Bia Kicis é só parte do problema criado por eleição de Lira, por Luis Felipe Miguel

Mas a simples apresentação de seu nome - junto com o discurso "nossa prioridade é destruir tudo" que Bolsonaro fez ontem - mostra que o governo vê a vitória nas eleições para as mesas das duas casas do Congresso como uma chance para radicalizar.

Bia Kicis é só parte do problema criado por eleição de Lira

por Luis Felipe Miguel

É importante aquilatar o que significa uma eventual presidência de Bia Kicis na Comissão de Constituição e Justiça – a comissão mais importante da Câmara, com papel central na tramitação de todos os projetos de lei, emendas constitucionais, processos de cassação de mandato e de impeachment etc.

Certamente por vir do Distrito Federal, uma UF com pouco peso político, Kicis não é tão conhecida nacionalmente. Mas é uma das figuras mais nefastas que chegaram ao Congresso no pesadelo de 2018.

Defensora explícita de uma intervenção militar, integrante da milícia de choque da família Bolsonaro, apóstola do Escola Sem Partido e da cloroquina, campeã de difusão de mentiras e teorias conspiratórias nas redes sociais: Kicis é o pacote completo.

Não tem limites nas suas ações, não tem senso de moralidade e é a perfeita encarnação da estupidez orgulhosa de si mesma.

É possível que a indicação acabe revertida. Mas a simples apresentação de seu nome – junto com o discurso “nossa prioridade é destruir tudo” que Bolsonaro fez ontem – mostra que o governo vê a vitória nas eleições para as mesas das duas casas do Congresso como uma chance para radicalizar.

A vitória de Arthur Lira não foi um fato menor. Ela sinaliza, como previsto, o início de uma etapa em que as condições da luta para o campo democrático se tornam ainda mais difíceis e desafiadoras.

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