Temer receia que prisão de Rocha Loures detone a base aliada

Foto: Romério Cunha/Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN – O governo Michel Temer receia que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, atenda ao novo pedido de prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, filmado recebendo uma mala de dinheiro da JBS. A Procuradoria Geral da República voltou a solicitar a medida preventiva agora que Loures não tem mais cadeira na Câmara. Mesmo sem mandato, o “homem de confiança” de Temer segue com foro no STF, porque seu inquérito está amarrado ao de Temer.
 
De acordo com o Painel da Folha desta sexta (2), a avaliação do Planalto sobre a prisão de Loures “é feita com evidente irritação”. O governo diz que Fachin tem sido “agressivo” e o acusa de “jogo casado” com a PGR.
 
O temor vem do seguinte prognóstico: “O Planalto sabe, porém, que uma eventual prisão de Rocha Loures poderá detonar debandada de parte da base aliada que vinha torcendo por um fato novo que justificasse o desembarque do governo.”
 
Por isso, “Michel Temer passou os últimos dias afirmando a aliados que não tinha nenhum receio sobre uma possível delação de Rocha Loures. Disse que o ex-assessor, chamado por ele mesmo de homem de sua estrita confiança, não tem nada que possa comprometê-lo.”
 
O jornal também informou essa semana que advogados de Loures sondaram o Ministério Público sobre uma delação premiada e receberam uma grande negativa. Isso porque o ex-deputado não deu sinais de que implicaria Temer em sua delação.
 
De acordo com relatos da JBS, Loures foi indicado por Temer para substituir Geddel Vieira Lima nas negociações entre a empresa e o governo. Joesley Batista sugeriu na delação que, com Loures, discutiu negócios de interesse do frigorífico que poderiam render propina ao governo Temer. Parte desse dinheiro poderia manter a suposta propina Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, presos em Curitiba.
 
O governo ainda espera que a PGR conclua a investigação contra Temer e apresente denúncia na próxima semana. De acordo com o Estadão, o Supremo deverá consultar o Congresso para saber se Temer poderá ser processado. Será necessário dois terços da Câmara para instaurar a ação penal.
 
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