A descontinuidade em São Paulo

Por Fábio Lúcio

Alckmin decretou a criação do Parque Tizo, área de 1,3 milhão de m2 na divisa entre São Paulo, Osasco e Cotia, com potencial para ser o Ibirapuera da Zona Oeste (o tamanho é o mesmo, mas com mais cobertura natural). O atual governo não colocou um centavo no parque, nem um sequer, nada de portaria, nada de equipamentos, trilhas, nada. Está lá quase como foi criado. Tudo o que entrou foi verba destinada pelo governo anterior, retida pelo CDHU. Após quatro anos, não tem nem projeto executivo ainda.

O secretário de meio-ambiente Xico Graziano, agora coordenador do programa de governo de Serra, manifestou explicitamente em reunião do Conselho Consultivo do parque sua política para a área: entregar a alguma OSCIP. Um evidente falta de vontade com a obra do governo anterior que trai uma miopia política. A população densa do entorno (Jarim Ipê, Butantã, Vila Sônia, Taboão, Osasco, Cotia, Embu das Artes etc) teria aí um motivo concreto para votar em quem inaugurasse a área. 

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