Bolsonaro se irritou porque ex-chefe do Exército não pressionou STF em julgamento de Lula

Pujol deixou o cargo na terça (30), junto com os comandantes da Força Aérea e Marinha. Os três saíram na esteira da demissão do ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva

Jornal GGN – A saída de Edson Pujol do comando do Exército foi precedida por episódios de irritação protagonizados por Jair Bolsonaro. É que o presidente da República esperava que Pujol reeditasse a postura de seu antecessor no cargo, o general Villas Boas, que às vésperas de um julgamento importante para Lula, postou um tweet em tom ameaçador para pressionar o Supremo Tribunal Federal.

Há algumas semanas, o Supremo anulou os processos de Lula que tramitaram em Curitiba e, depois, declarou o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso triplex. Não houve nenhuma manifestação por parte de militares em postos de comando denotando qualquer insatisfação. Bolsonaro ficou descontente com a isenção de Pujol em especial, diz a jornalista Bela Megale em sua coluna no jornal O Globo desta quarta

“Bolsonaro também tinha expectativa que, há duas semanas, Pujol se manifestasse para condenar a ministra do STF Carmén Lúcia, após a magistrada mudar seu voto e se posicionar a favor da suspeição de Sergio Moro. A decretação de parcialidade do ex-juiz no caso Lula foi mais uma vitória para o petista. Segundo auxiliares do presidente, Bolsonaro não concordava com a postura de ‘sentão’ de Pujol, de não mostrar publicamente insatisfações alinhadas às do Palácio do Planalto.”

Pujol deixou o cargo na terça (30), junto com os comandantes da Força Aérea e Marinha. Os três saíram na esteira da demissão do ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que foi substituído por um general mais alinhado ao bolsonarismo, Walter Braga Netto.

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