Ailton Benedito diz que é “rotulagem infame” tratá-lo como bolsonarista

Não existe nada mais desmoralizante para o Ministério Público Federal do que a atuação do procurador Ailton Benedito, do MPF de Goiás.

Ailton se vale da função para as ações mais arbitrárias, ocupando recursos públicos, abusando de sua situação funcional à custa do comprometimento da imagem do MPF.

Nem se fale de seu endosso à fake news, intimando o Itamaraty sobre notícias de que venezuelanos estavam cooptando jovens brasileiros. Tratava-se da Vila Brasil, uma vila de Caracas, Venezuela.

Ou, então, de sua recomendação para que o Ministério da Educação e a Controladoria Geral da União coibissem manifestações políticas em campus universitários, em total oposição a decisão expressa do Supremo Tribunal Federal (STF), contra interferências na liberdade de expressão das universidades.

Sua última aventura foi representar junto à Polícia Federal contra qualquer crítica que lhe fosse feita. Representou contra seu colega Luiz Francisco de Souza. E, agora, investiu contra críticas postadas no Twitter.

Ocupou tempo da PF, da perícia – para identificar cada autor de posts considerados ofensivos -, e para quê? Apenas para mostrar que consegue levar jornalistas a depor na PF, sem nenhuma consequência legal, a não ser expor o ridículo de sua representação.

É hora do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) avaliar as implicações de seus arroubos sobre a imagem do órgão. E tomar posição.

Dois exemplos de postagens consideradas difamadoras:

Usuário @luisnassif, mediante rotulagens infames, que marcam e servem para incitar e instigar seus seguidores a propagar discurso de ódio contra a vítima atacada, inflige a este Procurador da República as seguintes ofensas objetivas e subjetivas: 

Usuário @veramagalhaes, mediante rotulagens infames, que marcam e servem para incitar e instigar seus seguidores a propagar discurso de ódio contra a vítima atacada, inflige a este Procurador da República as seguintes ofensas objetivas e subjetivass

“Ailton Benedito é uma voz do autoritarismo e da ameaça à democracia infiltrado no MPF… Artífice da censura a professores universitários. Bolsonarista militante.” 

Em ambos os casos, segundo ele,

“Esse conteúdo é autoevidente. As publicações, perpetradas em rede social da internet, ofendem a reputação profissional, social e institucional deste Procurador da República, contra o exercício legítimo, constitucional e legal das suas funções no Ministério Público Federal em Goiás. ‘

E conclui:

“Tais publicações caracterizam, em tese, crimes contra a honra, consubstanciados em difamação e injúria contra este Procurador da República, nos termos dos arts. 139, 140, 141, II, do Código Penal, passível de ação penal pública condicionada à representação, nos termos do art. 145, parágrafo único, do mesmo Código Penal.

Posto isso, a título de aditamento à mencionada representação, solicitam-se as providências para deflagração da pertinente persecução criminal em desfavor dos sujeitos autores das publicações acima colacionadas”.

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