Telexfree é denunciada por lavagem de dinheiro

 
Quando o GGN denunciou o golpe da Telexfree, tentamos de todas as maneiras que o então Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, agisse. Afinal, era mais de um milhão de vítimas do golpe. Cardozo refugou de todas as maneiras. Alegava que era 171, estelionato e, portanto, crimes de alçada estadual.
 
Argumentamos por posts e emails que era lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro e outros crimes da alçada federal. E não tinha lógica um golpe aplicado em todo o país depender da atuação de cada estado.
 
Pouco tempo depois, a Justiça norte-americana agiu rapidamente – para proteger os brasileiros de lá. Em poucos meses, liquidou com a quadrilha, acusando-a de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. Agora, o Ministério Público do Espírito Santo denuncia a Telexfree e seus parceiros brasileiros por crime de lavagem de dinheiro. 
 
É evidente que Cardozo, preparado como é, sabia o tipo de infração na qual a Telexfree incorria. Apenas padecia de uma invencível timidez para tomar qualquer tipo de decisão.
 
Jornal GGN – Os proprietários da Telexfree, Carlos Wanzeler e Carlos Costa, foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) por lavagem de dinheiro em 81 operações financeiras que movimentaram mais de R$ 55 milhões.
 
Segundo a denúncia, entre março de 2012 e junho de 2013, a Telexfree transferia recursos, direta ou indiretamente da atividade criminosa, por meio da conta Ympactus Comercial para contas da Worldxchange Intermediação e Negócios Ltda e KLW Prestadora de Serviços, do mesmo grupo.
 
O órgão de investigação no Espírito Santo aponta que os valores das empresas e de seus sócios deverá ser decretados perda por se tratarem de produto da atividade criminosa.  Duas das operações, datadas de junho de 2013, transferiram para a Worldxchange a maior parte da quantia: R$ 51 milhões.
 
A empresa tem como proprietárias a mãe e a irmã de Carlos, Marilza Machado Wanzeler e Febe Vanzeler de Almeida, também denunciada pelos procuradores. A investigação também rastreou trocas de mensagens entre os denunciados, provando que tentaram movimentar as quantias assim que foi noticiada a decisão judicial de bloqueio das contas bancárias e das aplicações financeiras da Ympactus e de seus sócios.
 
Também entraram par a adenúncia Marisa Machado Wanzeler Salgado e Lyvia Mara Campista Wanzeler, outra irmã de Carlos Wanzeler e sua filha, respectivamente. Em resposta, os advogados alegam que a denúncia “não se sustenta” e que “toda a receita da Telexfree possuía origem lícita, pautada na venda e comercialização do Softphone 99Telexfree, o que por si só demonstra a improcedência da acusação de lavagem de dinheiro”.
 
Com informações do G1 Espírito Santo

 

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