Conselheiro do CNMP defensor de Castor era informante da Lava Jato

Trocas de mensagens entre Sílvio Amorim e procuradores da Lava Jato, obtidas por meio da "Operação Spoofing", apontam sua devoção aos colegas

Sílvio Amorim, conselheiro do CNMP,. | Foto: Reprodução

Jornal GGN – O conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Sílvio Amorim, que votou esta semana contra a pena de demissão do procurador Diogo Castor, por ter bancado um outdoor em homenagem à Operação da Lava Jato  em Curitiba,  era informante da força-tarefa. As informações são da ConJur.

Trocas de mensagens entre Amorim e procuradores da Lava Jato, obtidas por meio da “Operação Spoofing”, apontam sua devoção aos colegas. “Contem comigo, sempre!” escreveu Amorim quando deixou a força-tarefa para atuar como agente infiltrado no CNMP, em junho de 2016.

Amorim mantinha a equipe de Curitiba informada do que acontecia no CNMP. Na época, Deltan Dallagnol agradecia: “Muito obrigado Sílvio pelas informações e preciosíssimo apoio… abraços!!”

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Já em 2017, ao se estabelecer como conselheiro e comentar acusações contra Deltan Dallagnol, Amorim disse ao amigo: “Meu Irmão, minha total e irrestrita solidariedade a você! Eu sou combatente seu e vou ajudar-lhe no que estiver ao meu alcance! Fé em Deus!”

As mensagens foram anexadas na Petição apresentada em fevereiro de 2021 pelos advogados do ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Reclamação nº 43.007/PR.

Leia os diálogos na íntegra:

jornalggn.com.br-conversas-deltan-silvio-amorim-cnmp

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