Apesar de derrota, Freixo comemora fortalecimento do Psol

Do Jornal do Brasil

Freixo vê fortalecimento do PSOL e promete ‘organizar resistência’ ao PMDB

Igor Mello

Após ver confirmar-se uma derrota que as pesquisas já anunciavam, o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, foi recepcionado, no início da noite deste domingo, por cerca de 500 militantes aos pés dos Arcos da Lapa, região central do Rio de tradição boêmia.

Apesar de perder a disputa para Eduardo Paes (PMDB), Freixo adotou um tom de comemoração pela inesperada e expressiva votação. Com 28% dos votos válidos, assumiu para si o compromisso de organizar a oposição ao PMDB na cidade.

“Se acham que fizemos muito até hoje, vamos fazer muito mais. Eu tenho uma tarefa junto a todos vocês. Não perdemos a chance do segundo turno, quem perdeu foi a cidade. Política, para a gente, não é profissão, é instrumento de luta. Fiz questão de vir à praça pública. A partir de hoje, honestamente, eu desejo sorte ao Eduardo. Independente disso, hoje a gente começa a organizar a resistência do Rio”, promete. 

Ele, porém, não perdeu a oportunidade de continuar dando estocadas no prefeito reeleito: “Para nós, tivemos um vitória política, da mobilização e de princípios. Não fizemos alianças espúrias, não aceitamos dinheiro de onde não devíamos aceitar”, afirmou o deputado estadual. 

Mos seus planos está o de manter os cerca de cem diretórios de sua campanha ativos para “discutir a cidade”. Uma das lutas que promete continuar é contra as remoções, a privatização da saúde e a influência da Fetranspor no transporte carioca. 

Ao receber a visita de seu candidato a vice, Marcelo Yuka, Freixo emocionou-se. Os dois trocaram um longo abraço, e o deputado ouviu do músico: ‘Eu tinha dúvidas se vocês era maluco. Agora eu tenho certeza, você não regula bem'”, lembrou.

O parlamentar atribuiu a si próprio o trabalho de reorganizar a fiscalização do PMDB e comemorou o fato do PSOL ter saído do pleito como o maior partido de oposição do estado. Segundo ele, é preciso manter diálogo com setores de outros partidos, como PT e PDT, que os apoiaram ainda que contra a vontade das direções partidárias.

Com estes, pretende organizar uma aliança contra os ditames de PMDB:

“Acho que todos esses setores do PT e do PDT que vieram construir essa campanha com a gente tem um compromisso de continuar conversando sobre o Rio de Janeiro. O Rio tem um espaço a ser debatido e nós temos grande responsabilidade de organizar essa oposição para além de qualquer partido”, explicou.

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