Coronavírus, uma 3ª Guerra Mundial que mudará as estratégias de Defesa nacional

"Será um teste para a economia global, com desdobramentos para as gerações vindouras", diz trecho de documento do Centro de Estudos Estratégicos do Estado-Maior

Contingente de médicos militares de Wuhan, China, convocados para fazer frente a epidemia do coronavírus

Jornal GGN – “Essa é a nossa 3ª Guerra Mundial”, disse um general ao repórter Marcelo Godoy, em sua coluna desta semana, ao explicar que o novo coronavírus irá modificar não somente toda a cadeia logística dos países do mundo, como também provocará uma revisão das políticas industriais e atuações militares, desta vez focalizados na produção de insumos e equipamentos médicos, que passam a ser considerados mecanismos de defesa nacional.

De acordo com Godoy, esta análise foi além do setor de defesa nuclear, química e biológica do Exército, como também estão sendo tratados nos setores de inteligência, como o Centro de Estudos Estratégicos do Estado-Maior (CEEEx) e o Observatório da Praia Vermelha. Trata-se de uma nova fase da economia mundial.

No tal documento (disponibilizamos abaixo), o alto órgão estratégico do Estado-Maior do Exército fala em isolamento horizontal antes de estratégias para retomar a economia e que a atual crise do coronavírus “será um teste para a economia global, com desdobramentos para as gerações vindouras”.

Crise COVID-19 - estratégias de transição para a normalidade

“A pandemia da Covid-19 apresenta-se como um enorme desafio ao sistema internacional, com destacados desdobramentos para a higidez de uma economia mundial caracterizada pela interdependência. O ineditismo da situação tem levado à aplicação de medidas centradas no confinamento ou isolamento social, na busca de evitar o colapso dos sistemas de saúde, face a uma eventual sobrecarga da demanda por atendimento em um curto prazo e, por consequência, resguardar vidas humanas”, traz trecho do documento.

O jornalista Marcelo Godoy lembra o que fizeram os jovens turcos nos anos 1920, que lutaram contra a desindustrialização, com estratégias industriais na defesa. “Quem vai aceitar ficar nas mãos da produção chinesa ou americana para enfrentar uma nova ameaça?”, questionou.

Mas diferente de outras situações anteriores, seja em guerras convencionais ou guerras químicas nucleares, sabe-se “onde está a linha de contato com o inimigo”. A opinião é do general Octavio Costa, em reportagem de agosto de 2012 ao Estadão.

Reprodução Arquivo O Estado de S.Paulo

Agora, o vírus é inimigo invisível. E “a corrida por EPIs e respiradores será causa de conflito político ou, ao contrário, é o conflito político entre os blocos e países que vai motivar a corrida pelos equipamentos?”, pontua o jornalista, que analisa que a segurança nacional sofrerá modificada por completo com o coronavírus.

 

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