Sócio de empresa suspeita repassou apartamento para mãe de Aécio

Foto: Lula Marques

Jornal GGN – Folha de S. Paulo publicou neste sábado (16) uma matéria informando que a Polícia Federal suspeita de uma transação feita entre José Antônio Fichtner, sócio de uma empresa investigada por corrupção no governo Cabral, e a família Neves.

A reportagem diz que Fichter comprou, em 2010, um apartamento de mais de 100 metros quadrados, em área nobre de Florianópolis, de um casal espanhol que exigiu pagamento no exterior. Quatro anos depois, vendeu o imóvel para a mãe de Aécio Neves por R$ 500 mil. O senador foi convocado para explicar o caso. 

A Polícia Federal descobriu o negócio após fazer uma operação de busca e apreensão nos endereços de Aécio. No Rio de Janeiro, os agentes encontraram o contrato de compra em nome da mãe do tucano, Inês Maria. Já na casa do senador em Brasília, a PF achou uma procuração dada por Fichtner a um dos advogados do escritório Andrade & Fichtner, que está sob investigação, para efetuar a compra do imóvel por R$ 410 mil.

A PF quer saber, segunda a Folha, qual a relação que Aécio tem com Fichter para ter em sua casa em Brasília a procuração acerca da compra do apartamento que foi transferido para sua mãe 4 anos depois.

No laudo da operação de busca e apreensão, a PF escreveu que “chama atenção e desperta a suspeita de eventual ilícito” o fato de a procuração para o negócio de 2010 ter sido encontrada na casa do senador. 
 
O imóvel, de acordo com o jornal, tem 117 metros quadrados e fica na Lagoa da Conceição, região nobre da capital catarinense. A defesa de Aécio admite que o apartamento está em nome da mãe do senador e é ocupado pela família.
 
“A Folha apurou com a PF que as investigações sobre a relação de Aécio com integrantes do escritório estão em fase inicial. O senador ainda não depôs a respeito”, acrescentou o diário.
 
O escritório Andrade & Fichtner foi alvo de buscas em 22 de novembro e é investigado sob suspeita de ter recebido “vultosas quantias” de empresas que foram beneficiadas pelo governo Cabral. O irmão de José Antônio, Régis Fichtner, foi secretário da Casa Civil.
 
Quando Régis deixou o cargo, em 2014, passou a atuar no escritório, que recebeu R$ 16 milhões em lucros.
 
Além de ser amigo de José Antônio, Aécio tem relação de amizade com Sergio Cabral desde 1980, quando este último passou a fazer parte da juventude peemedebista, então liderada pelo neto de Tancredo Neves.

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