Renan quer romper com Temer e conquistar apoio de Lula em 2018

Foto: Rodrigo Stuckert/Instituto Lula
 
Jornal GGN – Não tem oferta de cargos e comando de ministérios que impeça Renan Calheiros de pular do barco furado do governo Temer. É o que diz reportagem publicada pelo Valor, nesta sexta (31), revelando que o senador está preocupado com a eleição de 2018 e, por isso, busca recriar pontes com o ex-presidente Lula.
 
Segundo a matéria, Renan avalia que o governo Temer será incapaz de fazer a economia retomar o crescimento. Além disso, baterá recordes de impopularidade se insistir na aprovação de reformas que impõem retrocessos às conquistas dos trabalhadores. Isso sem contar o fato Lava Jato, que está com a mira apontada para aliados do governo. Tudo isso deve minar a popularidade de qualquer defensor de Temer.
 
“Renan resolveu iniciar um movimento de desembarque da base aliada para apostar suas fichas em uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018”, escreveram Vadson Lima e Fabio Murakawa no Valor.
 
Os jornalistas ouviram parlamentares próximos a Renan e lideranças do PMDB, PSDB e PP que detectaram a movimentação do senado.
 
Uma das fontes relatou que Renan tem por base pesquisas de intenção de voto em Alagoas, onde sua reeleição a senador e a de seu filho estão em risco.
 
O estudo apontou que Temer tem apenas 7% de aprovação no Estado, ante 53% de Lula. Além disso, há seis candidatos potenciais ao Senado com condições melhores que Renan, cuja impopularidade está na casa dos 73%.
 
Dirigentes petistas de Alagoas disseram à reportagem que é “natural” o plano de Renan. Eles disseram que o senador nunca rompeu relações com o PT local. No partido de Dilma, ele ainda foi visto como um aliado quando arquitetou a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente no julgamento do impeachment.
 
“Se Renan pular do 10º andar de um prédio, pode pular atrás porque lá embaixo é água.”
 
Por isso, Renan passou a ser desde já o “crítico costumaz” do governo Temer, como forma de já ir moldando o discurso que lhe dê “coerência” mais à frente, registrou o Valor.
 
Renan tem disparado contra a terceirização que aguarda sanção presidencial e a reforma da Previdência. Além disso, tem denunciado que Temer ainda aceita nomeações que foram sugeridas por Eduardo Cunha. Na semana passada, o senador fez parte da bancada do PMDB no Senado assinar um manifesto repudiando a terceirização.
 
Hoje, Renan ainda mantém influência nos ministério do Turismo e Integração Nacional.
 
O Estadão relatou, ontem, que Moreira Franco e Eliseu Padilha fizeram uma oferta a Renan, a de reabrir o Ministério de Portos, em troca do fim da “rebeldia” do parlamentar. Mas Renan não deu sinais de recuo.
 

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