“Sentença é nula e carece de lógica”, aponta defesa de Haddad sobre condenação por caixa dois

"Ao condenar alguém por algo de que nem o Ministério Público o acusa, o juiz perde sua neutralidade e sua sentença é nula", dizem advogados do petista

Jornal GGN – A defesa do ex-prefeito de São Paulo e candidato pelo PT às eleições presidenciais de 2018, Fernando Haddad, divulgou uma nota em resposta à sentença do juiz da primeira Vara Eleitoral, Francisco Carlos Inouye Shintate, proferida nesta terça-feira (20) e que condena o petista a “quatro anos e seis meses de reclusão” pelo crime de caixa dois na campanha de 2012.

Os advogados dizem que vão recorrer, “em primeiro lugar, porque a condenação sustenta que a campanha do então prefeito teria indicado em sua prestação de contas gastos com material gráfico inexistente”.

“Testemunhas e documentos que comprovam os gastos declarados foram apresentados. Não há razoabilidade ou materialidade que sustentem a decisão”, prosseguem.

“Em segundo lugar, a sentença é nula por carecer de lógica. O juiz absolveu Fernando Haddad de lavagem de dinheiro e corrupção. E condenou-o por por crime do qual não foi acusado”, explicam.

“Em um Estado de Direito as decisões judiciais devem se pautar pela lei. O magistrado deve ser imparcial. Ao condenar alguém por algo de que nem o Ministério Público o acusa, o juiz perde sua neutralidade e sua sentença é nula”, concluem.

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