Ação de Bolsonaro nas redes sociais é investigada pela HRW

Entidade afirma que presidente viola liberdade de expressão e direito ao acesso à informação com bloqueio de contas que o criticam

Foto: Daniel Castelo Branco/Meia Hora

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro tem bloqueado nas redes sociais os seguidores que são críticos ao seu trabalho, uma atitude que a Human Rights Watch considera violar a liberdade de expressão, os direitos de acesso à informação e de participação no debate público.

“O presidente Bolsonaro usa suas redes sociais como um importante meio de comunicação pública e de interação com a população”, disse Maria Laura Canineu, diretora da Human Rights Watch no Brasil. “Mas ele está tentando eliminar de suas contas pessoas e instituições que dele discordam para transformá-las em espaços onde apenas aplausos são permitidos. É parte de um esforço mais amplo para silenciar ou marginalizar os críticos”.

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A entidade já identificou 176 contas bloqueadas, a grande maioria no Twitter, incluindo de jornalistas, congressistas, influenciadores e cidadãos, além do bloqueio de contas de veículos de imprensa e de organizações não governamentais. O número total de bloqueios é provavelmente muito maior, mas a Secretaria de Comunicação da Presidência não informou o número de pessoas bloqueadas por Bolsonaro nas redes sociais, argumentando que não gerencia essas contas.

“Isso (o bloqueio nas redes socais) impede que pessoas bloqueadas participem do debate público, viola a liberdade de expressão e as discrimina com base em suas opiniões”, disse a Human Rights Watch. Jornalistas bloqueados não podem fazer perguntas ou solicitar informações, infringindo a liberdade de imprensa.

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