As intrigas contra Michel Temer

Recém-eleita presidente da República, Dilma Rousseff recolheu-se à sua dieta e às conversas com Aloizio Mercadante, visando eleger a nova presidência da Câmara Federal. Políticos mais experiente alertavam que não havia possibilidade de vencer a disputa. O governo jogou todo seu peso…. e flutuou.

A tentativa frustrada arrebentou a aliança parlamentar que, até então, garantira a governabilidade, deixando-o praticamente de joelhos ante o furacão Eduardo Cunha.

A análise de cenário indicava que a Lava Jato chegaria até Eduardo Cunha. Mercadante apostou tudo nessa possibilidade, sem avaliar quando tempo levaria para isso ocorrer.

Cunha seria eleito de qualquer maneira. Compondo com ele o estrago teria sido menor do que o terremoto representado por sua vitória.

***

Aos trancos e barrancos, tentou-se rearticular a base.

Conselheiros próximos a Dilma convenceram-na a abrir espaço para o vice-presidente Michel Temer e nomear o gaúcho Eliseu Padilha para os Transportes.

Trata-se daquelas raposas velhas e sábias que ajudam a acomodar a base, seja qual for o governo, FHC, Lula ou Dilma.

No primeiro encontro com Dilma, Mercadante conduziu Padilha até a porta do gabinete e marcou território avisando: você tem meia hora. A conversa acabou durando quatro horas, provavelmente intercalada com recordações do Rio Grande do Sul.

***

Mais.

Em sua primeira aparição pública como Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa falou em alterar as regras de reajuste do salário mínimo.

Foi uma afirmação perdida entre outras, provavelmente passaria despercebida, não fosse a circunstância de Dilma ter exigido uma retratação, por influência de Mercadante.

***

Mercadante tem inúmeras virtudes.

Mas tem três problemas típicos de acadêmicos paulistas, presentes também em Fernando Henrique Cardoso e José Serra.

O primeiro, uma arrogância ostensiva, um sentimento de superioridade que dificulta o relacionamento com mortais comuns, especialmente do meio político.

O segundo, as táticas de intrigas, próprias dos Palácios e da academia.

O terceiro, uma enorme dificuldade em avaliar a conjuntura e a correlação de forças. O sentimento de superioridade acaba levando-o sempre a superestimar a própria força.

***

É por aí que se cria uma nova nuvem nublando o horizonte.

As últimas informações sobre os conflitos com o vice-presidente MichelTemer não são animadoras.

Temer é um político experiente, responsável, que, em função de sua senioridade, tornou-se uma espécie de avalista da governabilidade. Jamais avançou além das suas atribuições e só se colocou em campo depois de convocado.

Em pouco tempo, a poeira política começou a baixar. Mesmo enfraquecido no PMDB, em relação a Eduardo Campos, devido ao fato de Dilma tê-lo relegado a segundo plano, Temer conseguiu aos poucos recuperar terreno.

***

Agora, volta-se ao velho erro de avaliação de cenário, julgando que o indiciamento de Eduardo Cunha resolverá todos os problemas do governo e começando um jogo de desgaste com Temer.

O mote da última intriga foi atribuir a ele ambições de voos autônomos, por sua afirmação de que há necessidade de se unir o país para superar a crise.

***

Esse jogo inconsequente poderá jogar pela janela a última âncora de governabilidade do governo Dilma. 

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75 comentários

  1. A “arrogância ostensiva”,

    A “arrogância ostensiva”, típica de tantos “acadêmicos paulistas”, da esquerda à direita (mesmo porque a extrema-direita não chega a um patamar intelectual mínimo), não é apanágio da academia paulista – vide o bom e velho Antonio Candido que nada tem de arrogante e tem muito de acadêmico com muita honra e verdadeiro mérito, e não só por ser também mineiro e algo carioca. Além de petista. No quadro atual da nossa terra sempre em transe (o Brasil mesmo), a arrogância está encarnada mesmo em figuras deletérias como Cunha etc. A serem deletadas, em breve. Se Deus quiser, como diria minha mãe, como diz o povo.

  2. é cunha, e não campos

    “Em pouco tempo, a poeira política começou a baixar. Mesmo enfraquecido no PMDB, em relação a Eduardo Campos, devido ao fato de Dilma tê-lo relegado a segundo plano, Temer conseguiu aos poucos recuperar terreno.”

    Eduardo Campos?

  3. Ai ai Nassif

    A tentativa frustrada arrebentou a aliança parlamentar que, até então, garantira a governabilidade, deixando-o praticamente de joelhos ante o furacão Eduardo Cunha.

    A análise de cenário indicava que a Lava Jato chegaria até Eduardo Cunha. Mercadante apostou tudo nessa possibilidade, sem avaliar quando tempo levaria para isso ocorrer.

    Cunha seria eleito de qualquer maneira. Compondo com ele o estrago teria sido menor do que o terremoto representado por sua vitória.

    O que chateia é afirmação que Dilma teria errado em não compor com esse pulha do Eduardo Cunha. E não teria ao menos o direito de tentar emplacar outra presidência da Câmara.

    Ora, se esse pulha já estava eleito (afinal como disse o Julio Camargo, tinha na “mão” os 260) se recebesse um afago da Dilma teria se tornado menos canalha?

    Então queremos crer que toda a movimentaçõa dele, toda a pauta conservadora e retrógrada que ele tem tocado a todo vapor é só birra contra a Dilma?

    Faz favor. Você se contamimou com essa estória de dar uma no cravo e outra na ferradura

    • É. Como já foi dito há muito

      É. Como já foi dito há muito tempo, fora do governo está a genialidade, a sabedoria. Fico me perguntando de que forma os que tudo sabem reagiriam a essa tsunami golpista que, a bem da verdade, teve início no Brasil com as malditas manifestações de junho/2013. Sem esquecer do desastre aéreo por obra da “providência divina”, que acabou dando um “jeitinho” na disputa  eleitoral de 2014, repetindo o roteiro de 2010 com o mesmo e indesejável (e dessa feita inaceitável) resultado. Agora estamos na fase de retirada “à forceps” com auxílio de poderosas forças internas. E aí? Somente a Dilma com a dita inabilidade política é que não consegue sair dessa “enrascada”?

       

    • Concordo contigo discordando

      Concordo contigo discordando do Nassif. Creio que a apostada arriscada da Dilma em se recusar à compor com o Cunha, esperando que este se enrolasse na própria malandragem, acabou sendo acertada. Uma “governabilidade” com Cunha não encaixa de jeito nenhum no estilo Dilma. E não adianta insistir em transformá-la em Lula.

      Mas ela não precisava ficar esse tempo todo esperando, praticamente inerte, contando as horas para deletarem o Cunha. Enquanto isso, deveria ter feito política, do jeito dela que fosse, mas que é melhor que o vácuo. Talvez as unicas coisas piores que o vácuo sejam o Mercadante e o Cardozo, pensando bem, este último é o próprio

       

    • Cunha

      Concordo 100% contigo.

      Apoiar Cunha teria sido muito pior.

      Ele sempre estaria contra Dilma.

      Ao perder,pelos menos Dilma marcou a posição correta,. Lava jato so chegou nele agora,

  4. Sim, mas …

    Deu nome aos bois, Mercadante é arrogante, incompetente, não tem visão. Simples, ele é o culpado de toda a desgraça, desde que Dilma foi reeleita. NÃO. Que presidente é essa então que se fecha com esse conselheiro-mor e cegamente faz tudo que ele manda ou no mínimo concorda com toda sua “articulação” ? É ela um fantoche nas mãos dele, oque seria o pior defeito para um Presidente da República ou ela é tão incompetente e inábil politicamente quanto ele e não consegue enxergar nada além de Mercadante ? No meu entender a maior parte de culpa cabe à própria  Dilma. Se Temer jogar a toalha, o barco vai acabar de naufragar.

    • Temer nasceu em Tatuí, mas foi batizado em Mariana.

      Temer é discreto e sutil como uma raposa também o é.

      Não assumiu a articulação política a pedidos de Dilma. Ao contrário, batalhou por ela.

      Por dois motivos.

      Primeiro, porque todo político almeja a posição de articulador, de grande liderança. A fraqueza do governo Dilma, naquele momento, era sua grande oportunidade de mostrar sua competência política e seu estilo de comando. Temer não a deixou passar e obteve sucesso. Hoje, está viabilizado como candidato à sucessão de Dilma, seja lá pelo modo que essa sucessão se dê.

      Segundo, Temer era o presidente de direito do PMDB, precisava sê-lo de fato. Para tanto, necessitava se contrapor a Cunha  que ameaçava lhe tomar o partido. Novamente obteve sucesso, está no comando.

      Vai, agora, largar tudo isso e se retirar para o Jaburú, para voltar a viver de amor? A opção é tentadora, mas, não. Temer está sendo mineiro. Como, grandes políticos paulistas sabem ser.

      Deu a missão como cumprida e discretamente anunciou sua retirada. Discretamente o suficiente para não ter que se comprometer em cumprir o anunciado. Semana entrante, Dilma diz publicamente que a missão de Temer ainda não acabou e que conta com ele. “Obediente” à líder, Temer aceita o “sacrifico” em nome da causa e se torna inconteste no governo.

      Porém, sim, há um risco.

      E não é Mercadate o risco, é Dilma. Caso já tenha voltado a se sentir “poderosa” e saia por aí dispensando apoios e opniões e distribuindo broncas e mal humor.

  5. Erro de digitação

    “Em pouco tempo, a poeira política começou a baixar. Mesmo enfraquecido no PMDB, em relação a Eduardo Campos, devido ao fato de Dilma tê-lo relegado a segundo plano, Temer conseguiu aos poucos recuperar terreno.”

  6. Ministros pífios

    Desde o início os grandes problemas de Dilma tiveram origem na sua escolha de ministros pífios. Escapam poucos. Vai gostar de se cercar de mediocridade assim lá no inferno…

  7. Acertaram Dilma e Mercadante

    Acertaram Dilma e Mercadante ao não apoiar Cunha. O sacrifício da ética em nome da  governabilidade vem afundando o PT. Inverter essa rota é a grande virtude de Dilma e que garantiu sua vitória nas eleições de 2014. Olho no olho, ela passa a ideia de honestidade. E a ética será  o diferencial  nas próximas eleições muncipais. Ganhará quem conseguir transmitir credibilidade.

    • O problema é que todo mundo se considera “ético”

      Não se esqueça de que as eleições do ano que vem serão decididas pelo mesmo eleitorado que elegeu esse congresso…

      • Os candidatos ao legislativo

        Os candidatos ao legislativo não têm a mesma exposição do candidato majoritário. Se houvesso mais exposição e embates (na mídia ou no mano a mano mesmo), garanto que o resultado seria diferente. 

    • Um meio acerto ainda é um erro

      Acertaram ao não apoiar Cunha, mas lançar candidato próprio à Presidência da Câmara ainda assim foi um erro. O correto teria sido promover outro candidato do PMDB que não Cunha. O PMDB não tem lealdade nenhuma a não ser ao poder, não faltaria gente disposta pra aceitar o “encargo”.

  8. Lendo o trecho ‘ Mercadante

    Lendo o trecho ‘ Mercadante tem inúmera virtudes’ eu me fiz uma pergunta que, creio, o próprio Lula faria ao Nassif: “Me diga UMA virtude daquele aloprado?”   Mas o problema maior é que Dilma é uma ilha cercada de cabeças de planilha que enxegam só maravilhas -rs 

  9. Mercadante ja deu o que tinha que dar

    Mercadante, ja deu o que tinha que da….Nao passa de um conspirador, e traira. Nas eleicoes sempre foi uma piada, e agora fica agarrado em um cargo. Tem velhos problemas de avaliacao.

