Bolsonaro encontra dificuldades para filiação partidária

Partidos avaliados apresentam diversas barreiras; PP passou a ser opção após tentativas frustradas em outras siglas

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro segue sem encontrar um partido que aceite sua filiação para disputar a reeleição em 2022. O PP, partido comandado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) futuro ministro da Casa Civil, passou a ser uma alternativa, mas as alianças regionais são obstáculo.

Reportagem do jornal O Globo lembra que Bolsonaro está sem partido há 623 dias, quando deixou o PSL para criar um partido próprio. Porém, o Aliança pelo Brasil não deu certo, restando a ele as tentativas de filiação ao Patriota – que não só passou por racha interno como foi alvo de disputa judicial devido a mudanças estatutárias para receber o presidente.

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) chegou a declarar na última semana que a filiação do pai ao PP seria facilitada com o ingresso de Nogueira no núcleo do governo. Contudo, parlamentares dizem que não vai ser fácil construir consenso, já que uma parte das lideranças do partido está preparada para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, e existem resistências ao nome de Bolsonaro em estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco e Paraíba.

Além disso, também está fora de cogitação o controle do diretório do PP em São Paulo, já que o partido apoia a gestão do governador João Doria (PSDB), e Bolsonaro sempre falou que gostaria que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fosse responsável por esse diretório qualquer que seja o partido que o abrigue.

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1 comentário

  1. golpe ou o exílio

    A ameaça de golpe é mais uma tentativa de impedir a deserção em massa da tropa.

    Em função do modo brucutu e centralizador o contraditório foi se afastando do governo eleito em 2018.
    Com menos de um de governo, ainda em 2019, só restaram os bajuladores e aqueles que estão disposto apenas em saquear o estado..

    Sem o contraditório, ficou sem pessoas capazes de enfrentar a pandemia, o que fez vencer a tese da “imunização de rebanho” e os saqueadores do estado ficaram com o campo aberto para atuar na saúde com o “estado de emergência”, já que quase tudo ficou sem licitação, de máscara a vacina.

    Agora com a proximidade das eleições e o início da formação dos palanques, resta apenas as ameaças de golpe para segurar o apoio dos parlamentares.

    Não há mais tempo para um impeachment, mas a ameaça de golpe serve para manter a tropa, principalmente daqueles que sempre buscam ficar do lado dos vencedores, mas na medida que ficar claro a impossibilidade de golpe, o apoio desapareça.

    De qualquer maneira é preciso ficar atento, no desespero restará apenas o golpe ou o exílio em algum país vizinho

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