do clã Bolsonaro mora num casebre miserável. Mesmo que economizasse tudo que disse que ganha (se ganhasse 1/2 do que declarou receber ele poderia morar numa casinha muito melhor) Queiroz levaria décadas para juntar o capital necessário para movimentar 1,2 milhões de reais num curto espaço de tempo. 

Queiroz disse ao SBT que faz dinheiro. Devemos supor que ele é um discipulo de Nicolas Flamel? Por certo. A história dele é tão fantástica quanto a do escrivão, copista e vendedor de livros francês que morreu em 22 de março de 1418. Flamel se tornou um ícone da cultura de massa nos últimos anos https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Flamel, mas Queiroz parece ter se inspirado num outro personagem: o Dr. Jonathan Chamberlain.

No início do filme, o herói de “A Travessia de Cassandra” https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Cassandra_Crossing é apenas um médico bem sucedido divorciado às voltas com a ex-mulher que resolveu viajar no mesmo trem. Após descobrir um passageiro doente a bordo, Dr. Jonathan Chamberlain se torna o centro das atenções de um incidente internacional envolvendo a Organização Internacional de Saúde e um coronel dos EUA.

Quando o trem que ia de Genebra para Estocolmo é colocado sob quarentena, lacrado e enviado para a Polônia, o médico refinado vira um especialista em armas de fogo. Junto com seus amigos guerrilheiros, o Che Guevara ferroviário cinematográfico combate e derrota uma guarnição de soldados armados até os dentes que foram embarcados para vigiar os passageiros. Chamberlain salva dezenas de pessoas conseguindo separar os últimos vagões da composição. O restante do trem despenca no abismo matando todo mundo quando a ponte desmorona.

Queiroz era apenas um motorista que morava num casebre miserável. Ele se transformou num empresário milionário porque o trem do clã Bolsonaro começou a despencar no abismo da corrupção. O problema desse herói inspirado Dr. Jonathan Chamberlain é evidente. Queiroz não vai conseguir se salvar. As explicações que ele deu não salvarão ninguém que tenha recebido dinheiro dele (a primeira dama está incluída na lista). A ponte de “A Travessia de Cassandra” desaba no final do filme, a do clã Bolsonaro desabou antes da posse.

O estrago está feito. O depoimento do Queiroz é tão convincente quanto a transformação do Dr. Jonathan Chamberlain em guerrilheiro. E já que estamos falando de uma guerrilha, será necessário investigar as relações entre o motorista supostamente milionário, o clã Bolsonaro e as milicas cariocas. Se o MPF e a Justiça Federal não conseguirem separar esses vagões contaminados por dinheiro sujo do trem Brasil o país inteiro vai cair num abismo.

 

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1 comentário

  1. A desculpa ensaiada
     

    Eu gostaria de saber quando que o Queiroz fez essa gravação para o SBT.

    Tenho pra mim que se já não sumiu, o queiroz pode sumir de vez dia destes, quando chegar a hora da verdade.

    Ele é uma espécie de Paulo César Farias, o incômodo tesoureiro de Collor, devidamente eliminado quando as especulações superaram o limite do tolerável.

    Se ele não sumir, sempre tem um sejumoro para perdoar em “nome de jesus”.

     

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