    Alguem lembra da frase dele elogiano os tucanos e o fhc, ele eh o petista paulista arrogante, que nao tem povo nas ruas, e ta louquinho pra dilma cair…

    E mudando de assunto, cade o processo da Dilma na veja…ela mentiu pra mim….se cair naoo faco mais forca, porque e por estas mentiras, e sua ausencia de acao, alem de confiar em mercadante na articulacao politica.

  10. pequena correção…

    Oi Nassif, na linha “Mesmo enfraquecido no PMDB, em relação a Eduardo Campos, ”  você deve ter querido dizer Eduardo Cunha, não?

     

    no mais, perfeita a anélise, que bela radiografia de Mercadante!!!

     

    abraços!

  11. O problema é que o PMDB é

    O problema é que o PMDB é pior do que o PT. Tem uns 350 partidos dentro de um só e todos querem mandar. Como é que o PMDB de Ulysses Guimarães virou o PMDB de Cunha? 

    Todos adoram falar da decadęcia do PT, mas Cunha, Carlos Sampaio, Piciani, e demais mafiosos demnostram que a desgraça é grande. 

    Por pior que seja Dilma, não adianta se enganar. Ela não criou o golpe e essa tentaiva vai sair de qualquer jeito porque o PSDB quer, a mídia quer e o judiciário quer. Se vão levar, aí é outra história.

    • angústia dos eleitores

      Como é que o PMDB de Ulysses Guimarães virou o PMDB de Cunha? 

      Como é que o PSDB  de Mario Covas virou o PSDB  de Aécio Neves ?

      Como é que o PT  de Lula antes de chegar ao pider virou esse PT  de hoje ?

       

       

  12. Poxa, Nassif. A única coisa
    Poxa, Nassif. A única coisa certa que o governo fez no início do mandato foi não compor com o Cunha e você coloca como erro político. O cunha tornou-$e um problema para a oposição com sei discurso moralista.

  13. Resumindo

    ZE Cardozo – PT

    Mercadante – PT

    Berzoini – PT

    Fux e Barbosa – invensões do PT

    Uma pena que a oposição seja o que é…porque é difícil…

  14. Intrigas e a volta para casa

    Quem muito quer…  A sede de poder desvanece os limites. Combater intriga é inócuo. Combater a mentira, também.  O tempo é o melhor expositor.
    Há quem diga: este governo acabou. Pode ser. Mas não terá sido por falta de aviso. Interesses outros na pauta vem desgastando-o e Dilma já não quer brigar. Me parece que ela quer cuidar do neto, viver tranquila o que lhe resta em anos, lamber as feridas. Esta levou muita porrada da vida! Se seus correligionários estão prontos a defender posições que a enfraquecem e a tornam refém, o que dizer dos que a odeiam e querem-na fora de qualquer jeito?
    Ontem, numa entrevista, um político de peso afirmou com todas as letras que sua carta renúncia está pronta; mas ela já está fora desde sempre: desde as eleições trabalha-se para destruir sua reputação e impedi-la a qualquer custo. Não creio que a carta renúncia venha a ser necessária. Ela já se foi, de fato. E não dará explicações; a quem?  Quem mereceria, no governo ou oposição?  Somente a seus eleitores.  Estes sim, merecem todo o crédito e consideração.  Mas a campanha foi tão bem feitinha que não há neles o desejo de ouvir e muitos já formaram opinião. Dilma é altiva e não quer perder tempo. Deixará correr. Todos perdem, mas acho que ela se retira sem murmurar. Pouco murmurou até aqui porque sabe que é inócuo. Se a iniquidade não é vista, como demonstrá-la sem parecer cabotinismo? Sem parecer advogar em causa própria? Pra quê? Este jogo estava ganho por seus detratores há muito. Restava esperar o golpe de misericórdia. Ele veio.
    Que Temer assuma e faça os brasileiros felizes.

    Há muitas cercas para consertar depois do vendaval. Não acredito que Dilma porá as mãos no formão e nos pregos. Quem fez a bagunça, conserte.  Ou não …

     

  15. Desculpa aí, Nassif, mas o

    Desculpa aí, Nassif, mas o indigitado não é um “acadêmico paulista”. É mais um “afonsinho”: na academia passa por político e vice-versa. Qto ao estrago que ele faz, deve fazer mesmo, mas só porque deixam…

  16. Nassif, é dificil aceitar a

    Nassif, é dificil aceitar a sua “premonição” de que se o governo tivesse composto com Eduardo Cunha teria sido melhor para a governabilidade. O que leva você a acreditar que a composição evitaria a pauta antigoverno que Cunha impôs? Essa pauta não tem origem apenas no seu ódio ao PT; ela estava fortemente alinhada com o sonho de alcançar um protagonismo que poderia render sua candidatura à Presidência da República. Não vejo como não reconhecer que o embate com Cunha  mostrou que há limites, mesmo dentro da política suja que vivemos, para a composição com pessoas sabidamente inescrupulosas, mediocres e corruptas. 

  17. Esses caras são bons,
    Esses caras são bons, garantem apoio ao governo, indicam o caminho, são cheios de artimanhas.

    Mas, no que isso tudo muda a realidade de um país que continua matando 60.000 pessoas por ano, atolado no esgoto e na ignorância hedionda?

    Qual foi a última grande ação que a “senioridade” do Temer nos ofereceu?

    O país está no seu atraso de sempre, dependente de uma lufada de vento asiático que durou tempo suficiente na gestão passada e as raposas da política jogaram a oportunidade pela janela.

    Seus textos são capazes de tecer considerações rasas sobre o menos importante ao Estado.

    Nada além disso.

  18. Refrescando a memória.

    Fatos antecedentes são essencias para entender as coisas.

    Cunha foi contra o Governo Dilma na MP dos Portos (ou dos Porcos) e na Netralidade da Rede por defender interesses daqueles estabelecidos, a Libra que detem 80% do movimento dos Portos de Santos e Rio de Janeiro e das telefônicas e da Globo. Tudo ao contrário que DIlma pensa, ou seja, a fovor da concorrência de da modicidade nas concessões – a segunda posição só restou nas concessões de Rodovias, pois já mudou por influências externas.

    O PT foi cabeça de chapa, e o PMDB foi Vice. O PMDB deve seguir o programa de Governo e os ditames de DIlma, e não o contrário.

    O PT elegeu mais Deputados, logo, por acordo/tradição, o PT deveria ser apoiado pelo PMDB e ocupar a Presidência da Cãmara. Cunha atropelou isso. Pois Cunha tem interesses próprios. Cunha não é do PMDB, é do Partido do Cunha. Temer não controla o Cunha, pois Cunha mostrou ter força.

    O PT – e Dilma também – acreditou ser possível um acordo com Kassab e Ciro para ter a vez – que era do PT – na Presidência da Câmara. Foi a luta e perdeu. O PT apoiou Renan no Senado, e o PMDB não controlou Cunha na Câmara. A falta da tal “governabilidade’ no Congresso Nacional partiu do PMDB, pelo que se pode constatar.

    Cunha tem pauta própria comtra o Governo Dilma, e nem o PMDB nem Temer controlam Cunha, que tem vida e bancada própria, financiada por ele mesmo, um grande “arrecadador” e “distribuidor”, como apurado pelo PGR Janot.

    O “acomodar a base” de Padilha siginifica conferir posições chaves a “arrecadadores”, como praticado por FHC e por Lula na União, ou Alckmin, Pezão e demais governadores nos Estados. Lula manteve o modus operandi político de FHC é tomou um mensalão nas costas, e distribuiu cargos nos moldes de FHC e tivemos um Petrolão. Por isso, o “volta Lula” antes das eleições.

    Lula admira DIlma por ser uma pessoa corajosa e independente, e foi escolhida por Lula para fazer diferente dele.

    Dilma está aqui pra quebrar paradigmas, e não foi moldada politicamente para fazer conchavos. Ainda bem.

     

     

  19. Talvez seja uma jogada

    Talvez seja uma jogada preventiva. Estão dizendo por aí que vai ter reforma ministerial. E cá para nós, são dois os ministérios que precisam de reformas urgentes, esses mesmos, o da justiça e o da Casa civil. E claro Temer é um nome que tem força para ocupar uma dessas cadeiras. Daí o Mercadante que não quer largar o osso, tenta minar o pemedebista.

    Mas eu sinceramente acho que a reforma, se vier, vai ser para acomdar a base aliada, reforçando-a, aproveitando o enfraquecimento do Cunha. Daí a presidenta vai distribuir meia-dúzia de cargos para as indicações do Renan. Mas não vai mexer nos “meninos”.

    É a formação guerrilheira, como diz o Nassif. Não entrega a cabeça de “fiéis” companheiros nem sob tortura. Sei lá de repente a presidenta se imagina num aparelho trancado com o Mercadante e o Cardozo.

    PS: Tenho uma grande admiração pela história da presidenta. Colocar a vida em risco aos 19 anos pelo que acredita ser o bem do país. Resistir torturas bárbaras e não entregar companheiros. Uma mulher e tanto. Porém na atual conjuntura uma cabeça de guerrilheira é tudo o que o país não precisa. E ela certamente não é só isso

  20. Sinceramente, segurar a governabilidade a

    qualquer custo para fazer um governo medíocre como o da Dilma é desalentador. Seria muito melhor que ela perdesse a governabilidade por que radicalizou para a esquerda e decidiu fazer todas as reformas que o pt não fez, mas nós estamos falando de uma presidente que achou um bote salva-vidas na  “agenda Brasil”, receita política de destruição de direitos típica do fhc. Ver o PT nos impor, goela a baixo, políticas que foram derrotadas nas últimas quatro eleições é revoltante. Só espero não ver a Dilma ter que se ajoelhar ao fmi por que queimou toda nossas reservar pagando juros.

  21. A redução da taxa de juros da

    A redução da taxa de juros da selic para 10%aa nos próximos meses é o ÚNICO caminho que pode salvar o governo Dilma. Como ator político, a presidente Dilma te se revelado um desastre completo.

    • Nem eu que sou Keynesiano

      Nem eu que sou Keynesiano roxo e fiz dissertação criticando o sistema de metas de inflação tenho uma solução tão simplista. Tem coisa errada demais nesse país. Os preços administrados tão todos vinculados ao IGP que é muito alto ou a regras setoriais que defendem os grandes oligopólios. Exemplo: reajuste de preços de telecomunicações onde a Anatel é uma mãe para as operadoras. Ou seja, para resolver os problemas de crescimento e inflação do país tem que mudar muita coisa. Reduzir Selic, mudar câmbio, revisar contratos para acabar com inflação indexada. Colocar TÉCNICOS nos ministérios e não lotear entre partidos. Trocar o IGP por IPCA para corrigir aluguéis, fazer uma reforma tributária que não pese tanto nos impostos indiretos como ICMS e IPI, o que diminuiria o preço dos produtos; e taxar grandes fortunas e especulação financeira.

      Isso tudo, só pra começar…

  22. Outra âncora de governabilidade

    Nassif, sugiro este artigo para o debate atual:

     

    Como Dilma pode garantir a vitória da partida?

