Raquel Dodge quer arquivar ação contra Aécio alegando delação sem prova

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – Chefe da Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge pediu o arquivamento de inquérito contra Aécio Neves (PSDB) por supostamente ter maquiado dados do Banco Rural na CPI dos Correios, para livrar aliados das investigações. O caso corre no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria de Gilmar Mendes. A posição de Dodge contraria a da Polícia Federal, que vê indícios de irregularidades praticadas por Aécio.
 
Segundo informações de O Globo, Dodge alegou que a delação de Delcídio do Amaral, que embasou a denúncia, não possui provas corroborativas. 
 
Delcídio presidiu a CPI dos Correios entre 2005 e 2006. Ele afirmou às autoridades que a quebra de sigilos do Banco Rural, envolvida no mensalão, relevara a participação de tucanos em esquema de corrupção. Entre eles, Aécio, ex-governador de Minas Gerais.
 
Aécio, então, teria articulado para maquiar os dados do banco juntamente com o então vice-governador Clésio Andrade. A ponte entre Aécio e Delcídio teria sido o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM), que na época era deputado pelo PSDB e integrante da CPI.
 
Os investigados pela PF negaram a atuação de Paes e, por isso, o inquérito sobre ele foi arquivado. Dodge usou esse fato para alegar falta de elemenbtos para comprovar as falas de Delcídio.
 
“A par disto, a autoridade policial não conseguiu identificar e comprovar a atuação desse ‘emissário’ de Aécio Neves e Clésio Andrade. Por isso, não se pode, livre de dúvidas, afirmar que a promessa de vantagem indevida ocorreu da forma como narrada pelo colaborador Delcídio Amaral. Em realidade, sem que o inquérito tenha comprovado quem é o portador da mensagem com oferecimento de vantagem indevida, sequer é possível afirmar, com o nível de segurança exigido para oferecer denúncia, que tal oferecimento tenha ocorrido”, escreveu Dodge, segundo relatos de O Globo.
 
“O fato de a atuação de Delcídio do Amaral beneficiar os demais investigados pode conduzir a suspeitas de que atuaram para que o então presidente da CPMI concedesse mais prazo ao Banco Rural. Contudo, este juízo de possibilidade é insuficiente para embasar a denúncia.”
 

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