CAPITALISMO OCIDENTAL E DARWINISMO SOCIAL.

Muitos de nós já estudamos a famosa teoria da “seleção natural” de Charles Robert Darwin, naturalista inglês que viveu entre os anos de 1809 e 1882. Para elaborar a sua teoria, o conhecido pesquisador teve que se deslocar a diversos lugares do planeta para observar as diferenças físicas entre os animais de uma mesma espécie.  Mas para fazer valer os seus profícuos estudos, ele teve que contrariar a doutrina defendida pela Igreja Católica na época, a de que Deus criara diferentes espécies segundo a sua vontade. Avaliou ele: … a diferença das espécies não ocorreu por causa da vontade divina, e sim, por causa da adaptação das espécies às mudanças na natureza !

 

Darwin, após muitos anos de estudos e observações, chegou à conclusão de que o fator responsável pelas diferenças físicas entre seres de uma mesma espécie podia ser atribuído ao meio-ambiente.  Assim, contrariando os argumentos dogmáticos até então defendidos pela Igreja, Charles Darwin postulou a sua teoria afirmando que o meio-ambiente era o fator responsável pela seleção natural das espécies.  Afirmou ele, que os animais mais aptos ao meio-ambiente reproduziriam e perpetuariam a sua espécie, enquanto que os animais menos aptos tenderiam a desaparecer do meio-ambiente.

 

Aproveitando a belíssima teoria da “seleção natural”, o pesquisador norte-americano Herbert Spencer, contemporâneo de Charles Darwin, elaborou uma outra teoria muito semelhante à da “Seleção Natural”, que a denominou de “Darwinismo Social”.  Mas o que seria essa teoria denominada “Darwinismo Social” ?

 

Para Herbert Spencer, o meio social, seria o grande responsável pela seleção dos seres humanos que vivem em sociedade. Assim como o meio ambiente seleciona as espécies, da mesma forma a sociedade seleciona os seres humanos mais aptos para prosperarem nela.  Para ele, os seres humanos menos aptos à sociedade capitalista seriam excluídos do meio social, e de modo contrário, os seres humanos mais aptos a viverem no meio social do trabalho seriam considerados superiores, e consequentemente, tirariam maior proveito dos benefícios que a sociedade capitalista oferece aos seus integrantes.  Assim, os ricos seriam superiores e mais aptos à sociedade capitalista, enquanto os pobres seriam considerados inferiores e menos aptos.  Os ricos viveriam mais e em melhores condições as suas vidas, enquanto que os pobres viveriam em péssimas condições sociais e menos anos de vida.  Os ricos desfrutariam de melhor qualidade de vida, enquanto que os pobres sofreriam as amarguras da miséria.  Os ricos teriam filhos saudáveis e bem alimentados, enquanto que os pobres teriam filhos mal alimentados que muito provavelmente morreriam antes mesmo do primeiro ano de vida. Os pobres tenderiam a desaparecer muito antes dos ricos.  Em síntese, de acordo com a teoria de Herbert Spencer, denominada “social darwinismo”, os seres humanos ricos seriam fortes e reproduziriam descendentes férteis, enquanto os pobres seriam aos poucos eliminados devido à sua não adptabilidade ao meio social.  Em consequência, os pobres tenderiam a desaparecer.

 

Essa é a cruel sociedade capitalista, onde o meio social liberal seleciona os seres de acordo com as suas capacidades individuais a serviço do Capital. A nós, principalmente do Ocidente, que resolvemos adotar o Capitalismo como sistema econômico, não nos resta outra alternativa a não ser a busca desesperada pela qualificação atualizada ou pelo aperfeiçoamento constante.

 

Nesta sociedade capitalista ocidental altamente competitiva e excludente, apenas os mais fortes e os privilegiados nascidos em berços de ouro sobreviverão com dignidade.

 

Os fracos, …. ficarão para trás !

 

LUIZ GUILHERME MENEZES LOPES

Militar da reserva remunerada do Exército Brasileiro, historiador e adesguiano/SC.

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