    LEOPOLDO VIEIRA

    Foi coordenador do monitoramento participativo do PPA 2012-2015 e do programa de governo sobre desenvolvimento regional da campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff

    22 de Agosto de 2015

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    A  disputa política nacional pode estar chegando ao seu ponto de inflexão, mas é preciso fazer os derradeiros movimentos cirúrgicos.

    Na semana que passou, o governo e o PT se movimentaram bem, o que contribuiu para reduzir o tamanho das marchas contra a derrubada da presidenta e fechou com chave de ouro com as expressivas manifestações do dia 20 e com a denúncia de Eduardo Cunha pela Procuradoria-Geral da República.

    Porém, quem pensava que a reação golpista desanimaria enganou-se e a oposição não tardou em reagir. Como noticiou o Brasil 247, “o ministro Gilmar Mendes determinou nesta sexta que a Procuradoria Geral da República apure eventuais crimes relacionados à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff” e o bloco PSDB, DEM, PPS e SD se reunirá para unificar o discurso em torno da defesa do Impeachment.

    Vão apostar a tal “bala de prata” enquanto Dilma ainda acumula impopularidade e a economia convive com percalços duros para os eleitores da presidenta: aumento do desemprego e da inflação, redução dos empregos formais e desaceleração econômica.

    Em paralelo, sabe-se que as manifestações do dia 20 não foram governistas. Se de um lado estava a defesa da legalidade e a solidariedade com Dilma, de outro estava a rejeição ao Ajuste Fiscal e a defesa das reformas populares. A melhor tradução foi o cartaz onde se lia: “estou com Dilma, mas melhore, mulher!”. Todavia, houve outra característica que pode ter passado desapercebida. Pelo menos em Brasília, onde o ato foi na Rodoviária do Plano Piloto, a recepção dos panfletos nas filas dos terminais de ônibus, lotadas de gente do povo que, certamente, é alcançada por alguma política social, não era das melhores.

    Ninguém pode adivinhar o desfecho da contra-ofensiva oposicionista, mas como informa o secretário de movimentos populares do PT, Bruno Elias, “nos próximos dias a mobilização [popular] deve prosseguir em momentos importantes como o Encontro do Plebiscito Constituinte no dia 4 de setembro, o lançamento da Frente Brasil Popular, no dia 5, e o Grito dos Excluídos, no dia 7 do mesmo mês”.

    Dilma tem que ter a sua própria “bala na agulha”

    O certo é que a blindagem que o governo promoveu para enfrentar as manifestações de domingo 16/08 precisa de um passo para fechar a tampa: sinalizar para a base e os eleitores da presidenta. Ela não pode ficar refém das idiossincrasias do PMDB e do empresariado.

    Em entrevista ao jornal alemão Handelsbatt, Dilma declarou que “em nove meses desde a eleição, nós não conseguimos implementar o que prometemos para o segundo mandato. Eu digo: nos dê mais tempo e então nós poderemos alcançar as expectativas”, demonstrando que, ao contrário do que muitos pensam, não abandonou o programa vitorioso nas urnas. Porém, “tempo” neste caso é tempo político e ele precisa ser construído.

    A redução da meta fiscal deveria ser o caminho para o mais importante: se a Agenda Brasil será o Draft Zero para o que se pretende fazer no país até 2018, os movimentos sociais e os trabalhadores precisam se enxergar nessa Agenda. Porém, assim como a parte empresarial da Agenda Brasil é rica em ideias e propostas, a versão popular dela tem que seguir o mesmo caminho. Não apenas o que fazer, mas como fazer, como se chegar aos objetivos maiores com proposição de iniciativas-meio, consistentes e bem elaboradas, o que exige saltar da relação com os movimentos para a cooperação estratégica permanente com eles e, logo, da “sala de recepção” para os instrumentos de gestão pública.

    E o tempo urge, não espera, vide, logo após o dia 16, se iniciar um fritura midiática do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afinal foi ele quem demarcou o campo da disputa política, dizendo que tais marchas não eram de eleitores da presidenta, foi o  primeiro a declarar que “o ajuste fiscal não é um fim em si mesmo” e organizou a reunião com os movimentos sociais e, ao que parece, convenceu a presidenta a comparecer nas etapas regionais do Dialoga Brasil, fórum de participação social para a elaboração do Plano Plurianual 2016-2019.

    Por este quadro, vê-se que quem, hoje, reúne as maiores condições para antecipar o tempo que a presidenta pediu, é o Ministério do Planejamento e a Secretaria-Geral. Para isso, seria importante completar alguns movimentos:

    1) Se a Agenda Brasil será o “farol”, ela deve ser incorporada no PPA, o “plano de metas” oficial e constitucional do governo, cuja construção MPOG e SG coordenam;

    2)  Se incorporada, é preciso que os diálogos regionais incorporem a dimensão popular da Agenda. Por mais “ponto” que esteja, assim como a meta fiscal foi redesenhada para passar segurança com verdade ao empresariado, o PPA pode e deve ser reconfigurado para passar a mesma mensagem ao povo;

    3) Se incorporar esta dimensão, é essencial uma concertação prévia com o PT, o movimento sindical,  a Frente Brasil Popular, o Plebiscito pela Constituinte, para dar força social, parlamentar e local, tal como clareza na defesa pública do conteúdo desta dimensão;

    4) Se está se realizando diálogos regionais em torno do PPA e a recepção popular, de gente certamente alcançada por programas do governo, não é das melhores, devem ser envolvidos os beneficiários destes programas nos estados para discutir os passos seguintes do país;

    5) Se se está realizando diálogos regionais em torno do PPA e houve reunião com governadores contra o golpe, sinalizando uma retomada de investimentos nos estados, é importante pactuar metas sociais, de infraestrutura do PPA federal com os estados, para a sinergia no esforço federativo para alcancá-las, com hegemonia do programa vitorioso nas urnas e suas diretrizes;

    As palavras de ordem do momento são Coesão e Conteúdo para criar as condições para recolocar o Brasil no tradicional, desde 2002, 54% a 46% em favor do campo popular, nacional e democrático.

  23. Então tá, Nassif. O governo

    Então tá, Nassif. O governo Dilma se associaria com Cunha e qual seria a manchete no dia da denúncia: PT e Dilma se associam com ladrão? E precisa perguntar se o Cunha queria apoio do governo ou se ele tomou a Câmara justamente para fazer o jogo da oposição por que dizem que quem esta por trás dele é o FHC. Tanto que o Psdb agora vai no Jornal Nacional dizer que é preciso o trânsito do processo para fazer qualquer acusação ao Cunha. Dilma não. Dilma é culpada e tem que ser cassada. Pro inferno com esses canalhas da política e da justiça que envergonhariam qualquer nação decente. Aqui, para a imprensa e parte da população são heróis.

    O que o governo tem que fazer? Se ajoelhar perante corruptos e achacadores do Estado. Viva Dilma em quem ainda resta decência para não se aproximar de bandidos. Se por isso for preciso perder o governo, que perca. Ela não vai perder nada, quem vai perder é o país e sua população porque nunca tivemos presidentes tão honestos e responsáveis por um projeto de país como Lula e Dilma (salve Getúlio de 50 e João Goulart).

    E Temer fazendo gracinha não esta defendendo o Brasil, esta agindo como moleque de recados de um Senado corrupto e que tem so por objetivo saquear a máquina pública em proveito proprio ou empresas que lhes repassam milhões. E ele é vice presidente da República, cargo que exige responsabilidade para com o país. Reuniu-se ontem em São Paulo com Eduardo Cunha. Do que tratavam? Do golpe? 

    Que país se desenvolve com tanta hipocrisia e tolerência a corruptos? 

    Espero uma noticia no blog sobre a inauguração de mais um trecho da transposição do Rio São Francisco. Essa provavelmente é a obra mais importante do século porque permite o desenvolvimento de uma imensa área do país fornecendo aos seus moradores o direito essencial a água. Essa é a essência dos governos do PT do Mercadante, da Dilma e do Lula. Isso fica para a história. Temers, Cunhas e caterva se tiverem uma linha na história será a de que trairam o Brasil promovendo um golpe de estado.

     

    • Sim, Vera. Concordo que a

      Sim, Vera. Concordo que a diretriz de tirar Dilma ocorreria mesmo se ela tivesse apoiado Cunha. Apenas seria fabricado um outro contexto e o Nassif estaria fazendo outras críticas agora. O que está por traz da retirada de Dilma vai muito além do alinhamento com a política liberal, basta observar o teor do plano econômico, lucro dos bancos,etc. Discute-se muito sobre a cortina de fumaça e os atores canastrões que entram para contribuir com o processo, descatáveis como o próprio cunha quando perder sua utilidade. Será que veremos algum post que trate dos motivos reais para tentarem tirar Dilma? Algo que valha a pena pela convulsão social que se seguirá? Mesmo que a manifestação do dia 16 tenha servido como um aval para a nação (que está sendo diariamente “informada” sobre o desfecho, para amenizar o choque a a reação), que a outra manifestação que se seguiu tenha servido como termômetro para que os golpista avaliem o potencial da reação, eles não sabem realmente o que virá depois.

      À esquerda resta aprender com os erros (que nem reconhece que tem!) e se refazer, mais esperta e fortalecida se for capaz de aprender.

      O problema vem de muito antes, toda a hipocrisia e tolerância com os corruptos que você cita tem feito parte dos esquema de realpolitik do PT todos estes anos, que está pagando o preço desta escolha agora. Está sendo solapado pelo o que os outros sempre fizeram e continuarão fazendo quando varrerem o PT do mapa (se conseguirem tal feito) poque achou que poderia se misturar com os porcos impunemente para implementar suas políticas. Erro estratégico, ou melhor, faltaram outras medidas no tempo certo.

    • Louvavel as suas poucas

      Louvavel as suas poucas palavras, poucas, simples mas esclarecedouras. Suave como a brisa da liberdade que a tempos atras acariciou os rostos daqueles que tombaram por um Brasil livre e democratico. Parabens…

  24. Mercadante é um bosta. Sempre

    Mercadante é um bosta. Sempre foi. Clone de FHC dentro do PT. Com um sujeito como ele no Governo o Governo não precisa de inimigos.

  25. O ponto central é o seguinte:

    O ponto central é o seguinte: universalidade e objetividade. Esse desenvolvimento deve levar-nos ao esquecimento dos políticos, sob pena de não ser o que deve ser.

  26. O Nassif recentemente

    O Nassif recentemente explicou aqui que o círculo de pessoas em quem a Dilma confia é muito restrito e por isto ela não abre mão do Mercadante e do ocupante da cadeira de Ministro da Justiça.

    Eu cheguei a ironizar na época escrevendo que de tão pequeno o tal círculo deveria ser chamado de ponto.

    Agora mais uma vez nós podemos ver que este nanocírculo de pessoas em quem ela confia é a razão principal da sua derrocada. Um atuando como leão de chácara e o outro apenas enfeitado a cadeira o Ministério da Justiça. Já que ela não abre mão da presença deles, talvez a situação ficasse menos desesperadora se ela invertesse as posições dos seus dois confiáveis.

    Hoje eu defendo a Democracia, mas não tiraria meu traseiro da cadeira para defender a Dilma. Já me basta o vexame de ter defendido tanto a eleição dela durante a campanha e ser me tornado vítima de chacota de quem acreditou nos meus argumentos já que ela faz o oposto do que disse.

     

  27. CUnha NÃO!

    Este mercadante só causa estragos no governo, mas fora isso não acho que o governo Dilma deveria, em qualquer tempo, compor com uma figurinha carimbada por malfeitos como CUnha. Mancharia a imagem de integridade pessoal de Dilma misturando-a com gentinha como CUnha.

