Ernesto Araújo pede afastamento do Itamaraty

Ex-ministro ficará um ano sem trabalhar e sem receber; existe a suspeita de que período será usado para fomentar candidatura nas eleições de 2022

Ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo ficará afastado por um ano do cargo de diplomata, segundo boletim oficial do Itamaraty.

Araújo terá “licença para tratar de interesses particulares”, e não receberá salário durante o período afastado. O ex-chanceler não trabalhou desde que deixou o comando do Itamaraty: chegou a ser colocado em um departamento administrativo, mas pediu e obteve uma licença de três meses, encerrada em 31 de agosto.

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Em coluna publicada no portal UOL, o jornalista Jamil Chade afirma que existe a suspeita entre os diplomatas de que o ex-chanceler usará o período de afastamento para articular uma candidatura para disputar as eleições de 2022.

Inclusive, seu afastamento foi recebido com ironia, com funcionários questionando a razão de tal licença uma vez que Araújo se ocupa de “interesses particulares” há anos.

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