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Serra e o choque de gestão em Minas

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Demagogo! Por que não aplicou em São Paulo? No ano passado, fui jurado em um Prêmio de Qualidade em São Paulo. Na premiação, não havia governador, vice-governador ou qualquer representante seu. Era o mais importante prêmio de gestão do Estado. E nada do governador.

Criou uma Secretário de Gestão em São Paulo, entregou-a ao deputado Sidney Beraldo, parlamentar sério, e não lhe deu nenhuma ferramenta, não permitiu um trabalho inter-secretarias. Gestão é trabalho horizontal. Caberia à Secretaria definir regras a serem adotadas nas demais. Nada foi feito. 

Empresários ligados a Serra, como Paulo Cunha, do grupo Ultra, bancaram do próprio bolso projetos de gestão no estado. Indague deles o resultado. Serra jamais se importou com qualquer projeto, jamais deu força a qualquer planejamento.

Dispondo dos melhores quadros de tecnologia do país, na Unicamp e na Fapesp, loteou a Agência de Desenvolvimento para o ex-governador Geraldo Alckmin – na tentativa de impedir que se bandeasse para Aécio, depois de tê-lo escorraçado nas eleições para prefeito. Matou qualquer programa de gestão, de inovação. Dizia que não precisava de programas de gestão porque sabia “fazer e acontecer”.

Montei certa vez um Seminário Sobre Gestão Pública. Era constrangedor o que se fazia em São Paulo, comparativamente aos projetos de Minas e do Espírito Santos e às tentativas do Rio de Janeiro.

E agora vem com esse trololó. Pensa que engana a quem? O movimento pela qualidade, certamente não.

José Serra defende implantação de modelo do Choque de Gestão mineiro em âmbito federal

Candidato acredita que modelo mineiro será fundamental

para melhorar a gestão de recursos públicos no País

O candidato a presidente, o ex-governador José Serra, afirmou que o Choque de Gestão implantado em Minas Gerais no Governo Aécio Neves poderá ser adotado no âmbito federal. José Serra acredita que o modelo de política administrativa, que reduziu déficits financeiros e promoveu a retomada do crescimento da economia do Estado, é fundamental para melhorar a gestão federal e a qualidade dos serviços públicos em todo o país, garantindo novos avanços nas políticas sociais.

“Precisamos melhorar muito a gestão no âmbito federal. Em Minas, o lema era gastar menos com a máquina e mais com a população. Este é um resumo do que representa uma gestão eficiente, do que vamos implantar no Brasil. Isso vai melhorar muito a produtividade e o rendimento de cada Real que se gasta em nosso país, permitindo ampliar e melhorar os serviços que são fundamentais na área da saúde, segurança, educação, inclusive no ensino profissionalizante, e na infraestrutura”, afirmou.

José Serra ressaltou que o Choque de Gestão foi responsável por importantes avanços na economia de Minas, que resultaram na melhor aplicação dos recursos do Governo do Estado. Este projeto, se implantado em âmbito federal, permitirá o aumento de investimentos em áreas essenciais.

“No caso de Minas, a questão das estradas é central. As estradas federais aqui não têm sido bem mantidas, não tem sido feito aquilo que Minas precisa, que o desenvolvimento do Brasil merece. Temos que melhorar o conjunto da gestão federal para poder avançar em todas essas áreas”, afirmou José Serra.

Retomada dos investimentos

Adotado em 2003, o Choque de Gestão foi um conjunto de medidas administrativas implantado pelo Governo Aécio Neves para alcançar o equilíbrio financeiro e retomar os investimentos no Estado. Coordenada pelo governador Antonio Anastasia, à época secretário de Estado de Planejamento e Gestão, a política administrativa foi iniciada com a redução do número de secretarias e dos salários do governador e a diminuição de gastos de custeio desnecessários em vários setores.

Em menos de dois anos, as medidas adotadas zeraram o déficit orçamentário do Estado de R$ 2,4 bilhões anuais e possibilitaram um ciclo de crescimento nunca antes visto na história do Estado. Com as contas em ordem, o Governo de Minas passou a planejar efetivamente todas as suas ações de governo. Em 2009, o governo do Estado teve condições de aplicar R$ 10 bilhões em investimentos em áreas essenciais, como Saúde, educação, saneamento básico, segurança, entre outras.

Reconhecimento internacional

O equilíbrio financeiro também permitiu a Minas Gerais retomar negociações com organismos internacionais de fomento e obter financiamentos para investir em áreas prioritárias de governo como infraestrutura viária e combate à pobreza.

Em abril de 2007, o então governador Aécio Neves foi convidado a apresentar, em Washington, o modelo de gestão implantado em Minas Gerais para dirigentes e técnicos do Banco Mundial (Bird) de todo o mundo, durante a Conferência de Gestão Econômica e Redução da Pobreza do Banco Mundial (World PREM Conference). Em julho deste ano, durante visita do governador Antonio Anastasia ao Bird, o Governo de Minas foi convidado a colaborar com o projeto de cooperação que o Bird pretende firmar com o Governo do México ainda este ano. O modelo de gestão de Minas foi escolhido como referência para essa parceria.

Estado para Resultados

A partir dos avanços obtidos com o Choque de Gestão, o Governo de Minas implantou um novo modelo administrativo “Estado para resultados” que passou a organizar suas ações por áreas, garantindo à população serviços públicos de alta qualidade com menores custos. Em cada área, foram estipuladas metas e firmados acordos de resultados com secretarias e órgãos estaduais estabelecendo vantagens para os servidores que alcançarem os objetivos. Atualmente, todos os 250 mil servidores estaduais recebem prêmio por produtividade com resultados satisfatórios em todas as ações de governo. 

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