Em troca de acusações por vacina, Doria diz esperar que Bolsonaro siga exemplo de sua mãe

O presidente acusou governo de São Paulo de adulterar carteira de vacinação de sua mãe por CoronaVac, ao invés de AstraZeneca

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro acusou o governo de São Paulo de ter “adulterado” o cartão de vacinação de sua mãe, que tomou a vacina contra a Covid-19 na cidade de Eldorado, no interior paulista. Segundo o mandatário brasileiro, o governo fraudou o nome da vacina, registrando em sua carteira que ela tomou a CoronaVac, ao invés da AstraZeneca.

Em resposta, nesta sexta (19), o governador João Doria (PSDB) disse “esperar” que o mandatário “siga o exemplo da mãe e tome vacina, seja ela qual for”, e disse ser “um absurdo” a “colocação” do presidente e que, independentemente da vacina que a mãe de Bolsonaro tomou, o “importante” é que ela tenha tomado.

“Considero um absurdo uma colocação como essa. Tivemos essa notícia não pelo sistema de saúde, mas pela imprensa. Não estamos preocupados se as pessoas estão tomando vacinas do Butantan ou da Astrazeneca. Não estamos preocupados se familiares do presidente tomam essa ou aquela vacina”, disse.

“Importante é que todos tomem vacinas. Isso nos preocupa: que todos tenham acesso às vacinas”, continuou, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, hoje.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunização de São Paulo, Regiane de Paula, também comentou sobre o assunto e disse que não tem como confirmar ou desmentir a denúncia de Jair Bolsonaro, porque os dados da vacina estão protegidos pela lei.

Segundo ela, o governo soube do caso “via imprensa” e não há “nada formalizado pelo município”. “O que importa é que é uma senhora de 93 anos, independente de ser mãe do presidente, foi vacinada”, disse.

“Com qual vacina? Só posso informar que, de 2.641 vacinas encaminhadas para Eldorado, 80 eram Astrazenca. E o restante do Butantan. O importante é que uma senhora de 93 anos foi vacinada”, continuou a representante de Doria no sistema de imunização.

Ao longo da entrevista coletiva, como já de praxe, Doria criticou duramente Jair Bolsonaro e disse ser “totalmente desnecessária essa polêmica”.

“O importante é que a mãe dele foi vacinada, como todas pessoas acima de 85 anos estão sendo vacinadas. As vacinas são boas. Temos que vacinar. Essa devia ser a preocupação do presidente”, insistiu.

“Não recomendar cloroquina, recomendar aglomerações, intimidar quem usa máscara chamando de maricas ou intimidar pessoas com mais de 60 anos, que ficam em casa, chamando de covardes. Espero que ele siga exemplo da mãe e tome vacina, seja ela qual for”, concluiu.

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