Com vacinação, Bolsonaro perde e Doria ganha popularidade nas redes

Ainda, a avaliação de ministros e auxiliares é que o governo Bolsonaro perderá ainda mais popularidade até a metade do ano

Reprodução Relatório Tracking IPD

Jornal GGN – O início da vacinação pelo governo de São Paulo e a aprovação da Anvisa das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca, neste domingo (07), aumentou a aprovação ao governador João Doria (PSDB) e diminuiu a popularidade de Jair Bolsonaro.

É o que mostra o Índice de Popularidade Digital (IPD), feito pela consultoria Quaest, que trouxe a pior pontuação ao presidente do Brasil do mês de janeiro neste final de semana. O IPD avalia a popularidade de políticos nas redes sociais Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Wikipedia e Google.

No dia que o governador de São Paulo iniciou a vacinação no estado, momentos depois da aprovação da Anvisa, saindo em fotos com uma enfermeira negra, a primeira que recebeu o imunizante em São Paulo, Doria ganhou 12,26 pontos em comparação ao início do mês.

Já Bolsonaro, que foi contrário à vacinação, criticou a vacina chinesa Coronavac e depois autorizou o imunizante no Plano Nacional, mesmo mantendo os ataques à vacina, perdeu 3,5 pontos desde o início do mês.

No dia 1º de janeiro, Bolsonaro tinha 83,23 e Doria de 22,80. Neste domingo (17), Bolsonaro caiu para 79,71 e Doria subiu para 35,06 pontos.

Ainda assim, Jair Bolsonaro segue como o primeiro da lista de nove políticos de maior influência nas redes sociais, que inclui Luciano Huck, Lula, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, Flávio Dino, Alessandro Molon, Sérgio Moro e Marina Silva:

Deve piorar

A análise interna do próprio governo Bolsonaro é ainda mais pessimista. Segundo coluna de Monica Bergamo, a avaliação de ministros e auxiliares é que o governo perderá ainda mais popularidade até a metade do ano.

As razões, além do próprio enfrentamente à pandemia, incluem o fim do auxílio emergencial e a falta de credibilidade e atenção de Jair Bolsonaro com a vacina contra a Covid-19.

A demora do governo em negociar a aquisição do imunizante, junto a laboratórios estrangeiros, a falta de estímulo e valorização -até então- ao Instituto Butantan com a produção da Coronavac, as críticas à vacina chinesa e os diversos problemas de logísticas enfrentados pelo governo devem piorar ainda mais a imagem do mandatário.

 

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