Bolsonaristas preparam ofensiva para blindagem de redes sociais em 2022

Decreto presidencial e mais de 10 projetos proíbem remoção de conteúdo sem ordem judicial; estratégia busca evitar o que aconteceu com Trump nos EUA

Jornal GGN – O governo federal e os bolsonaristas começam a traçar estratégias para se proteger de eventuais suspensões de contas e remoções de conteúdo publicado nas redes sociais na campanha eleitoral de 2022.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, existem 12 projetos de lei na Câmara dos Deputados (em sua maioria, de deputados do PSL) proibindo as redes sociais de suspenderem contas, de removerem ou rotularem conteúdo sem que exista uma autorização judicial prévia, com exceção de situações específicas. A minuta de um decreto presidencial, que foi divulgada na semana passada, também trata do assunto.

Na prática, os bolsonaristas querem impedir que as plataformas (como Twitter, Facebook, Instagram e YouTube) removam conteúdo que recomende o uso de medicamentos ineficientes contra covid-19,ou que estimule aglomeração, além de inviabilizar a suspensão de contas caso algum político estimule a invasão de zonas eleitorais para verificar fraudes na urna eletrônica.

A inspiração para tais medidas foi uma ordem executiva baixada pelo então presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e uma lei anunciada pelo governo da Polônia em janeiro deste ano.

Desta forma, pode-se dizer que eles querem impedir que aconteça com eles o que houve com Trump – que foi banido do Twitter e suspenso do Facebook e do YouTube por tempo indeterminado por incentivar seus apoiadores a irem ao Capitólio questionar o resultado das eleições.

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