Bolsonaro perde força até entre sua principal base de apoio

Pesquisa Genial/Quaest afirma que reprovação do presidente aumentou entre os evangélicos e nas regiões que mais o apoiaram na última eleição

Foto: Daniel Castelo Branco/Meia Hora

Jornal GGN – A última pesquisa Genial/Quaest mostra aumento da reprovação do presidente Jair Bolsonaro em quase todas as regiões do Brasil, ou a manutenção dos indicadores vistos anteriormente.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro chegou a 53% no mês de outubro, cinco pontos percentuais acima do visto em setembro, quando a reprovação foi de 43%.

A análise de que o governo federal é regular caiu dois pontos percentuais, de 26% para 24%; enquanto 20% dos entrevistados avaliam o governo positivamente, três pontos abaixo do visto em setembro.

Em termos regionais, a piora das percepções foi generalizada: a avaliação negativa avançou 18 pontos na região Norte, de 37% para 55%. A região foi um dos grandes redutos bolsonaristas na última eleição.

A reprovação ao governo Bolsonaro subiu 13 pontos percentuais no Centro-Oeste, de 36% para 49%; e dez pontos percentuais no Sul, onde a visão ruim subiu de 37% para 47%.

A reprovação no Sudeste manteve a trajetória crescente e subiu quatro pontos, de 47% para 51%, e a percepção negativa no Nordeste ficou estável em 61%.

E a piora de percepção não parou por aí: a avaliação negativa subiu sete pontos percentuais entre os homens (de 43% para 50%) e quatro pontos entre as mulheres, de 52% para 56%.

Na avaliação por faixa etária, a piora de percepção foi mais expressiva entre os entrevistados com mais de 60 anos (de 43% para 53%) e entre 35 e 44 anos (de 46% para 55%).

As outras faixas etárias também ampliaram sua percepção negativa: de 16 a 24 anos (de 53% para 56%), de 25 a 34 anos (de 50% para 53%) e de 45 a 59 anos (de 49% para 51%).

Bolsonaro perde força entre evangélicos

Nem mesmo entre os religiosos Bolsonaro se livrou da piora: a percepção negativa sobre seu governo avançou até mesmo entre os evangélicos, sua principal base de apoio. Segundo a pesquisa, 42% dos evangélicos consideram seu governo ruim, sete pontos acima do visto em setembro (35%).

Entre os católicos, a percepção negativa avançou de 50% em setembro para 54%, e entre os fiéis de outras religiões o percentual negativo se manteve em 56%. A percepção negativa entre os entrevistados sem religião saltou de 57% para 75%.

Quando a análise considera os votos no segundo turno das eleições, aqueles que votaram em Fernando Haddad (PT) ampliaram sua percepção ruim do governo de 74% para 81%. A piora também foi vista entre os eleitores de Bolsonaro, que passou de 19% para 26%.

Entre os que votaram branco ou nulo, a percepção negativa do governo avançou de 61% para 71% e, entre os que não votaram, 60% consideram o governo Bolsonaro ruim, ante 53% no mês de setembro.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.048 pessoas de 16 anos ou mais, em entrevista face a face entre os dias 30 de setembro e 03 de outubro. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais.

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1 comentário

  1. Alguém me explica:

    A avaliação negativa do governo Bolsonaro chegou a 53% no mês de outubro, cinco pontos percentuais acima do visto em setembro, quando a reprovação foi de 43%.

    Perde totalmente a credibilidade.
    53 – 5 = 43?

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