  28. Não sei se Temer merece essa

    Não sei se Temer merece essa complacência…..Aquela frase de que “é preciso de alguém que unifique o país ” deixou explícita sua real intenção.  O escorpião não consegue disfarçar por muito tempo. …..

    • Talvez ele se referisse ao

      Talvez ele se referisse ao Lula. Acho que o Lula daria conta de parar com a palhaçada toda, que não estaria acontecendo se elre houvesse se candidatado a presidente em 2014. Enfim….aguardemos! Muita água de Furnas vai rolar, assim espero.

  29. Dilma tem amplo conhecimento

    Dilma tem amplo conhecimento do que rola na Lavajato. Pensar que não é inocência. Portanto, o PT e a base fiel não poderiam jamais apoiar Eduardo Cunha como presidente da Câmara. E mais, as votações inconstitucionais irão cair no Supremo. Eduardo Cunha, pelo bem ou pelo mal, foi o bode expiatório desse período difícil de ajustes que o país vive. E servirá como exemplo. E ora começa a recuperação e a fatal cassação de Cunha. E a desmoralização do PSDB do outro Cunha. Alckmin, como sempre inteligente politicamente, não se associou nem à patifaria do impeachment nem a Cunha, sabedor de quem é o deputado. Lembrando que Alckmin está no mesmo barco que Dilma: empresas que roubaram o dinheiro público através de obras do Metrô de São Paulo são as maiores financiadoras da campanha de Geraldo ao governo em 2014. Afora que sem impeachment ele será, tranquilamente, o candidato do PSDB em 2018 (e hoje o candidato seria Aécio e com impeachment poderia ser Serra, com mais projeção que Alckmin no Congresso em um possível apoio a Temer). Jogo jogado, agora é começar a eleição de 2016.

  30. A questão Temer

    Nassif

     

    Precisamos de análises mais profundas. Cunha acaba de ser denunciado e é do PMDB, certo? Temer do PMDB.

    O escândalo já repercute nos jornais internacionais, inclusive com a foto de Cunha. A esta altura do campeonato, o partido que está com a imagem comprometida no tabuleiro da política é o PMDB, porque um presidente da câmara dos deputados é um cargo importantíssimo, a comunidade internacional está de olho no PMDB.

    Neste caso, Temer deve deixar a articulação política para preservar sua imagem, ter uma atitute mais discreta e continuar atuando nos bastidores com os empresários, já que ele tem bom trânsito entre eles.

    Agora, seria interessante Dilma escalar Lula como um secretário das relações institucionais, um líder inconteste neste quesito, a crise política deixaria de existir de imediato.

    • Elaine

      Você sugere que Lula assuma a Secretaria de Relações institucionais. De acordo com Camarotti ele jà assumiu o comando. 

      Diante da crise, Lula assume o comando da reação do governo Dilma

      Não foi por acaso que a presidente Dilma Rousseff fez nesta sexta-feira (21) várias citações elogiosas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao entregar o primeiro trecho do eixo norte da transposição do rio São Francisco, em Cabrobó, no sertão pernambucano. 

      Sabe-se agora que toda a reação do governo para a crise política que havia atingido Brasília foi articulada, operada e comandada pessoalmente por Lula. Com Dilma desnorteada e com dificuldades para reagir à pressão de setores da base aliada e da oposição pelo impeachment, Lula entrou em campo. Chegou a conversar até com ministros do Tribunal de Contas da União. 

      Segundo interlocutores do ex-presidente, a gota d’água foi a declaração do vice-presidente Michel Temer, que surpreendeu o Planalto, ao sinalizar que era preciso uma liderança capaz de reunificar o Brasil. 

      Ao Blog, um parlamentar petista que acompanhou de perto a reação do governo detalhou todos os passos do ex-presidente. Partiu de Lula a orientação de que Dilma fizesse uma reunião de emergência apenas com ministros petistas mais próximos, em encontro no último dia 6 no Palácio da Alvorada.

      No dia seguinte, o ex-presidente recebeu os mesmos ministros para uma reunião no Instituto Lula, enquanto Dilma fazia um duro discurso em Roraima em que afirmou que aguentava pressão e que ninguém iria tirar a legitimidade das urnas. O discurso marcou uma inflexão na crise política. 

      Ao mesmo tempo, Lula articulou pessoalmente a reaproximação de Dilma com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Para isso, contou com a ajuda do ex-presidente José Sarney.

      O ex-presidente Lula também viajou para Brasília na semana passada, onde fez reuniões reservadas com senadores petistas, recebeu aliados, tomou café da manhã com Temer, Renan e caciques peemedebistas no Palácio do Jaburu. 

      E, um dia antes das manifestações, voltou para Brasília no sábado (15) para uma longa conversa reservada com Dilma. Os primeiros vazamentos desse encontro indicam que foi uma conversa sincera e realista. 

      Lula alertou Dilma sobre a gravidade da crise política, sem precedentes. E deixou claro que agora, o mais importante era garantir a sobrevivência do governo. Por isso, a necessidade de ceder espaço ao PMDB. 

      Nas palavras de um aliado próximo de Lula, o que pesou nessa reaproximação foi o pragmatismo. A relação entre os dois estava estremecida desde março, quando, num jantar no Alvorada, Dilma e Lula tiveram uma conversa franca, dura e que deixou sequelas. Depois disso, nunca mais os dois voltaram a ter a intimidade de antes. 

      Mas agora, explicou esse interlocutor de Lula, a situação é diferente. O ex-presidente ficou assustado ao ver empreiteiros mais próximos na prisão. E ficou extremamente incomodado com a divulgação do detalhamento de uma conversa telefônica com Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrechet, que também foi preso pela Operação Lava Jato. O telefonema revelou que havia muita intimidade entre os dois. 

      Os mais próximos avaliam que Lula está assustado. E que, desde então, ele tem estimulado esse discurso mais contundente de que, se preciso, haverá um exército preparado para pegar em armas. 

      Esse discurso chegou a ser verbalizado publicamente por Vagner Freitas, presidente da CUT, que ameaçou colocar os trabalhadores entrincheirados com “arma na mão” para defender a presidente Dilma.

      O Planalto exigiu retratação. Freitas resistiu. Só depois de muita pressão, é que mudou o discurso e disse que usou uma “figura de linguagem”.

  31. A única coisa positiva desse

    A única coisa positiva desse segundo governo de Dilma foi ter enfrentado o Cunha na presidência da Câmara. Perdeu. Ficou sem governidade nesses primeiro meses. Ok.

    Mas hoje esta clara para todo mundo que Dilma é adversária de Cunha, e que PSDB, Aécio e boa parte dos deputados são aliados. Isso abre caminho para o governo recuperar a governabilidade.

     

  32. Parece ser do senso comum que

    Parece ser do senso comum que o governo tem problemas com o seu “núcleo duro”, particularmente com Mercadante, Cardoso e Berzoini. Menos para a presidente, que tem mantido esses três, entre outros “prestigiados” no governo. Isso é que eu não consigo entender.

  33. Nossa ! A esquerda anda surtada procurando tragédias

    A síndrome de apocalipse que atingiu a esquerda está difícil de aturar. A todo momento Dilma está diante do caos, de sua última chance, etc. Putz.

  34. Nossa ! A esquerda anda surtada procurando tragédias

    A síndrome de apocalipse que atingiu a esquerda está difícil de aturar. A todo momento Dilma está diante do caos, de sua última chance, etc. Putz.

  35. Telhado de vidro, mulher de César………

      É possivel que a maioria não entenda nada, mas: Penta Prospectiva Estratégica Ltda, ficava na Faria Lima, hj. está domiciliada em Osasco, junto com Odebrecht Defesa e Tecnologia + os franceses da DCNS ( os “porcalistas” da “Quanto É ” estão levantando esta lebre ), pode respingar em alguem que se acha muito poderoso.

       Pois com Moro ” Seneca “, a “vestal” Dallagnol, e os demais discipulos de Torquemada, Kramer e Sprenger, encastelados em suas investiduras, aquem de quaisquer tergiversações, ou prerrogativas de defesa, qualquer possivel “não indicio”, pode gerar uma condenação midiática.

    • Se Dilma sair, Brasil afunda de vez

       Em minha modesta e operária opinião:Temer está saindo, o PMDB de Cunha está enrolado até o pescoço, e a Lava Jato chegou em Temer, concordo sobre a estratégia de impitimar Dilma: A mídia diz que cansou de ser colocado em segundo plano, não era ouvido, e que não quer mais fazer parte do governo, estratégia para todos os citados na LavaJato, remover Dilma. O relatório de Janot é da pesada, o que pode acontecer agora?Todos querem incriminar o menor criminoso, o PT, me parece.Dilma pra mim, é incorruptível, mas tem coisas que ela parece não ver, ou é alta estratégia de guerrilha, não descarto.Assim,com Dilma fora é Festa da Direita, em todas as suas faces: criminosos e corruptos não pagarão por seus crimes, tucanos , pmdbistas, e outros corruptores não serão julgados, nem os empresários  que apoiaram a Ditadura,as empreiteiras, os grandes Jornais, a Rede Globo, nem os torturadores.A Esquerda perde tudo, os movimentos sociais perdem tudo. A Direita está ebulição em 2015, sobretudo a nossa, tão medíocre.Se a Dilma cair, o Brasil afundará em caos social.Terceirização, maioridade penal, privatização de riquezas naturais , cadeias e escolas, e muita violência.Sem  o PT , a  Operação Zelotes, já pouco citada, desaparece.Não por coincidência, muitos dos Citados na Zelotes, que em dimensão no nível de corrupção e desonestidade,torna a Lava Jato a Fiat Elba do Collor, já tem  R$ 19,5 BI citados e não tem apoio para continuar. A ira do Deus Mercado jogou na mséria o berço do Democracia e das artes , tão caras ao erudito eurocêntrico, jogou na miséria o povo grego. Dilma que fique firme, e agrida, a postura silenciosa não está funcionando.mas também falar onde todo mundo te difama e odeia,  mesmo duro, entendo a Guerilheira. Erra sim, bastante. corrupta não é. Por que de certa forma, ela e o PT nos protegerão do Mercado, pois a própria Presidente , muito cuidado, já recebeu a Merkel, aqui. Não quero imaginar o pós- Dilma caso ela caia, o episódio é tenso e será lembrado na história, nós estamos vivendo, e não acaba, sai um ator entra outro,  e vão mesclando os papéis, alterando  o motivo,  depois da Marcha Vermelha, as nótícias vão aparecendo, primeiro Gilmar, Temer, a agora a CBN ( que é meu dispositivo de algo estranho) dá   a notícia de americanos querendo investigar a Petrobrás. O Tio Sam vai mandar os barcos para a costa de novo? Tudo é estranho, como  a pesquisa do Datafolha sobre a aprovação ao Governo Militar.

  36. Temer é importante, mas, como humano, erra e é substituível

     

    Luis Nassif,

    Eu considero Michel Temer de suma importância para o segundo governo da presidenta Dilma Rousseff, e avalio como uma grande perda a saída dele da coordenação política do governo principalmente na Câmara dos Deputados.

    Há três aspectos que, entretanto, eu gostaria de salientar. Primeiro, dentro da minha avaliação da mediocridade do ser humano, eu não me iludo em acreditar que Michel Temer seja alguma espécie diferente. Michel Temer pode ser politicamente infinitamente superior à presidenta Dilma Rousseff, mas ele ainda assim é a meu juízo um político medíocre, pois essa é a natureza do ser humano: ser medíocre.

