Bolsonaro deixa para Macri discurso duro contra Venezuela e rumos do Mercosul

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – De passagem pelo Brasil, coube a Maurício Macri, presidente argentino, fazer um discurso mais duro contra a Venezuela em nome dos dois países. Além disso, Macri também orientou que o Mercosul deve priorizar a conclusão de acordos comerciais em discussão com a União Europeia e dar novos passos em direção a negócios que favoreçam dos dois blocos.

No final de semana, o jornal Clarín informou que Bolsonaro e Macri fariam, “juntos”, um discurso incisivamente contrário à posse de Maduro na Venezuela. Mas Bolsonaro acabou deixando Macri ser o protagonista e falar por ambos.

“Partilhamos [Brasil e Argentina] da preocupação com os venezuelamos”, disse Macri, alegando que nenhuma das duas Nações aceitam “a ditadura, a zombaria à democracia e tentativas de intimidação de Maduro” contra a oposição venezuelana.

“A comunidade internacional já percebeu que Maduro é um ditador que se perpetua no poder com eleições fictícias e leva os venezuelanos a uma situação desesperadora. Reconhemos a Assembleia Nacional como a única instituição legítima da Venezuela, eleita democraticamente pelo povo”, disse Macri ao final de seu discurso.

Minutos antes, Macri, atual presidente do Mercosul, disse que o bloco deve ser “modernizado” e “aproveitar as oportunidades que o mundo oferece”. “Isso orientará a nossa presidência”, e provavelmente a do Brasil, que será o próximo país a comandar a frente.

Macri ainda salientou que o Brasil é o “principal sócio comercial” da Argentina. “Somos o segundo maior destino dos produtos comerciais.” Os dois países 
assinaram um tratado de extradição entre os países.
 
Já Bolsonaro pleiteou mudanças no Mercosul. O “propósito é construir um Mercosul enxuto, que continue a fazer sentido e ter relevância.”
 
No plano interno, para Bolsonaro, o Mercosul tem que radicalizar na abertura comercial e reduação de “barreiras e burocracias”.
 
“Na frente externa, concluir as negociações rapidamente promissoras e iniciar novas negociações”, comentou, sem dizer com quais países. 

 

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