Rolando de Souza é carta provisória de Bolsonaro e próximo de Ramagem

Enquanto há desconfiança após as denúncias de Sérgio Moro contra Bolsonaro, novo diretor da PF seria chave para a interolocução com Ramagem para atender interesses do presidente

Rolando Alexandre - Foto: Marcio Ferreira/Governo de Alagoas

Jornal GGN – O novo diretor da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre de Souza, nomeado nesta segunda-feira (04) pelo presidente Jair Bolsonaro, é braço direito do comandante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, o então indicado por Bolsonaro que teve a sua nomeação suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Souza é considerado o “número 3” da Abin, agência comandada por Ramagem antes de ter sido nomeado à PF, por ser pessoa de confiança de Jair Bolsonaro. A opção de Ramagem foi feita sem o considerar como definitivo, uma vez que Bolsonaro ainda quer que sua escolha principal, a de Ramagem, seja mantida.

Mas enquanto a liminar do STF impede ele de assumir o cargo, o mandatário optou pelo braço-direito de Ramagem (leia aqui). Ainda, Rolando tem passagem positiva pelos corredores da PF. Foi ele quem deu aportes para o funcionamento do banco de dados Atlas, que facilita as investigações da PF.

De acordo com um delegado e um perito consultados por reportagem do Uol, Rolando é pró-ativo e “poderia fazer uma boa gestão”. Apesar da pouca experiência, o nomeado já passou pela chefia de uma unidade regional de Alagoas e chefiou gabinete de repressão e desvios de dinheiro público na sede da Polícia Federal em Brasília.

Dessa forma, o nome de Souza não somente teria a aproximação com Ramagem que interessa a Bolsonaro e seus interesses dentro da PF, como também é bem visto por parte de seus colegas. Por outro lado, nem sequer Jair Bolsonaro mostrou que detém total confiança em Rolando Alexandre de Souza, o que pode ser a carta somente provisória do mandatário, enquanto há desconfiança após as denúncias de Sérgio Moro contra Bolsonaro para interferir nas investigações da PF.

 

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