    De certo modo esse primeiro aspecto leva ao segundo, como um corolário, Michel Temer não é insubstituível, embora eu avalio que a presidenta Dilma Rousseff deva fazer todos os esforços para remover o vice presidente Michel Temer de tal intento. E não creio que tal seja uma tarefa impossível uma vez que o afastamento de Michel Temer mais corroborará para dar sobrevida às intrigas enquanto a permanência dele põe por terra essas intrigas.

    E o terceiro aspecto diz respeito às falhas perceptíveis na declaração de Michel Temer e que deram ensejo à disseminação das intrigas contra ele. Esse aspecto tem relação com um texto que foi indicado aqui no seu blog pelo próprio autor do texto junto ao post “O raio X da política e o fator Temer” de sexta-feira, 07/08/2015 às 19:45, de sua autoria. O endereço do post “O raio X da política e o fator Temer” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-raio-x-da-politica-e-o-fator-temer

    E o texto a que me refiro é de autoria de Luiz Felipe de Alencastro que em comentário enviado sexta-feira, 07/08/2015 às 23:56, deixara o link para o artigo dele “Os riscos do vice-presidencialismo” publicado na Folha de S Paulo de domingo, 25/09/2009, um ano antes da eleição de 2010. O link deixado no comentário que, segundo consta, é de Luiz Felipe de Alencastro foi o da Folha de S. Paulo e que deixo indicado a seguir:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2510200908.htm

    Como o link só está acessível aos assinantes, deixo também a seguir o link para o artigo reproduzido pelo Instituto Humanitas Unisinos e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/26917-os-riscos-do-vice-presidencialismo

    Há um comentário meu enviado sábado, 08/08/2015 às 11:39, junto ao post “O raio X da política e o fator Temer” em que eu transcrevo os trechos mais relevantes do artigo de Luiz Felipe de Alencastro. É um artigo extremamente premonitório e que deveria ter sido transcrito aqui no blog na época e que agora também mereceria um novo destaque. Para Luiz Felipe de Alencastro, a fragilidade política de Dilma Rousseff e a experiência e habilidade política de Michel Temer abririam espaço para uma possível rivalidade entre Dilma Rousseff e Michel Temer.

    Havendo tempo volto a comentar este seu post “O raio X da política e o fator Temer” que se me pareceu ser sem muita consistência, mas que gerou comentários da melhor qualidade possível. Agora dentro dos ótimos comentários corre a veia esquerdista (Diria veia esquerdista trotskista) de não aceitar a atividade política tal como ela ocorre na realidade. E eu também pretendo comentar sobre essa descrença da atividade política como ela é, em que a maioria das pessoas passam a idealizar a política como gostariam que ela fosse.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 23/08/2015

    • Temer não é sumidade, sem crime Cunha é bom político fisiológico

       

      Luis Nassif,

      Em meu comentário anterior eu prometi, caso voltasse aqui, a apresentar algumas observações sobre tópicos como a consistência ou não do seu post, a boa qualidade de muitos comentários neste post e aquilo que eu atribuo à veia purista desses comentários e que eu chamei de veia esquerdista trotskista.

      Antes porem lembro que considerei que Michel Temer é, como todos os mortais, um ser humano medíocre e como tal há outros seres humanos que o podem substituir e avaliei ainda que houve falhas perceptíveis na condução política de Michel Temer em especial na declaração de que ele fez na tarde de quarta-feira, 05/08/2015, como se pode ver na transcrição a seguir da matéria do jornal O Estado de S. Paulo publicada no site Estadão na quarta-feira, 05/08/2015 às 16h 38 com o título “Temer faz apelo para a união e pensamentos acima dos partidos” e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-faz-apelo-ao-congresso-e-diz-que-e-preciso-pensar-o-pais-acima-dos-partidos,1738736

      E a declaração que não ficou bem para ele é a seguinte:

      “É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, reunir a todos e fazer este apelo e eu estou tomando esta liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o País”.

      Essa declaração em si já é intrigante contra o próprio Michel Temer e torna-se até assustadora para quem tenha lido o artigo de Luiz Felipe de Alencastro que eu mencionei em meu comentário anterior enviado domingo, 23/08/2015 às 01:02, para você aqui neste seu post “As intrigas contra Michel Temer” de sábado, 22/08/2015 às 19:39 (O post deve ter sido postado na madrugada de sábado, pois o primeiro comentário que consta, de Romério Rômulo foi enviado sábado, 22/08/2015 às 01:09). Em meu comentário anterior eu deixei o link para a leitura de todo o texto de Luiz Felipe de Alencastro, “Os riscos do vice-presidencialismo” publicado na Folha de S Paulo de domingo, 25/09/2009.

      Para poder sentir com mais intensidade o erro enorme de Michel Temer na declaração acima transcrevo a seguir a parte do artigo de Luis Felipe de Alencastro que é pertinente para compreender porque um mínimo de sensatez deveria ter impedido Michel Temer de se manifestar como ele fez. Na parte que é pertinente aqui Luiz Felipe de Alencastro diz o seguinte:

      “Uma presidenciável desprovida de voo próprio na esfera nacional, sem nunca ter tido um voto na vida, estará coligada a um vice que maneja todas as alavancas do Congresso e da máquina partidária peemedebista. Deputado federal há 22 anos seguidos, constituinte, presidente da Câmara por duas vezes (1997-2000 e 2009-2010), presidente do PMDB há oito anos, Michel Temer vivenciou os episódios que marcaram as grandezas e as misérias da política brasileira.

      O partido sob sua direção registra uma curiosidade histórica. Sendo há mais de duas décadas o maior partido político brasileiro, jamais logrou eleger o presidente da República. Daí a sede com que vai ao pote ditando regras ao PT e a sua candidata à Presidência. Já preveniu que quer participar da organização da campanha presidencial, disso e daquilo. No horizonte, desenha-se um primeiro impasse.

      O peso do PMDB e a presença de Temer na candidatura a vice irão entravar, no segundo turno, a aliança de Dilma com Marina Silva, Plínio Arruda Sampaio (candidato do PSOL) e as correntes de esquerda que tiverem sido derrotadas ou optado pelo voto em branco e voto nulo no primeiro turno.

      Levado adiante, o impasse poderá transformar a ocupante do Alvorada em refém do morador do Palácio do Jaburu. Talvez, então, Temer tire do colete uma proposta que avançou alguns anos atrás. O voto, num Congresso aos seus pés, de uma emenda constitucional instaurando o parlamentarismo. Em outras palavras, complicada no governo Lula, a aliança PT-PMDB pode se tornar desastrosa num governo Dilma em que Michel Temer venha a ocupar o cargo de vice-presidente”.

      É claro que este texto de Luis Felipe de Alencastro é do conhecimento de todos que labutam da política com algum poder de comando. E quase tão importante no texto não é a profecia, mas a análise correta das duas personalidades políticas feitas em 2009: a da futura candidata e depois duas vezes eleita presidenta da República e do futuro candidato e duas vezes eleito vice-presidente Michel Temer.

      E não se pode esquecer que a declaração de Michel Temer na tarde de quarta-feira, 05/08/2015, foi repercutida no seu blog na quinta-feira, 06/08/2015, no post “O raio X da política e o fator Temer” de sua autoria e que consta como sendo de sexta-feira, 07/08/2015 às 19:45, mas que contém como primeiro comentário o enviado por CarlosEd na quinta-feira, 06/08/2015 às 13:58. Você escreveu o post no calor das repercussões da declaração de Michel Temer e o deve ter postado pouco depois do meio dia da quinta-feira, 06/08/2015.

      E no post “O raio X da política e o fator Temer” depois de descrever o caos institucional que se tornara o segundo governo da presidenta Dilma Rousseff você apresenta a solução e que foi expressa nos seus parágrafos a seguir transcritos:

      “Nesse caos institucional, Temer tem se destacado pelo trabalho discreto, responsável e eficiente. Dispõe da senhoridade necessária para apagar a fogueira do PMDB – aliado ao senador Renan Calheiros, que parece ter recuperado o bom senso depois de informado de que poderá ser poupado pela Lava Jato. Tem bom trânsito no meio jurídico e respeito do Ministério Público Federal e dos tribunais. Será poupado por parte da mídia.

      Dentro do PSDB, uma gestão Temer seria muito mais adequada para as pretensões de José Serra e Geraldo Alckmin do que um eventual impeachment – que jogaria o país nas mãos irresponsáveis de Aécio Neves.

      Dilma não tem muito tempo pela frente.

      Há dois caminhos em curso: Temer com Dilma e Temer sem Dilma.

      O caminho menos traumático seria institucionalizar o poder de Temer, conferindo-lhe o protagonismo político e jurídico, conduzindo uma mudança ministerial pactuada, preservando o papel institucional de Dilma, que passaria a se dedicar às políticas públicas.

      Seria a maneira de segurar esse golpe paraguaio interminável, o terceiro turno que parece não ter fim”.

      Deixando de lado a sua insistência na importância das expectativas como fator motivador da economia, algo que me parece próprio de quem acredita na fada madrinha, você tinha abraçado a proposta implícita na declaração de Michel Temer. Só que ai você foi ler o que pareceu ser uma reação dos jornalões contra o golpe branco que parecia estar sendo pregado pelo PMDB e houve por bem fazer o post “Finalmente, o bom senso contra os piromaníacos” de domingo, 09/08/2015 às 00:01, reconhecendo um momento de calmaria e bom senso que teria deixado os piromaníacos de tocha na mão. O endereço do post “Finalmente, o bom senso contra os piromaníacos” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/finalmente-o-bom-senso-contra-os-piromaniacos

      Infelizmente não se consegue ler os comentários junto ao post “Finalmente, o bom senso contra os piromaníacos” de sua autoria nem há a janela para acrescentar algum comentário. Vale à pena fazer uma correção nesta falha. Ou então deixar um aviso explicando o motivo para ter retirado os comentários do post.

      Então, uma semana depois você volta a incensar Michel Temer com este post “As intrigas contra Michel Temer” de sábado, 22/08/2015 às 19:39. Por melhor que seja Michel Temer as fraquezas dele são muito evidentes para que elas não sejam lembradas aqui no seu post. Dai talvez tenha surgido tão bons comentários críticos ao que você disse.

      Sou muito prolixo e tudo que eu disse acima foi bem resumido em um comentário conciso e preciso de Solle enviado sábado, 22/08/2015 às 14:46, e que transcrevo a seguir:

      “Não sei se Temer merece essa complacência…..Aquela frase de que “é preciso de alguém que unifique o país ” deixou explícita sua real intenção.  O escorpião não consegue disfarçar por muito tempo. …..”

      Por mais desatento que você pudesse estar àquele momento, e sabendo como o texto de Luiz Felipe de Alencastro, “Os riscos do vice-presidencialismo”, devia estar sendo lembrado entre os analistas políticos, muito dificilmente você também não tenha percebido a inconveniência da declaração e o quão inoportuno Michel Temer fora.

      Uma pequena pausa.

