Sobre a entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos

Comentário ao post “A íntegra da entrevista de Wanderley Guilherme dos Santos

Excelente analise do Prof. Wanderley Guilherme dos Santos. A sintese de seu raciocinio leva à percepção de que esse julgamento é um grande evento politico onde não se parte para o aperfeiçoamento das instituições, o que se daria por uma contribuição do STF à reforma politica, especialmente porque o STF na pratica controla o Tribunal Superior Eleitoral, esse mesmo que gastou 550 milhões de reais numa sede nova, sem economizar no luxo, só comparavel ao custo e ao luxo da nova sede da Procuradoria Geral da Republica, o palacio de vridro de impressionantes dimensões.

O STF avança para uma grande operação politica que vai fatalmente emparedar o partido no poder e por consequencia o proprio poder da Presidencia, não tenhamos ilusões, a politica não age no vacuo.

O PT tem culpa em deixar sua retagurada completamente descoberta, como os ingleses em Singapura.

Por falta de experiencia ou ingenuidade escolheu cavalos de troia e os colocou dentro de casa.

Essa é a diferença essencial da direita e da esquerda no Poder.

A direita pensa no Estado, no controle do Estado como meio de levar o Pais adiante. A direita não está interessada em minorias, cotas, nova classe media, sem terra, sem teto, a não ser como parte de um programa geral em que o crescimento beneficia a todos, é o “”bolo crescendo”onde ganham os ricos e ganham os pobres mas não se dá agrados a grupos minoritarios só porque eles são minoritarios ou porque se quer corrigir injustiças historicas, isso não é um valor para a direita.

A direita não vê os indios como uma minoria que precisa ser cuidada, vê como parte da população geral e que precisa ser integrada a esta, não deve ser tratada especialmente, porque a direita não curte minorias como agrupamentos carentes em busca de amparo.

A dieita cultua o Estado como ente de interesse geral da sociedade e por ai cultua as forças armadas, a segurança publica, a qualidade da educação para uma parte da população em vez de uma educação mediocre para toda a população, na crença que é melhor para o Pais ter 20.000 bons médicos do que 100.000 médicos mal instruidos.

Nesse sentido, a Direita não colocaria no STF um magistrado apenas porque ele é de uma minoria, porque isso significa atender a essa minoria, o que não faz parte do programa de uma Direita classica. Tudo, inclusive nomeações, é feito no interesse mais amplo do Estado e não das pessoas nomeadas ou de seu grupo social ou como forma de reparar injustiças do passado ou de hoje.

As teses de construção nacional da Direita entendem que essa construção passa pelo erguimento e fortalecimento do Estado como ente aético, forte e com objetivos definidos que só podem ser implantados se o Estado tiver autoridade acima de justiça.

Para a Direita, justiça não é um valor autonomo se não servir à construção nacional e não fizer parte dessa construção.

É evidente que um Governo de Direita é muito mais eficiente para a construção nacional do que um Governo de Esquerda, que sofre extraordinarios constrangimentos ao conviver com o esfacelamento de poderes dentro do Estado, como se vê com o Ministerio Publico com capacidade legal de interromper qualquer obra publica em qualquer lugar sem dar muitas explicações e sem prazo para dizer porque, um mecanismo que nem o mais alucinado dos filosofos do poder poderia conceber.

Ou se permitir que um poderoso e eficiente Chefe da Casa Civil, na realidade o Ministro da Presidencia ou primeiro ministro de fato seja deposto em pleno auge de sua operação de governo por causa de questões absolutamente menores em um Governo de Direita e seja levado a julgamento inquisitorial por causa de eventos que em um governo autoritario não passariam questões de bastidores. Talleyrand, corruptissimo,  fez coisas essencialmente criminosas, como pegar dinheiro dos nobres poloneses para dar independencia à Polonia e nem porisso colocou em risco sua rica biografia historica, que começa na sua assinatura no decreto de guilhotinamento de Luis XVI até sua pomposa investidura no cargo de Ministro do Exterior de Luis XVIII, irmão do rei guilhotinado pela sua caneta, no caminho foi Chanceler de Napoleão, criador da Belgica, restaurador do poder da França após esssa ser derrotada em Waterloo, transformando a derrota em vitória no Congresso de Viena de 1815, na direita nem se registra a corrupção, parte das engrenagens do poder desde sempre.

Na Historia a Direita sempre teve mais latitude e flexibilidade para governar do que a esquerda, tambem tem o repositorio da acumulação milenar da experiencia de governo, na Historia a Direita governa há 8.000 anos e a esquerda por breves periodos após 1789, no geral tentando ser idealista e ética, os deslizes do dito mensalão não são nada no tempo historico e a conta de “”mensalões ” da direita brasileira desde 1822 é imensamente maior do que esse reles caso mequetrefe ora elevado à enésima potencia como se fosse coisa do outro mundo.

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