Dados de Bolsonaro e ministros do STF estão à venda na internet

Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), David Alcolumbre (DEM-AP) e os 11 ministros do STF encontram-se na lista

Foto: Mika Baumeister/Unsplash

Jornal GGN – Dados das maiores autoridades do país estão à venda na internet. Após o megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros na semana passada, um hacker está oferecendo informações de nomes como o presidente Jair Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reportagem do Estadão contatou a empresa de segurança Syhunt, que analisou os arquivos disponibilizados pelo hacker na internet. Um deles é um “catálogo” de informações que poderiam ser disponibilizadas ao comprador. É possível buscar pessoas pelo nome completo ou CPF e os pacotes custam a partir de US$ 500.

Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), David Alcolumbre (DEM-AP) e os 11 ministros do STF encontram-se na lista. Segundo o jornal, o hacker oferece 37 tipos de categorias de dados: contendo e-mail, telefone, endereço, ocupação, score de crédito, registro geral, título de eleitor, estado civil, poder aquisitivo, devedores, domicílios, salários, óbitos, vínculos, dados da Receita Federal, fotos pessoais, etc.

“Entre as 37 categorias, Bolsonaro aparece com dados em 20, Maia, em 15, e Alcolumbre, 16. Entre os ministros do STF, Ricardo Lewandowski é o mais afetado, com dados em 26 categorias. O presidente da corte, Luiz Fux, tem dados ofertados em 23 categorias. Todos outros também têm dados em mais de 20 categorias”, informa o jornal.

Até agora, os dados que já foram disponibilizados livremente na internet pelos hackers são a categoria “básico simples”, que inclui CPF, nome completo, sexo, gênero e data de nascimento.

Desde o dia 11 de janeiro, os hackers disponibilizaram dados aleatórios de cerca de 40 mil brasileiros, o que foi desativado na semana passada. Mas a publicação que anuncia a venda para os dados desses brasileiros e das autoridades continua no ar.

Na semana passada, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) instaurou um procedimento de investigação para “avaliar a materialidade e autoria” do vazamento. Na quinta (28), o Procon-SP também solicitou investigações.

 

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