Coronavírus: Bolsonaro tenta se blindar politicamente contra pandemia

Presidente pretende usar o inevitável efeito econômico do isolamento social como artifício durante a disputa eleitoral de 2022

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro já visa as eleições de 2022 e tem procurado aumentar sua blindagem política. O objetivo é evitar que os efeitos da pandemia do coronavírus sejam usados contra ele.

Em um primeiro momento, o plano do presidente é defender que o coronavírus é uma adversidade pequena, que não justifica a adoção de medidas restritivas que venham a aumentar o desemprego no país.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a ideia é que o presidente explore na corrida eleitoral que sua retórica era a mais acertada desde o começo, mesmo contrariando as recomendações das autoridades de saúde – o que também significa uma antecipação dos efeitos econômicos, que são praticamente inevitáveis.

A intenção de Bolsonaro ficou clara na última sexta-feira quando ele ressaltou, diante de apoiadores em Brasília, que vai chegar o momento em que as pessoas dirão “Bolsonaro tem razão”. Desta forma, o presidente não pretende permitir que a pandemia influencie seu capital político e, assim, seu governo não seja associado a uma crise econômica – fator que costuma ser decisivo durante a disputa presidencial.

 

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7 comentários

  1. Este demente não sabe se existe vida na saída do seu banheiro e nos induzido a pensar num SOMARO (ASNO) estrategista e raposa política. A força dele é a imbecilidade das “zelites” e a nossa brutal passividade criada com esmero na escravidão e continuada em seguida.

  2. Bolsonaro tem razão:
    – é só uma gripezinha
    – 200 reais dá para viver
    – patrão pode demitir à vontade
    – cloroquina é a salvação
    – basta um domingo de jejum
    – a oração de joelhos nas ruas é um expulsa vírus
    – o vírus já está indo embora
    – brasileiro já pula esgoto mesmo…ele aguenta um governo de m….

  3. Por mais que o sujeito fale isso ou aquilo ele não tem como negar que,pelo menos até quinta-feira da semana passada a posição de seu governo, passada pelo seu ministro da saúde, era essa que está sendo aplicada.
    Agora, apesar de ter outro ministro, até agora nenhuma alteração.
    Assim,ele pode até dizer que essa não era a sua orientação, mas terá que assumir que não mandava nada.

  4. Não participando de nenhuma ação concreta e positiva (a história de sua vida), nem para a Saúde nem para a Economia, o “messias” declara que “ELE” não tem dinheiro para tudo isso!
    Ora, quem tem dinheiro é o Estado, suprido pelos impostos dos contribuintes.
    Não é ele nem seu desgoverno.
    Como sempre, não passa de um tagarela presepeiro de botequim.
    Dos piores.

  5. O governo não será associado à crise econômica decorrente da pandemia. A crise econômica será debitada na conta dos governadores, que não ganharão crédito por evitar a morte descontrolada de pessoas do grupo de risco.

    As pessoas esquecem mais facilmente a perda de um ente querido do que a perda de patrimônio.

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