Bolsonaro, Pazuello e Ricardo Barros serão inevitavelmente denunciados, por Luis Nassif

Duas operações estão em curso, ambas batendo diretamente em Pazuello e em Bolsonaro e envolvendo diretamente militares na corrupção

Os próximos dias serão decisivos. General Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro entrarão inevitavelmente na mira da CPI do Covid e do Ministério Público Federal. Duas operações estão em curso, ambas batendo diretamente em Pazuello e em Bolsonaro e envolvendo diretamente militares na corrupção. 

A primeira, o caso da vacina Covaxin.

A Covaxin é um escândalo amplo, com abundância de impressões digitais, que envolve diretamente Jair Bolsonaro, Eduardo Pazuello e o líder do governo na Câmara Ricardo Barros.

Leia aqui o apanhado que fizemos 6 dias atrás:

Xadrez de como o jogo das vacinas chegou ao centro da corrupção brasileira”.

Escândalo Covaxin expõe rastros da corrupção no governo Bolsonaro“.

Essa jogada envolve diretamente os seguintes personagens:

1. Ricardo Barros, principal articulador da operação junto com a Global Services – empresa suspeita já beneficiada por ele enquanto Ministro da Saúde. Ontem, O Globo trouxe a informação de que uma emenda de Barros permitiu a jogada com a Covaxin, reforçando as suspeitas.

2. Pazuello, pressionando internamente funcionários do Ministério da Saúde para facilitar a compra da vacina, segundo matéria da Folha.

3. Jair Bolsonaro assinando a Medida Provisória que permitiu a jogada com a Covaxin, além de interferir pessoalmente junto ao primeiro ministro da Índia.

O segundo caso é da representação do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro.

Matéria do Jornal Nacional. Pazuello indicou para a representação do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro o coronel George da Silva Divério. Este usou dinheiro da emergência do Covid para uma reforma suspeita no prédio do Ministério, contratando sem licitação uma empresa de fundo de quintal com histórico de jogadas. Com a denúncia, caiu o coronel e entrou outro militar.

No seu depoimento na CPI do Covid, o ex-governador Wilson Witzel indicou que avançaria em denúncias sobre a influência de Bolsonaro na Saúde do Rio de Janeiro.

A soma de indícios é forte demais para ser ignorada até pela Procuradoria Geral da República.

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