Witzel é afastado do governo do Rio pelo STJ por suspeitas de corrupção na saúde

O pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC, foi preso. A casa do vice-governador Cláudio Castro passa por buscas.

Jornal GGN – O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi afastado do cargo nesta sexta-feira. A decisão vai de encontro ao momento em que a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em ações contra agentes públicos, políticos e empresários em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC, foi preso. A casa do vice-governador Cláudio Castro passa por buscas.

Às 6h14 duas viaturas da PF chegaram ao Palácio Laranjeiras, sede do governo do Estado. Roberto Podval, advogado de Witzel, considerou um desrespeito do ministro à democracia pois Witzel foi afastado sem ser ouvido e a defesa não teve acesso aos autos. ‘Não se esperava tais atitudes de um Ministro do STJ em plena democracia’, disse Podval.

A defesa do governador afastado divulgou uma nota: “A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis”.

A Polícia Federal chegou às 5h50 na casa do pastor Everaldo, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Esperaram até as 6h e entraram no edifício. A assessoria de imprensa do pastor disse que ele sempre esteve à disposição das autoridades e que reitera sua confiança na Justiça.

O pastor acompanhou as buscas feitas pelos agentes da PF e recebeu voz de prisão logo após a leitura de seus direitos. Everaldo deixou o edifício uma hora e meia depois das buscas efetuadas no local e foi para a sede da Polícia Federal.

O deputado André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, também foi alvo de busca.

A operação, chamada de Tris in Idem, é um desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do governo fluminense. O nome é em referência ao fato de Witzel ser o terceiro governador do Rio investigado por usar esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens.

Ao todo serão cumpridos 17 mandados de prisão, seis preventivas e 11 temporárias, e 72 busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos no Palácio Laranjeiras, no Palácio Guanabara, na residência do vice-governador, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também está sendo alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão preventiva foi decretada.

Com informações de O Globo.

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