Universal é investigada em Portugal por tráfico internacional de crianças

Foto: Demétrio Koch
 
 
Jornal GGN – A Igreja Universal do Reino de Deus virou objeto de investigação do Ministério Público de Portugal, graças a uma série de reportagens da TVI – Líder de audiência no país europeu – sobre uma suposta rede de tráfico internacional de crianças.
 
De acordo com a primeira reportagem, que foi ao ar na segunda-feira (11), a Universal, de 1994 a 2001, uma casa de assistência a crianças carentes em Lisboa de maneira irregular. 
 
Os pais sem condições financeiras entregavam suas crianças ao estabelecimento, que só veio a fechar em 2011, usando a crise econômica do País como desculpa.
 
A reportagem indica que muitas das crianças foram adotadas, inclusive por estrangeiros, sem que a Justiça acompanhasse os procedimentos. 
 
Há relatos de que dentro da própria Universal, membros eram incitados a adotar as crianças, que também chegavam ao Brasil e outros países clandestinamente. A emissora portuguesa diz que um dos fundadores da Igreja teria 2 netos que foram adotados por meio desse esquema. 
 
O escândalo, de acordo com a Folha desta terça (12), é o objeto de inquérito a cargo do Diap (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Lisboa.
 
A Universal chegou a Portugal em 1989 e, hoje, segundo dados da própria Igreja, há possui mais de 120 prédios no país.
 
Em nota, a Igreja negou as acusações.
 
“As crianças foram encaminhadas pela Segurança Social e pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa para um Lar –que evidentemente à época não era ilegal–, e vários pais adotivos se candidataram a adotá-las. Contam-se pelos dedos de uma mão as crianças que foram adotadas por essa via –com decisão judicial, sublinhe-se– por casais ligados à Universal”, diz o texto.
 
Além disso, a Igreja sustenta que as reportagens foram feitas com ajuda de um antigo colaborador que foi expulso por conduta imoral. “Ressalvamos que os bispos e pastores têm de manter um comportamento moral irrepreensível, o que não foi o caso de Alfredo Paulo Filho.”

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