Os informantes de Serra na PF

Aí José Serra começa a falar sem parar no tráfico da Bolívia. Alguns dias depois, pimba!, baita coincidência e a revista Veja dá matéria sobre batida da Polícia Federal na fronteira com a Bolívia, pegando carregamento de alguma droga.

Três dias atrás, Serra passa a falar do aparelhamento do DNIT. Fala, fala e hoje, pimba!, o Globo traz matéria sobre  operação da Polícia Federal que prendeu funcionários do DNIT no Ceará.

É óbvio que existe uma conexão direta do Serra com quadros da PF visando explorar politicamente operações em andamento.

É tudo tão óbvio e tão inócuo que causa espécie.

Do G1

Funcionários do Dnit do Ceará são presos durante operação da PF

Operação Mão Dupla investiga fraudes em execução de obras no Ceará.
CGU já detectou um prejuízo de R$ 5 milhões aos cofres da União.

Do G1, em Brasília

A Polícia Federal realizou até a madrugada desta sexta-feira (6) a Operação Mão Dupla, que investiga fraudes em execução de obras no Ceará. A operação da PF foi em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU).  De acordo com reportagem publicada pelo jornal “O Globo” nesta sexta-feira, o superintendente do Depatamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Guedes Ceará, e um dos diretores da empresa Delta Construções, de Belém (PA),  Aluízio Alves de Souza, foram presos.

A ação policial cumpriu 52 mandados de busca e apreensão, 26 mandados de prisão temporária, um mandado de prisão preventiva, o afastamento cautelar de oito servidores públicos e o sequestro de bens imóveis em Fortaleza e no interior do estado. Participaram da operação cerca de 200 policiais federais e 32 servidores da CGU.

Segundo a Polícia Federal, as investigações iniciaram no primeiro semestre de 2009 e constataram a existência de um esquema criminoso voltado à prática de fraudes em procedimentos licitatórios, superfaturamento, desvio de verbas públicas e pagamentos indevidos em obras de infraestrutura rodoviária realizadas pelo Dnit do Ceará.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, prevaricação, peculato, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, além de crimes previstos na lei de licitações.

Até o momento, a fiscalização da CGU já detectou um prejuízo de R$ 5 milhões aos cofres da União, fora o risco social decorrente da execução de obras de infraestrutura rodoviária sem as devidas especificações técnicas.

Além do Ceará, foram realizadas buscas nos estados de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Pará e Amazonas.
 

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