Defesa de lockdown por militar teria sido causa da demissão de Azevedo e Silva

O general Braga Netto, da Casa Civil, é o mais cotado, no momento, para assumir o Ministério da Defesa. O general Ramos, da Secretaria de Governo, pode ir para a Casa Civil

(FOTO: MARCOS CORRÊA/PR)

Jornal GGN – Jair Bolsonaro teria pedido a demissão de Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa por causa de uma entrevista em que um subordinado do general teria defendido medidas de isolamento na pandemia que contrariam a posição negacionista do presidente. É o que afirma o Estadão do final da tarde desta segunda (29).

De acordo com a publicação, Bolsonaro ficou irritado com a entrevista do general Paulo Sérgio, responsável pela área de Saúde do Exército, ao jornal Correio Braziliense, em que ele fala de uma terceira onda de Covid-19 e recomenda lockdown.

Nesta segunda (29), Azevedo e Silva, que foi assessor de Dias Toffoli na presidência do STF, divulgou uma carta de demissão, alegando que sai com sensação de missão “cumprida” e de preservação das Forças Armadas enquanto instituição do Estado.

O general Braga Netto, da Casa Civil, é o mais cotado, no momento, para assumir o Ministério da Defesa. O general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, pode ir para a Casa Civil.

Com a dança das cadeiras, Bolsonaro poderia abrir espaço para acomodar nomes mais alinhados ao Centrão, que ficou descontente ao perder a queda de braço na escolha do substituto de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.

Nesta segunda (29), Bolsonaro também pediu a cabeça de Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores, mas deverá colocar em seu lugar um nome alinhado ao olavismo.

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