Temer dividiu R$ 10 milhões em propina da Odebrecht com Geddel, diz Funaro

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – O delator Lucio Funaro afirmou que Michel Temer dividiu R$ 10 milhões em propina da Odebrecht com o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A Polícia Federal chegou a apreender, em um apartamento em Salvador, cerca de R$ 51 milhões atribuídos a Geddel. A reportagem do Estadão, que trata da delação de Funaro, não deixa claro se o operador do PMDB estabeleu elos entre os pagamentos a Temer e as malas encontradas no imóvel.
 
Segundo a delação, Temer teria repassado cerca de R$ 1 milhão a Geddel, de um total de R$ 10 milhões que solicitou a Odebrecht com a desculpa de que precisava financiar campanhas via caixa 2. 
 
Funaro ainda especificou o caminho do dinheiro: disse que a Odebrecht usou os serviços de um doleiro chamado Álvaro Novis, para fazer parte da propina chegar ao amigo e ex-assessor especial de Temer, José Yunes.
 
Geddel, então, entrou em contato com Funaro e solicitou a entrega de R$ 1 milhão. O dinheiro deveria ser retirado com Yunes, em São Paulo, e enviado para o ex-ministro na Bahia. 
 
A delação de Funaro converge com o depoimento do delator da Odebrecht Cláudio Mello Filho, que “relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), doações de caixa 2 para campanhas em 2014, no total de R$ 10 milhões.” 
 
“Parte desse valor teria sido distribuída por meio de Yunes, apontado como um dos ‘operadores’ do presidente. À Procuradoria-Geral da República (PGR), Yunes já disse ter sido usado como ‘mula’ de Padilha para a entrega de um pacote”, acrescentou o Estadão.
 
Geddel acabou sendo preso após a descoberta das 9 malas e 8 caixas contendo R$ 51 milhões. Ele também é investigado por ter tentado comprar o silêncio de Funaro. Segundo a delação da JBS, quando Geddel se afastou do governo Temer, foi Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança do presidente, quem assumiu a interlocução da empresa.
 
Loures foi filmado pela Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil, que a Procuradoria acredita ter sido destinada a Temer. Segundo a delação da JBS, a promessa era de que o grupo de Temer recebesse cerca de R$ 500 mil toda semana, por 20 anos, para destravar os interesses da empresa junto a órgãos ligados a Fazenda, entre outros esquemas.
 
TRAMA CONTRA DILMA
 
Na delação, que já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, Lúcio Funaro ainda disse que Eduardo Cunha se encontrava com Temer “diariamente” para tramar o impeachment de Dilma Rousseff. Foi Cunha quem colocou o pedido, com base nas pedaladas fiscais, em votação na Câmara. Com o afastamento de Dilma do cargo, Temer usou a influência que tinha para garantir a derrota da presidente reeleita em 2014.
 
Procurada, a defesa de Cunha disse que só vai comentar a delação de Funaro quando o sigilo for levantado.

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2 comentários

  1. Resumo.

    Resumo da história: 

    O golpe foi feito por políticos e estes foram financiados pelos empreiteiro tipo oderbrecht para o golpe.O cunha dizia ao marcelo: me dá um dinheiro aí que eu preciso comprar os deputados que faltam para o impedimento. O marcelo oderbrecht dizia: quanto você quizer, e como prêmio ainda deposito um outro tanto no exterior (e no fundo ele sabia que o cunha e o temer ainda iam desviar algum para o bolso ( malas do gedeel) deles, mas deixa pra lá, valia a pena). Pagavam à globo também.O mesmo com os joeleys e gutierrez e mendes junior, e toda a fiesp e assemelhados.Mas se não fosse o stf, já que o golpe era anticonstitucional e ilegal, ficasse caladinho e concordante, com medo da globo, o golpe não teria acontecido.Todos estes, uns mais, são responsáveis pelo governo de ladrões que ali colocaram e pela desgraça que caiu sobre o país.

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