      No domingo, 23/08/2015, meu comentário com os parágrafos anteriores e alguns parágrafos que se seguem já estava praticamente pronto, mas como tive problema com o computador deixei para o enviar no dia seguinte na hora do almoço quando teria tempo de fazer correções. Só que vi no seu blog um post em que Michel Temer explica a declaração dele. Como estava sem tempo fiz uma pesquisa para marcar os posts que falassem mais sobre a repercussão da declaração de Michel Temer e deixei para enviar o comentário posteriormente. Só agora tive tempo e assim deixo mais esses acréscimos. Os posts que eu marquei com a intenção de posteriormente fazer menção deles aqui neste comentário foram três. Primeiro há um que se intitula “Declaração visava chamamento por unidade, diz Temer” de segunda-feira, 24/08/2015 às 11:45, sendo apresentado como de autoria do Jornal GGN. O endereço do post “Declaração visava chamamento por unidade, diz Temer” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/declaracao-visava-chamamento-por-unidade-diz-temer

      Apresentado como se fosse do Jornal GGN, no post “Declaração visava chamamento por unidade, diz Temer” há uma entrevista ao Jornal GGN contendo uma declaração muito lúcida do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que vale transcrever a seguir. Diz então Paulo Teixeira, segundo o Jornal GGN, “em coesão às intenções do peemedebista” e, também segundo o Jornal GGN, confirmando “o teor de “boatos” que rondam a lealdade de Temer à presidente Dilma” em entrevista ao GGN:

      “”Eu acho que a fofoca atribuída a um conflito dessa natureza servem ao jogo de desestabilização. Eu não acho que consigamos superar esse momento sem ter uma forte coesão com eles [PMDB, de Temer], e esse deve ser e tem sido o esforço da presidente Dilma Rousseff””

      Paulo Teixeira (PT-SP) deixa transparecer a intenção de que a presidenta Dilma Rousseff possa continuar contando com os bons préstimos de Michel Temer e ele não chega a dizer que ele se expressou indevidamente, mas a explicação dele é uma meia culpa e ela serve para contar pontos em favor dele. Não acompanhei o noticiário nem vi os blogs desde então, mas os dois outros posts que tratam do assunto deixaram as notícias ainda um tanto nebulosas. Os dois outros posts que saíram aqui no seu blog parecem mostrar que Michel Temer se afastaria do trabalho de acerto com a bancada do PSDB que ele vinha fazendo. Os dois posts são:

      1) o post “Presidente do PMDB-BA diz que Temer sairá da articulação do governo” de segunda-feira, 24/08/2015 às 14:49, com declaração de Geddel Vieira Lima, presidente estadual do PMDB na Bahia que afirmou ao jornal A Tarde que “já está definida a saída de Temer e isso se dará dentro da maior brevidade”. A frase em si não compromete Michel Temer mas a notícia no Jornal GGN saiu informando que segundo o ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula o vice-presidente da República, Michel Temer, deixará a articulação do governo de Dilma Rousseff.

      O endereço do post “Presidente do PMDB-BA diz que Temer sairá da articulação do governo” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/presidente-do-pmdb-ba-diz-que-temer-saira-da-articulacao-do-governo

      2) e o post “Michel Temer deixa o dia a dia da articulação política do governo” de segunda-feira, 24/08/2015 às 16:44. Trata-se de notícia oriunda da Agência Brasil. Segundo a reportagem, o vice-presidente volta ao papel mais institucional e deixa as funções de diálogo com parlamentares para Eliseu Padilha, pelo menos até a próxima semana. Tanto esse segundo post como o anterior não parecem esclarecer qual a exata atitude de Michel Temer. Parece, entretanto que ele reconheceu o erro na declaração que ele fez. O endereço do post “Michel Temer deixa o dia a dia da articulação política do governo” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/michel-temer-deixa-o-dia-a-dia-da-articulacao-politica-do-governo

      E antes de voltar ao que eu já houvera redigido como comentário eu aproveito para me penitenciar um pouco pelo que venho ridicularizando você a respeito das expectativas. No domingo, eu vi no blog de Mark Thoma, “Economist’s View”, uma chamada para um post de Roger Farmer (no blog Roger Farmer’s Economic Window), com um título para mim bem apelativo: “Animal Spirits and the Two Natural Rates” de domingo, 23/08/2015. O endereço do post “Animal Spirits and the Two Natural Rates” é:

      http://rogerfarmerblog.blogspot.com.br/2015/08/animal-spirits-and-two-natural-rates.html

      O importante no post é que ele imagina dois mundos paralelos em que os habitantes fossem iguais (Ou, como ele diz, tivessem os mesmos fundamentos) com a única diferença que um era otimista e o outro pessimista. E então Roger Farmer demonstra que o país do povo otimista cresce mais rápido do que o país do povo pessimista. O texto é de fácil compreensão e vale bem dar uma olhada. De todo modo há que se considerar que o autor está tratando do longo prazo. E dois povos iguais, mas diferentes em relação as expectativas. E a crítica que eu faço à fé cega nas expectativas é em relação ao curto prazo. As pessoas não vão passar a gastar porque de repente ficaram otimistas, ou deixar de gastar se ficaram pessimista. Elas vão gastar mais se otimista ou se pessimistas se começarem a perceber que estão recebendo mais do que antes (Ou gastar menos se a percepção for ao contrário). No modelo de Roger Farmer, as pessoas otimistas gastam mais do que as pessoas pessimistas ganhando o mesmo tanto, porque as otimistas consideram que o que ganham é muito, enquanto as pessimistas pensam o contrário.

      Fim da pausa.

      E agora volto com os parágrafos que eu já havia concluído, começando por fazer referência aos ótimos comentários que apareceram junto a este post “As intrigas contra Michel Temer” de sábado, 22/08/2015 às 19:39. Eu havia dito que embora houvesse muitos comentários bons eles pareciam impregnados do que eu chamo de viés esquerdista trotskista ou viés de quem idealiza a democracia como diferente da democracia representativa que temos nos dias de hoje.

      Ao elogiar os comentários ao seu post e dizer que neles havia um viés esquerdista de quem não aceita a democracia como ela é e sim como se idealiza a democracia eu tinha em mente o comentário de Margot Riemann enviado sábado, 22/08/2015 às 07:16, por ter, de modo bem explícito, exemplificado a democracia que ela almeja. No comentário ela diz o seguinte:

      “Acertaram Dilma e Mercadante ao não apoiar Cunha. O sacrifício da ética em nome da governabilidade vem afundando o PT. Inverter essa rota é a grande virtude de Dilma e que garantiu sua vitória nas eleições de 2014. Olho no olho, ela passa a ideia de honestidade. E a ética será o diferencial nas próximas eleições municipais. Ganhará quem conseguir transmitir credibilidade”.

      Provavelmente a Margot Riemann não concordaria com o que você diz no final de seu post “FHC combate o fisiologismo que praticou” de quarta-feira, 16/11/2011 às 09:59, em que você comenta texto que saiu no Estadão em que ele teria dito que “Dado o sistema de fisiologismo montado nos últimos anos, a governabilidade está posta em risco e a própria democracia brasileira pode ser prejudicada. A mudança dessa situação, para ele, não depende apenas do governo, mas também da oposição”. Margot Riemann concordaria com o início do post “FHC combate o fisiologismo que praticou” em que você diz:

      “O fisiologismo é uma praga do modelo político brasileiro”.

      Na essência essa visão crítica do fisiologismo é a ideia que perpassa o comentário de Margot Riemann que eu transcrevi acima. Ocorre que ao encerrar o post “FHC combate o fisiologismo que praticou”, você afirma:

      “O difícil é colocar o guizo no pescoço do gato. Como garantir a governabilidade sem sistemas de cooptação política? E nem se fale apenas nas velhas oligarquias políticas. É evidente que o modelo reservou espaços para outros tipos de fisiologismo – como a apropriação do Banco Central pelo mercado e das agências reguladoras pelos regulados”.

      Não é propriamente como você encerra o post porque na sequência você dá exemplo de fisiologismos praticados por Fernando Henrique Cardoso. E há que se reparar que não existe entre os exemplos nenhum caso que possa ser tipificado como crime. O importante a destacar aqui é que para você o fisiologismo é necessário à governabilidade, enquanto a Margot Riemann considera que “[o] sacrifício da ética em nome da governabilidade vem afundando o PT”. Vocês dois não tratam o fisiologismo como um crime, mas o veem como uma pecha. No entanto, enquanto você aceita o fisiologismo como condição de governabilidade a Margot Riemann quer que a ética sobreponha ao fisiologismo.

      São posições diferentes, mas eu avalio que há nos dois uma idealização equivocada da democracia. Em nenhum país democrático, a democracia funciona sem fisiologismo. Para que não haja fisiologismo é necessário que não haja composição de interesses conflitantes em um processo ao longo do tempo. Na democracia direta não há fisiologismo, porque a democracia direta é pontual. Os eleitores manifestam no momento do voto. Não há debate, não há conversa, não há argumentação e nem há defesa verbal do interesse próprio. Não há conchavos, barganhas e concessões e, portanto, não há espaço e tempo para realizar a composição de interesses conflitantes perdendo aqui para ganhar ali ou perdendo agora para ganhar depois.

      Como a democracia representativa é um processo, há oportunidade para que ao longo desse processo os interesses entrem em acordo e os interesses minoritários através do “toma-lá-dá-cá”, do “é-dando-que-se-recebe” possam se proteger o que não ocorre na democracia direta que é excludente dos grupos minoritários. É exatamente em razão do fisiologismo que se pode dizer que a democracia representativa seja superior à democracia direta, se a democracia direta fosse funcional.

      Assim, você e Margot Riemann se parecem à medida que vocês consideram uma prática, que deveria ser tida como normal, necessária e imprescindível à democracia representativa: o fisiologismo, como sendo uma pecha. Só que enquanto você aceita que essa pecha seja adotada pela necessidade de governabilidade, a Margot Riemann não quer ver o PT sacrificar a ética em nome da governabilidade. Você e Margot Riemann vão no caminho pavimentado pelas puras e boas intenções só que a Margot Riemann avançou mais do que você.

      A aceitação do processo democrático tal como ele existe no mundo requer a compreensão do fisiologismo como um instrumento inerente à democracia representativa de tal modo que se possa dizer que quanto mais uma democracia é fisiológica mais ela é democrática. A democracia direta que não só não é funcional como exclui as minorias diante da vontade majoritária das maiorias sem dar espaço para os conchavos, as barganhas, as trocas, os acertos, é menos democrática do que a democracia representativa.

      Essa compreensão é um passo difícil e ainda longo para a esquerda.

      Deixo ainda o link para o post “FHC combate o fisiologismo que praticou” que pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/fhc-combate-o-fisiologismo-que-praticou

      E aproveito para destacar aqui um dos seus exemplos de fisiologismo. Transcrevo-o tal qual você o apresentou entre os vários exemplos. Diz você:

      “Rodolfo Tourinho Neto – o homem de ACM, que acabou sendo responsável pelo apagão”.

      Quer dizer, a falha de dimensionamento de energia elétrica no país e que também compete ao Ministério do Planejamento e que, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, esteve nas mãos de José Serra e este, em conjunto com outros ministérios, mostrou-se incapaz de prevê a necessidade de aumento da produção de energia elétrica no país, foi atribuída isoladamente ao ministro indicado por Antonio Carlos Magalhães.

      Bem, para encerrar gostaria de lembrar que o post, embora seja feito para louvar o Michel Temer no momento que era preciso mostrar falhas dele, tem um título um tanto enganoso porque tanto quanto louvar o Michel Temer também se dedicou a espinafrar Aloizio Mercadante Oliva. Considero o Michel Temer no campo político muito mais competente do que Aloizio Mercadante Oliva, mas ambos não fogem muito da dimensão de medíocres que acomete a todo o ser humano e que você parece só consegue perceber em Aloizio Mercadante Oliva. Um pouco por existir certo afastamento do título do post com o conteúdo que ele apresenta e pela inexistência de crítica a Michel Temer é que eu considero que se pode dizer que ele não ficou bem consistente. E há o defeito de você fazer toda a análise como se não houvesse o fator econômico como fator preponderante na crise política que o país, e mais especificamente, a presidenta Dilma Rousseff enfrenta.

