Datafolha consegue novo fator sul para Serra

A governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius sequer mencionou o nome do candidato José Serra no lançamento de sua candidatura à reeleição. Mesmo assim, segundo o Datafolha, Serra cresceu novamente 12 pontos no sul – saltou de 38% para 50% dos votos. O que lhe assegurou novo empate com Dilma Rouseef. Nas pesquisas do Datafolha.

Da Folha

PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Empate entre Serra e Dilma permanece, diz Datafolha

Após mês de intensa exposição do tucano na TV, ele tem 39% e ela, 38%

Quadro fica estável em relação a maio, quando ambos detinham 37%; Marina Silva tem 10%; 2º turno está empatado

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Depois das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência e às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país. O tucano tem agora 39%, contra 38% de Dilma.

Marina Silva (PV) aparece com 10%. Entre os 2.658 entrevistados, 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não saber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O quadro mostra pouca variação em relação a 20 e 21 de maio, quando Serra e Dilma tinham 37% e Marina, 12%. Em junho, Serra concentrou aparições em programas de TV de 10 minutos do PSDB, do PTB e do PPS, partidos que o apoiam. Também teve alta exposição em propagandas curtas de rádio e TV dessas legendas.

Em maio, o levantamento foi produzido após Dilma Rousseff também estrelar propagandas do PT. Em maio, 29% diziam ter visto algum comercial do tucano nos 30 dias anteriores.

Agora, 50% responderam “sim” à mesma pergunta. Já em relação a Dilma, em maio 37% diziam ter lembrança de comerciais da petista nos 30 dias anteriores à pesquisa. Agora, o percentual é próximo: 34%. O PT usou vários horários regionais de sua propaganda partidária para manter Dilma em evidência em junho.

ESPONTÂNEA

Um resultado da maior exposição de Serra em junho fica evidente no levantamento espontâneo, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem ver uma lista de nomes. Há um mês, o tucano tinha 14% na pesquisa espontânea. Subiu agora para 19%. Dilma estava com19%e foi a 22%.

Marina manteve 3%. Nesse quesito, Dilma tem ainda potencialmente a seu favor os 5% que não sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se reeleger e declaram voto nele.

Há também 4% inclinados a votar em quem Lula indicar e 1% no “candidato do PT”. Serra manteve a maior rejeição, com 24% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, mas a taxa teve leve queda: era de 27% em maio.

Dilma se manteve com 20% de rejeição.Marina tem14%, mesmo índice anterior. No cenário em que são incluídos os candidatos “nanicos”, o empate se mantém: Serra tem 39% e Dilma, 37%.

Marina vai a 9%. Apesar do empate, Dilma lidera quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória. Para 43%, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra. Houve também estabilidade do cenário de eventual segundo turno. Serra aparece com 47% e Dilma com 45%. Em maio, o tucano registrou 45% contra 46% da petista.

Dilma continua tendo suas melhores taxas no Nordeste, onde subiu de 44% para 47%, e Norte/Centro-Oeste, onde foi de 40% para 42%. Já Serra está melhor no Sul, onde sua intenção de voto subiu de 38% para 50%, e no Sudeste, onde tem 43%, contra 40% de maio. 

Por JBCosta

Nassif,

A coisa está virando galhofa. A nova pesquisa datafolha que será publicada amanhã na FSP já apresentará Serra em empate técnico com Dilma, com o primeiro dois pontos acima da segunda, informação repassada pelo Radar online do Lauro Jardim.

A justificativa foi a exposição continuada do Serra na TV que se sobrepôs ao imbroglio do vice e as parlapatices do mesmo nos últimos dias.

Nem sob tortura eu reconheço a validade dessa pesquisa. Nem sob tortura, repito.

São coincidências demais açulando o nosso “desconfiômetro”. Pelo amor de Deus! Alguém está está nos fazendo de idiotas nessa história de pesquisa. Como explicar um reviravolta dessas envolvendo quase dez milhões de votos em tão curto período e sem fatores realmente supervenientes que o justifiquem?

Somente as inserções da propaganda de Serra teriam esse condão?

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