Subsecretaria do Sistema Penitenciário ironiza VEP sobre regalias na Papuda

Jornal GGN – A Subsecretaria do Sistema Penitenciário afirmou que desconhece haver privilégios aos presos condenados pela Ação Penal 470, acusou o Judiciário do Distrito Federal de quebrar o princípio da separação e da autonomia dos Poderes e alegou riscos para a segurança carcerária, caso ingerências continuem a ser praticadas, principalmente pelo Ministério Público. Essa foi a resposta dada à Vara de Execuções Penais (VEP) que questionou regalias, na semana passada.

O documento de 8 páginas de resposta, que o Correio Braziliense teve acesso, foi enviado à Secretaria de Segurança Pública, seguindo depois para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

O juiz que respondeu à Subsecretaria foi Bruno Silva Ribeiro, o mesmo que pediu demissão à Vara de Execuções Penais, na semana passada, alegando que a gerência do presídio da Papuda tinha postura política.

Em resposta a uma das perguntas de Bruno, questionando se o DF teria capacidade para custodiar os condenados, a Sisepe ironiza: “Não só temos condições de custodiar os aludidos sentenciados, como também qualquer outro preso da nossa Federação, seja Fernandinho Beira-Mar, Marcola do Primeiro Comando da Capital, Professor do Comando Vermelho, Matemático do Amigo dos Amigos etc…”

A pressão de Bruno Ribeiro ocorre desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, substituiu o então titular da VEP pelo substituto, Bruno Ribeiro, que ao lado de seus dois assistentes no caso dos condenados da AP 470, Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira e Mário José de Assis Pegado, vem pedindo “isonomia”.

Mário José de Assis Pegado impediu, por exemplo, que José Dirceu não trabalhasse, não finalizando o processo de investigação sobre o uso de celular de dentro do presídio, mesmo após declaração unânime dos funcionários da Papuda de que não era possível comprovar que Dirceu teria usado o telefone.

Bruno Ribeiro, em sua última manobra, além de pedir a transferência da VEP, ao lado de seu assistente, Ângelo Pinheiro Fernandes; o juiz também suspendeu o direito de Delúbio Soares trabalhar, no seu então regime semiaberto.

Com informações do Correio Braziliense.

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