       

      Eu acho que o PT deveria compor com Eduardo Cunha porque eu considero que enquanto não houver sentença transitado em julgado ninguém pode ser considerado culpado e, como político, Eduardo Cunha exerce a função de representante exatamente como um político deve exercer. Ninguém próximo do governo ou que tenha votado na presidenta Dilma Rousseff propôs, entretanto, em 2014, que fosse realizado o acordo ou que o PT se preparasse para fazer o acordo com o Eduardo Cunha.

      Agora, me parece que você ao criticar a não realização do acordo com o Eduardo Cunha não expressa realmente o ânimo do PT e do governo que os move a realizar ou evitar acordos. Será que o PT é incapaz de tomar iniciativas além daquelas que a presidenta Dilma Rousseff exige? Parece-me inconsistente centrar em Dilma Rousseff e em Aloizio Mercadante Oliva a culpa pela falta do acordo. Essa minha avaliação decorre também do fato de que o partido e a presidenta Dilma Rousseff se dispuseram a negociar na eleição para presidente do Senado e não houve proposta semelhante para acordar com Eduardo Cunha.

      Eu sempre achei estranho que o PT tenha aceitado o Renan Calheiros e não tenha aceitado o Eduardo Cunha. E a derrota para Eduardo Cunha foi acachapante. Na minha avaliação a derrota era esperada pelo PT, apenas não se esperava que Eduardo Cunha ganhasse no primeiro turno sem precisar compor com a oposição. O grande trunfo do PT seria Eduardo Cunha se compor com a oposição para se eleger presidente da Câmara dos Deputados. Poderia se constituir em uma mancha indelével para a oposição.

      Tanto ganhando logo na primeira rodada, como ganhando compondo com a oposição, é preciso saber até que ponto o incrivelmente superior como político Michel Temer, conhecedor do partido como poucos e que conviveu com o candidato do partido dele e do estado dele para governador do Estado negando a aceitar a companhia da presidenta Dilma Rousseff na campanha política, não foi capaz de perceber a força de Eduardo Cunha no Congresso Nacional. Em favor de Michel Temer se pode alegar que ele teria sido capaz de fazer essa avaliação, mas não acreditaram nele.

      Não ter sido capaz de alertar o PT e o governo do problema que o fato de o PT não se compor com Eduardo Cunha iria causar e que esse problema representaria uma perda retumbante para o PT e para o governo da presidenta Dilma Rousseff, também constitui uma falha imperdoável. A menos que ele tenha exposto esse problema e não foi capaz de convencer o PT e o governo a entrar em acordo. Um bom político falha também se não é capaz de demonstrar capacidade de convencimento.

      Enfim, o Michel Temer não é a sumidade que alguns querem fazer crer, nem a presidenta Dilma Rousseff errou sozinha acompanhada de Aloizio Mercadante Oliva, José Eduardo Martins Cardozo e lá atrás por Guido Mantega e agora por Joaquim Levy. Ou, caso a presidenta realmente não escuta mais ninguém a não ser os mencionados acima, sendo essa a razão dos erros que ela comete, então os acertos dela devem ficar restrito a este grupo. E os acertos teriam vindo se não fosse o terceiro trimestre de 2013 e avalio que ainda virão.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 25/08/2015

      • Mais dois posts sobre a declaração de Michel Temer e outro post

         

        Luis Nassif,

        Mencionei como desdobramentos para mais bem compreender este seu post “As intrigas contra Michel Temer” de sábado, 22/08/2015 às 19:39, outros três posts, a saber, o post “Declaração visava chamamento por unidade, diz Temer” de segunda-feira, 24/08/2015 às 11:45, com explicação do próprio Michel Temer para a declaração dele, o post “Presidente do PMDB-BA diz que Temer sairá da articulação do governo” de segunda-feira, 24/08/2015 às 14:49, com declaração de Geddel Vieira Lima, presidente estadual do PMDB na Bahia e o post “Michel Temer deixa o dia a dia da articulação política do governo” de segunda-feira, 24/08/2015 às 16:44, contendo notícia oriunda da Agência Brasil. Esses posts não me pareceram bem claros para que se pudesse bem entender quais as consequências que a declaração de Michel Temer realmente gerou.

        Bem, volto a esse tópico porque há dois posts que ajudam muito a esclarecer e indicar em que situação se encontra todo o imbróglio decorrente da declaração de Michel Temer. Primeiro faço referência ao post “Não temos condição de superar esse momento sem o PMDB, diz líder petista” de terça-feira, 25/08/2015 às 16:21, aqui no seu blog com matéria de Cíntia Alves relativamente a entrevista feita por você e Cíntia Alves com o deputado federal Paulo Teixeira (PT), vice-lider do governo e que deixa bem claro a posição da presidenta Dilma Rousseff em continuar contando com os préstimos do vice-presidente Michel Temer. O endereço do post “Não temos condição de superar esse momento sem o PMDB, diz líder petista” é:

        https://jornalggn.com.br/noticia/nao-temos-condicao-de-superar-esse-momento-sem-o-pmdb-diz-petista

        E há também o post “Temer diz que fará “outra atividade” na articulação política” de quarta-feira, 26/08/2015 às 14:09, em que o próprio Michel Temer diz que fica na articulação política embora exercendo outra atividade. Trata de post com matéria do Jornal GGN que transcreve depois de rápida introdução notícia saída no jornal Valor Econômico com o título de “Temer diz que coordenação política entra em “segunda fase” após ajuste”. Para Michel Temer a primeira fase seria a do ajuste fiscal onde o governo teria tido as vitórias necessárias. E a segunda fase, ainda segundo Michel Temer, consistiria do exercício da atividade de articular os poderes e os outros entes federativos. O endereço do post “Temer diz que fará “outra atividade” na articulação política” é:

        https://jornalggn.com.br/noticia/temer-diz-que-fara-outra-atividade-na-articulacao-politica

        E mais como curiosidade transcrevo a seguir o comentário de Pontara enviado segunda-feira, 24/08/2015 às 15:16, junto ao post “Constituição é contra impeachment de Dilma por fato do mandato anterior” de segunda-feira, 24/08/2015 às 14:57, aqui no seu blog e originado do artigo do jurista Lenio Luiz Streck intitulado “Constituição é contra impeachment de Dilma por fato do mandato anterior”. O endereço do post “Constituição é contra impeachment de Dilma por fato do mandato anterior” é:

        https://jornalggn.com.br/noticia/constituicao-e-contra-impeachment-de-dilma-por-fato-do-mandato-anterior

        Na verdade, o comentário propriamente de Pontara é só o título que ele deu ao comentário e que ele chamou de “O Julgamento do Impedimento é político e não judicial”. Já o comentário em si consiste apenas da transcrição da seguinte frase de Michel Temer, tirada do livro “Elementos de Direito Constitucional”, e que reproduzo a seguir:

        “Convém anotar que o julgamento do Senado Federal é de natureza política. É juízo de conveniência e oportunidade. Não nos parece que, tipificada a hipótese de responsabilização, o Senado haja de, necessariamente, impor penas. Pode ocorrer que o Senado considere mais conveniente a manutenção do presidente no seu cargo. Para evitar, por exemplo, a deflagração de um conflito civil; para impedir agitação interna.”

        O frase do livro do vice-presidente da República e o artigo de Lenio Luiz Streck mostram que o impeachment, embora seja um julgamento político, precisa da infração à lei, isto é, precisa, como afirma o vice-presidente da República no livro dele “Elementos de Direito Constitucional”, de ter sido tipificada a hipótese de responsabilização. E não é só isso, para ocorrer o impeachment, a infração tem que ocorrer no mandato, não sendo cabível por fato ou ato anteriores ao mandato.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 26/08/2015

  37. As intrigas contra Michel Temer

    Nassif, 

    Se me permite, há um erro de avaliação na sua análise, desde a eleição da Câmara, ao afirmar que o PT deveria ter apoiado o Eduardo Cunha para evitar o embate que se mostrou oneroso para o governo. Agora pense bem, se o PT e aliados mais à esquerda houvesse  apoiado o Cunha e este tivesse retribuído com apoio ao governo teria ocorrido exatamente o seguinte: agora, nesse momento, a oposição estaria exigindo a cabeça do Cunha e impondo ao governo um desgaste moral imensurável por ter apoiado um corrupto apanhado pela Lava Jato. Você tentou mensurar o carnaval que estaria ocorrendo na mídia?

    Talvez o grande erro do PT, foi não ter procurado um nome do PMDB para a presidência da Câmara com o qual se aliar e derrotar o Cunha. Um Requião, por exemplo, ou outro. 

  38. Fracasso na aliança com o PMDB foi o principal erro, diz Dirceu

    Autor: Janaina Villela

    ‘Fonte: Valor Econômico, 27/04/2006, Política, p. A6

    O ex-ministro chefe da Casa Civil, deputado cassado petista, José Dirceu, identifica no fracasso da aliança com o PMDB um dos principais erros do governo Lula. Segundo ele, o PT errou nas últimas eleições presidenciais ao se apoiar no PL, no PTB e no PP para compor sua base no governo. “Nós não resolvemos a questão PMDB. A governabilidade tem um centro, que é o PMDB. E tivemos que nos apoiar no PL, que já era aliado nosso, PTB e PP. Eu alertei o PT e o presidente Lula várias vezes sobre esse erro. Alertei que custaria caro”, disse Dirceu, em palestra para estudantes no seminário “Mídia da crise ou crise da mídia?”, promovido pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela rede Universidade Nômade. Nelson Perez/Valor Dirceu: “Apesar de tudo o que aconteceu, sou leal ao Lula e ao PT. E teria até razões para não ser no caso do PT”‘

    http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/466318/noticia.htm?sequence=1

     

    • Nesta eu também acertei, não foi só o Dirceu que falou.
      Devem existir pelo menos umas cem manifestações minhas, senão mais, em mensagens antigas, do inicio do primeiro governo Dilma e do fim do Lula sobre o assunto, dizendo que quando o PMDB cobra-se a conta o governo do PT acabava.

      Não deu outra, mas se fosse só isto que eu afirmava com insistência e convicção aqui no blog não teria problema, acontee que venho alertando há anos que estamos em águas nunca dantes navegadas, nunca a intervenção e o dirigismo Estatal foi tão forte e onipresente na face da Terra, a situação é insustentavel , a rede de mal feitos se estende da China a Grécia, do Brasil a Rússia, uma economia de vigarices só interessa aos que se beneficiam dela, sustentar isto com apostas marginais, dinheiro sem lastro, banca fracionária e derivativos é dar sopa para o azar.

      A Dilma não acordou a tempo!

      As bolsas mundo afora, Brasil incluso, estão despencando ladeira abaixo sem freios, correções não são fáceis e são sempre dolorosas, a economia nunca foi tão complexa e serviu a tão poucos como agora, o problema da concentração das riquezas não me deixa sozinho nesta.

      Como o assunto é predição, de dias a porvir, afinal aqui é o blog do Nassif e não o Número Zero rsrsrsrs…. , podemos esperar, com um susto é claro, uma quebra generalizada mundo afora, neste exato instânte, os que manipulam os mercasdos já estão protegidos com hedges de alta e de baixa.

