TSE desmente Fake News de Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

O Tribunal desmentiu a informação falsa de que a apuração das urnas eletrônicas é feita "por meia dúzia de pessoas, de forma secreta, em uma sala no TSE"

Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação falsa divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, de que a apuração das urnas eletrônicas é feita “por meia dúzia de pessoas, de forma secreta, em uma sala no TSE”.

“Utilizado há mais de 25 anos, sem nenhuma comprovação de fraude, o sistema de voto eletrônico adotado no Brasil pode ser auditado antes, durante e após a eleição”, informou. A instituição esclareceu que a contagem de votos é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação.

Também ressaltou que há uma comprovação em papel dos resultados dos votos, com o Boletim de Urna (BU), que a urna imprime em 5 vias, onde contém a quantidade de votos registrados naquela urna para cada um dos candidatos, partidos, votos nulos e brancos.

Um dos boletins de urna é colocado no local de votação, de forma pública, visível a todos. Outras vias do BU são entregues a fiscais dos partidos políticos e quem solicitar a auditoria.

Assim, a contagem dos votos é feita pela própria urna eletrônica, com uma rede de transmissão de dados criptografados, e não como disse o mandatário, por “meia dúzia de pessoas”. A soma de cada um dos resultados das urnas eletrônicas espalhadas por todo o Brasil também é feita por um “supercomputador localizado fisicamente no tribunal”.

Quando verificado e auditado, seja por qualquer cidadão, partidos políticos, candidatos, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), “o resultado final divulgado pelo TSE sempre correspondeu à soma dos votos de cada um dos boletins de urna impressos em cada seção eleitoral do país”. Há, ainda, um teste público de segurança que pode ser acompanhado pelos cidadãos no dia da votação.

“Portanto, o resultado definitivo de cada urna sai impresso e é tornado público após a votação, e ele pode ser facilmente confrontado, por qualquer eleitor, com os dados divulgados pelo TSE na internet, após a conclusão da totalização. Os partidos e outras entidades fiscalizadoras também podem solicitar todos os arquivos das urnas eletrônicas e do banco de dados da totalização para verificação posterior”, acrescentou o TSE.

Ainda, hoje atacado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, o sistema de voto eletrônico adotado no Brasil há mais de 25 anos foi desenvolvido pelos militares nos anos 90.

Conforme divulgou coluna de Monica Bergamo, o grupo que criou o protótipo da urna era formado por três engenheiros do Exército, Aeronáutica e Marinha do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um engenheiro do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).

“A proposta de contagem de votos impressos manualmente pelos próprios mesários, em substituição à apuração automática pela urna eletrônica, não criaria um mecanismo de auditoria adicional, mas representaria a volta ao antigo modelo de voto em papel, marcado por diversas fraudes na história brasileira”, conclui, em nota, o TSE.

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2 comentários

  1. Que coisa feia, Nassif, publicar release da Empresa Brasileira de Eleicoes SA.

    “Utilizado há mais de 25 anos, sem nenhuma comprovação de fraude, o sistema de voto eletrônico adotado no Brasil pode ser auditado antes, durante e após a eleição”, informou. A instituição esclareceu que a contagem de votos é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação.

    Claro que nao ha comprovacao! O conflito de interesses da empresa fabricante de urnas e organizacao de eleicoes nao permite que ela produza prova contra si propria!

    A Diebold, que comprou a Procomp e foi vender as urnas brasileiras nos EUA nunca teve reclamacao de fraude aqui. Quando chegou la teve que cair fora do negocio para nao quebrar de tanta denuncia que teve!

    Qual a diferenca? Nos EUA nao tem justica eleitoral, entao la eles nao estavam protegidos pela justica.

  2. O que Ohio nao tem que Alagoas tem? Tribunal Eleitoral!

    A mesma empresa americana Diebold que fabricava as urnas aqui e nos EUA foi processada aqui e la. Aqui ela foi contratada pelo TSE, la ela vendia o produto para os condados. La ela foi condenada pelas falhas e caiu fora do negocio. Aqui o TSE segue publicando releases mentirosos.

    Existem muitas diferenças, principalmente culturais e estruturais, relativas aos problemas encontrados nas urnas-e nos dois estados. Delas, destacamos:

    Administração do Processo Eleitoral – a quem cabe comprar, preparar e distribuir as urnas eletrônicas
    Ohio – por entidades eleitorais próprias do executivo municipal
    Alagoas – pela Justiça Eleitoral

    Regulamentação do Processo Eleitoral – a quem cabe a supervisão do processo e definição das regras para fiscalizaçao
    Ohio – pelo Secretário de Estado (executivo estadual)
    Alagoas – pela Justiça Eleitoral

    Poder Judiciário no Processo Eleitoral – a quem cabe decidir o contencioso, incluive aqueles contra o administrador
    Ohio – pela Justiça Comum
    Alagoas – pela Justiça Eleitoral, inclusive nos casos em que é a ré no papel de administradora

    Denunciadas as incongruências nos dados de controles das urnas-e
    Ohio – o administrador estadual abriu uma sindicância
    Alagoas – a Justiça/Administração Eleitoral negou a ocorrência de problemas na apuraçao dos votos e decretou que se deve desconsiderar a quantidade de votos registrados nos arquivos de log !!!

    Perícia Técnica sobre as Urnas-e
    Ohio – o administrador estadual bancou a perícia que já se concluiu
    Alagoas – a Justiça/Administração Eleitoral cobrou R$ 2 milhões do candidato denunciante para poder iniciar uma perícia e depois multou-o por não aceitar pagar
    É evidente que a principal diferença entre o processo eleitoral nos Estados de Ohio e de Alagoas é a surpreendente concentração de poderes que existe no caso brasileiro que resulta no imobilismo, no autoritarismo e na falta de transparência eleitoral.

    5.3 O Resultado Final em Alagoas e Ohio

    Afetados pela concentração de poderes eleitorais no Brasil, resultam bastante diferentes os caminhos trilhados pelo processo sobre as urnas eletrônicas de Ohio e de Alagoas.

    Resultado da Sindicância/Perícia
    Ohio – perícia concluiu pelo mau funcionamento das urnas-e Diebold que em alguns casos provocava a perda parcial de votos
    Alagoas – perícia não foi realizada, o denunciante foi condenado por litigância de má fé e o caso foi arquivado!!!

    Consequências do Processo
    Ohio – O Estado acionou a Diebold, fabricante das urnas, na Justiça Comum e a Diebold já reconheceu publicamente a existência de erros de programação em seus equipamentos;
    Alagoas – Justiça/Administração Eleitoral comprou 6 mil novas urnas da Diebold para substituir as usadas em 2006

    CURIOSIDADE
    As 6 mil novas urnas compradas para substituir as usadas em 2006 custaram, para a Justiça/Administração Eleitoral, quase 3 vezes mais que o custo da perícia qua ela não aceitou pagar por conta própria !!!
    Em outras palavras, eles preferem gastar o triplo para evitar uma perícia que possa revelar falhas em suas urnas eletrônicas.

    http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/alagoas1.htm#4o

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