TSE retoma julgamento da chapa Dilma e Temer em 3 semanas


Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – Está agendado para a primeira semana de junho a retomada do julgamento do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode encurtar o mandato do peemedebista. O presidente da Corte, Gilmar Mendes marcou para o dia 6 a volta das sessões que analisam o processo.
 
Ainda outras três sessões já foram agendadas para a continuidade do julgamento: nos dias 2 e 8 de junho. Enquanto o mandatário Michel Temer vinha adotando uma tentativa de adiamento do processo por meio de recursos judiciais, a defesa do presidente também pode contar com o apoio de ministros, em possíveis novas paralisações.
 
Isso porque o julgamento ainda pode ser novamente interrompido com pedidos de vista, quando o ministro solicita mais tempo para a análise do caso. Já com a nova composição, o Tribunal retoma o julgamento com o advogado Admar Gonzaga integrando o quadro, por indicação de Michel Temer, e Tarcísio Vieira de Carvalho, que entrou no lugar da ministra Luciana Lossio.
 
Luciana deixou o TSE no último dia 5 de maio, e Temer nomeou Tarcísio para o ocupar a vaga de forma imediata e antecipada. Sem sinais de como ambos irão votar no julgamento que ameaça o mandato de seu indicador, outros ministros poderão barrar e atrasar ainda mais este processo. 
 
Enquanto isso, o presidente tenta ainda separar a sua responsabilização da de Dilma Rousseff, em uma possível condenação. Para isso, apresentou pareceres ao Tribunal Superior Eleitoral, em intuito de separar o julgamento da chapa, entre a responsabilização de Dilma Rousseff e a absolvição de Temer nas acusações. 
 
Assinaram os pareceres quatro juristas, que endossam as teses dos advogados de Temer, entre eles o jurista Ives Gandra da Silva Martins, que sustentou que “a aplicação do princípio da indivisibilidade da chapa não pode violar outros princípios constitucionais e punir o [então] vice-presidente, que em nada contribuiu para a prática da ilegalidade”. 
 
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