      Na esteira da Segunda-feira que ainda não chegou, vai um artigo no tema:

      Witnessing a Credit Collapse: Monday Could Be a DISASTER

      The credit BUST is here! Markets all over the world are crashing and the U.S. is now losing control. After breaking down yesterday, today looks to be another bad day. If the PPT cannot get any traction today, Monday could be a disaster.
      The failure will be spectacular.
      In as few words as possible, we are witnessing a credit collapse.
      Submitted by Bill Holter, JSMineset: 8-21-2015

      Here we are six years after the “Great Financial Crisis”. Since then, every acronym in the book has been thrown at the economy and financial markets but to what end? The economy has gone nowhere over these six years, “recovery” has been the meme …but never “expansion”. Hasn’t anyone wondered about this? In the good old days we used to hear the word “expansion” for two or three years before the natural recession would roll through. This time we’ve heard nothing but recovery …year after year. “Hope” (which is the vestige of fools), year after year.

      I wrote in 2008, “this is a crisis of ‘solvency’, more liquidity cannot turn bad loans into good ones”. Now, six years later it turns out this thought process was 100% correct. Other than financial assets being “saved”, all of the QE, all of the additional debt taken on by various sovereign treasuries has done nothing to the real economy of Main St.. The plan was to inflate asset values and this would spill onto Main St.. Even mainstream media when interviewing the talking heads of Wall St. and the liars out of Washington are questioning this. Heck, Peter Fisher (past chief of the plunge protection team Martin) this morning brought this up on his own. He said the policy of inflating assets has not worked and cannot work. The five plus year experiment has failed. One does not have to look far or even “into” the bogus reporting of unemployment to see what is happening. All you need to do is look at oil and Dr. copper. They are both crashing and now threating to break trend lines going back to the 1980’s.

      In as few words as possible, we are witnessing a credit collapse. These two commodities (along with many others) are crashing NOT because currencies are so well foundationed or strong and “going up”. No, we are watching them crash because of shrinking demand. This is also confirmed by trade numbers (or lack of). We also see freight rates imploding all over the world due to the same lack of demand and trade. This should tell you something in very loud and very clear terms, the “reflation” efforts have failed miserably!
      You don’t need to take my word, your own gut feel or even your very own eyes to know this. “They” have admitted it and we now even see stories going mainstream with titles such as “is the Fed out of bullets? and Fed loses its grip on debt” http://www.bloomberg.com/news/articles/ … ip-on-debt. Just this week we have seen Alan Greenspan warn the “credit markets are in a bubble” http://www.marketwatch.com/story/greens … 2015-08-19 . If that were not enough, the St. Louis Fed http://www.zerohedge.com/news/2015-08-1 … as-mistake admits QE was a mistake and did nothing to help the economy.

      In the case of Mr. Greenspan, he is simply trying to get on the record far enough to hopefully make historians forget he was the one driving the bus on the road to perdition. He is now on the record gold “is money” and a safe haven versus his precious product the dollar. Has he had some sort of come to Jesus moment? I believe no, not even possible as he’s known all along how money works and where he was driving the bus. His days with Ayn Rand were filled with quotes and writings which sounded much like today’s tin foil hat society! He knew then, he knows now and will know until his last breath, the end of the credit road is in sight. His own “legacy” and nothing else is his concern.

      The St. Louis Fed is known as the “teaching” district. Their recent admission QE was a mistake is a little different than Alan Greenspan trying to get on the record. I’m not really sure what their motive is for telling the truth? It certainly does not aid their cause because they are admitting failure.
      We stand on the cusp of a credit meltdown. Never mind the stock markets or the commodity markets, they are simply “symptoms” of a credit bubble going bust. The talk of “will the Fed tighten” in Sept. (or EVER again) is hilarious! The Fed will be forced to implement another round of QE no matter what the acronym or name. More QE will do what more QE has already done, simply pile more debt on top of already TOO MUCH DEBT! There are no possible fixes left, the CREDIT CRISIS has arrived. No way to reflate and no way to actually “pay” (settle) on the debt. Central banks all over the world are now beginning to act in their own best interests, it’s like the sharks are eating the sharks.

      The credit BUST is here! Markets all over the world are crashing and the U.S. is now losing control. After breaking down yesterday, today looks to be another bad day. If the PPT cannot get any traction today, Monday could be a disaster. I even question whether markets remain open at some point because closure will be the ONLY way to stop the selling which will be forced (by margin calls) in nearly all markets. This is not fear mongering, it is now math. We live in a make believe world created by the illusion that “credit” is a strong foundation, it cannot be. Bad credits cannot be made good by those with too much debt. This is exactly what has been attempted by the largest debtor on the planet. The failure will be spectacular. All money today is nothing more than credit … credit IS the problem!

      It is imperative you understand how this will go down. You must have exactly what you think you’ll need and what you want to own going into this. You will have no opportunity to change horses when the markets close. Bluntly, it’s not the closure of markets that will kill you …it will be the reopening!
      Standing watch,
      Bill Holter
      Holter-Sinclair collaboration

      Witnessing a Credit Collapse: Monday Could Be a DISASTER

      The credit BUST is here! Markets all over the world are crashing and the U.S. is now losing control. After breaking down yesterday, today looks to be another bad day. If the PPT cannot get any traction today, Monday could be a disaster.
      The failure will be spectacular.
      In as few words as possible, we are witnessing a credit collapse.
      Submitted by Bill Holter, JSMineset: 8-21-2015

      Here we are six years after the “Great Financial Crisis”. Since then, every acronym in the book has been thrown at the economy and financial markets but to what end? The economy has gone nowhere over these six years, “recovery” has been the meme …but never “expansion”. Hasn’t anyone wondered about this? In the good old days we used to hear the word “expansion” for two or three years before the natural recession would roll through. This time we’ve heard nothing but recovery …year after year. “Hope” (which is the vestige of fools), year after year.

      I wrote in 2008, “this is a crisis of ‘solvency’, more liquidity cannot turn bad loans into good ones”. Now, six years later it turns out this thought process was 100% correct. Other than financial assets being “saved”, all of the QE, all of the additional debt taken on by various sovereign treasuries has done nothing to the real economy of Main St.. The plan was to inflate asset values and this would spill onto Main St.. Even mainstream media when interviewing the talking heads of Wall St. and the liars out of Washington are questioning this. Heck, Peter Fisher (past chief of the plunge protection team Martin) this morning brought this up on his own. He said the policy of inflating assets has not worked and cannot work. The five plus year experiment has failed. One does not have to look far or even “into” the bogus reporting of unemployment to see what is happening. All you need to do is look at oil and Dr. copper. They are both crashing and now threating to break trend lines going back to the 1980’s.

      In as few words as possible, we are witnessing a credit collapse. These two commodities (along with many others) are crashing NOT because currencies are so well foundationed or strong and “going up”. No, we are watching them crash because of shrinking demand. This is also confirmed by trade numbers (or lack of). We also see freight rates imploding all over the world due to the same lack of demand and trade. This should tell you something in very loud and very clear terms, the “reflation” efforts have failed miserably!
      You don’t need to take my word, your own gut feel or even your very own eyes to know this. “They” have admitted it and we now even see stories going mainstream with titles such as “is the Fed out of bullets? and Fed loses its grip on debt” http://www.bloomberg.com/news/articles/ … ip-on-debt. Just this week we have seen Alan Greenspan warn the “credit markets are in a bubble” http://www.marketwatch.com/story/greens … 2015-08-19 . If that were not enough, the St. Louis Fed http://www.zerohedge.com/news/2015-08-1 … as-mistake admits QE was a mistake and did nothing to help the economy.

      In the case of Mr. Greenspan, he is simply trying to get on the record far enough to hopefully make historians forget he was the one driving the bus on the road to perdition. He is now on the record gold “is money” and a safe haven versus his precious product the dollar. Has he had some sort of come to Jesus moment? I believe no, not even possible as he’s known all along how money works and where he was driving the bus. His days with Ayn Rand were filled with quotes and writings which sounded much like today’s tin foil hat society! He knew then, he knows now and will know until his last breath, the end of the credit road is in sight. His own “legacy” and nothing else is his concern.

      The St. Louis Fed is known as the “teaching” district. Their recent admission QE was a mistake is a little different than Alan Greenspan trying to get on the record. I’m not really sure what their motive is for telling the truth? It certainly does not aid their cause because they are admitting failure.
      We stand on the cusp of a credit meltdown. Never mind the stock markets or the commodity markets, they are simply “symptoms” of a credit bubble going bust. The talk of “will the Fed tighten” in Sept. (or EVER again) is hilarious! The Fed will be forced to implement another round of QE no matter what the acronym or name. More QE will do what more QE has already done, simply pile more debt on top of already TOO MUCH DEBT! There are no possible fixes left, the CREDIT CRISIS has arrived. No way to reflate and no way to actually “pay” (settle) on the debt. Central banks all over the world are now beginning to act in their own best interests, it’s like the sharks are eating the sharks.

      The credit BUST is here! Markets all over the world are crashing and the U.S. is now losing control. After breaking down yesterday, today looks to be another bad day. If the PPT cannot get any traction today, Monday could be a disaster. I even question whether markets remain open at some point because closure will be the ONLY way to stop the selling which will be forced (by margin calls) in nearly all markets. This is not fear mongering, it is now math. We live in a make believe world created by the illusion that “credit” is a strong foundation, it cannot be. Bad credits cannot be made good by those with too much debt. This is exactly what has been attempted by the largest debtor on the planet. The failure will be spectacular. All money today is nothing more than credit … credit IS the problem!

      It is imperative you understand how this will go down. You must have exactly what you think you’ll need and what you want to own going into this. You will have no opportunity to change horses when the markets close. Bluntly, it’s not the closure of markets that will kill you …it will be the reopening!
      Standing watch,
      Bill Holter
      Holter-Sinclair collaboration
      Comments welcome! [email protected]

  39. Mercadante: um desastre irrevogável

    “poderá jogar pela janela a última âncora de governabilidade do governo Dilma”??

    Já jogou.

    O que mais me impressiona é como um desastre político como o Mercadante ainda é ouvido pela Dilma.

    Convenhamos: ela merece. É muita cagada para tão pouco tempo de governo (2o mandato).

     

  40. Intrigas

    O primeiro sinal das bóias que foram atiradas à náufraga veio de arigo do NY Times, o segundo foi apoio, à despreparada, por outro artigo do The economist. Ação coordenada que culminou com os apoios à estonteada, nos artigos pagos por Trabuco do Bradesco e Setubal do Itaú, é aqui que estamos.

    Michel Temer sabotou o quanto pode a candidatura do Eduardo Cunha; – São adversários políticos.

    Soberba é imagem que melhor delimita as ações da presidenta.

    Caro Nassif, o Eduardo Cunha surfou nas ondas das manifestações. Os planos hegemônicos insinuados por seu artigo, ver o irmão do Cid Gomes, ver Kassab, contavam com um quanto-pior-melhor cujo objeto estaria restrito ao legislativo.

    Se não gostam de Schopenhauer, fiquem na moderna figura da questão espacial; Elas não vão além da tática e esta circunstância e sempre agravada por  pragmatismo conservador.

  41. A ancora da governabilidade é o Renam

    Ele tem os votos no TCU. Ele tem controle do PMDB. Temer é um “pavão misterioso, passaro formoso”. Nada mais que isso. Renam é quem opera. Corta ali, costura aqui … 

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