Está na hora de Dilma lembrar dos ensinamentos de Brizola

Por Pisquila Wine

Escrevo este post enquanto a Globo vai satisfeita, comemorando a sua vitória do dia. Talvez de Pirro, a depender da nossa presidente (mais para frente falo disso). No entanto, não há o que contestar que houve vitória da Globo no seu intento de manipular as massas nas manifestações de hoje.

Ironia das ironias, nas Diretas Já a Globo escondia manifestantes, hoje inflou manifestantes em toda parte da manhã, para insuflar os paulistas a sairem de casa na parte da tarde. Até um jogo de futebol mudou de horário para nada competir com a manifestação anti-Dilma paulista. Esse era o objetivo, a cereja do bolo era São Paulo.

A bem da verdade, na manhã de hoje, manifestações relevantes só vi mesmo em BH e em Brasília. Não com as quantidades propaladas na telinha, mas o suficiente para serem consideradas realmente como manifestações importantes.

Já morei em BH, Brasília e hoje moro no Rio e se tem uma coisa que já participei foi de passeatas e movimentos contestatórios, por isso tenho uma avaliação razoável de público manifestante, inclusive aprendida também com um professor de sociologia da FAFICH/UFMG, que era craque nisso.

No Rio, concordo com o Rodrigo Vianna, que foi muito abaixo do que esperavam. Eu estimei entre 8 a 10 mil pessoas, era o máximo. Ele disse que tinha 5.000, sou mais condescedente. Porém, independente de qualquer coisa, isso para o Rio é fracasso total. Foi por isso que raramente a Globo dava uma tomada aberta da avenida Atlântica. Aliás, só deu uma vez e acredito que o diretor no estúdio teve as orelhas puxadas pelo Kamel por conta disso. Na aberta, deu claramente para, sem muito esforço, ver que o carioca preferiu ficar ali do lado mesmo, na praia. 

O calor estava infernal. Eu estava lá na praia, um olho nos manifestantes “espontâneos” e o outro na tv. Havia pouca “gente diferenciada” entre os manifestantes. Era manifestação eminentemente de classe média. Ricos nessas hora não vão para rua.

O Globo Esporte, que de repente virou programa político na tela da Globo, muda o cenário e dá constantes tomadas de outras cidades: São Luiz, Belém, Manaus, João Pessoa, Fortaleza, Goiânia, Curitiba… Pelas próprias imagens dava para perceber que não teve tanta adesão nessas praças. A exceção foi Recife, que me pareceu ter uma adesão consistente na manifestação, mas daí se explica a polarização da última campanha eleitoral.

E Salvador? O que foi aquilo na Barra? Pela primeira vez na vida vi uma tomada de Salvador sem nenhum negro. Pensei que estivessem filmando no Rio Grande do Sul. Mas tudo isso não importa. A Globo estava apostando todas as suas fichas era mesmo em São Paulo. Todo esse enrredo que começou desde as primeiras horas da manhã na emissora com tomadas diretas das manifestações pelo Brasil afora, era uma maneira de esquentar os paulistas e conseguir, como realmente aconteceu, uma manifestação que desse o que falar em São Paulo.

Não podemos tapar o sol com a peneira, o que a Globo quis que acontecesse, aconteceu. Esqueçam as outras cidades, ela queria São Paulo e teve. O único senão foi não ter conseguido o Rio como esperava. Mas o carioca não é bobo, não gosta da Rede Globo. Todos sabem que é disparada, a rede de tv que mais fala mal do Rio de Janeiro.

Mas agora, vamos ao principal: a Globo fez hoje o que todos os eleitores de Dilma não conseguiram fazê-la enxergar desde que foi reeleita, ou seja, a clara luta de classes no País e a guerra midiática contra o seu governo. Se hoje, com tudo isso que está acontecendo ela ainda continuar a não enxergar o que esta a sua volta e continuar inerte, sinceramente não sei mais o que dizer.

Por outro lado, o que de bom vejo nisso tudo é no paroxismo que a Globo pode incorrer: a organização dos Marinhos, a partir de agora obriga Dilma guinar à esquerda. Ou ela faz isso, ou o seu governo acaba hoje. Ou a presidente peita a Globo e os seus peixinhos (Band, SBT, Folha, Estadão e Vejas da vida), ou seu governo não chegará ao fim. As hienas se alvoroçam quando a presa parece morta. A minha avó, na sua sabedoria dos mais antigos, sempre me dizia quando me via com algum problema: “fica assim não meu filho, há males que vem para o bem”.

É isso! Espero que a presidente tenha aprendido a lição. Esqueça PSDB, oposição e outros filhotes do PIG. O alvo é a Globo. Ou ela parte para cima dos Marinhos ou é melhor então entregar a rapadura, coisa que ela vem fazendo desde que foi reeleita. Espero sinceramente que a Dilma relembre dos ensinamentos e das posições de Brizola diante da Globo. Que esta seja uma vitória de Pirro para a emissora dos filhos do Roberto Marinho. Com esse pessoal não adianta contemporizar. Só se tem certeza que matou uma cobra cortando-lhe a cabeça!

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64 comentários

  1. Ela tem que ser é grossa do

    Ela tem que ser é grossa do jeito Dilma. Discurso de TV amenos com sorriso não tem mais efeito. Ela perdeu o crédito. 

    Ou parte para um “falso populismo” da coronel de saias, ou é engolida pelo próprio republicanismo.

    Tem que colocar na mesa os 400 bilhoes de sonegação. Tem que explicar. Tem que colocar a oposição no muro. 

  2. Dilma lembre se dos

    Dilma lembre se dos ensinamentos de Brizola, foge logo para o Uruguaii.

    Resumo texto, o petismo não acredita que foi um movimento de descontentamento da população, tudo é devido a influência e por desejo dela, a rede globo..

    Eu acho ótimo que continuem pensando assim. 

     

  3. O texto fala tudo. O

    O texto fala tudo. O afastamento do Poder pela Chefe do Executivo até agora não tem explicação. Cheguei a imaginar que Sua Excelência estivesse depressiva, tal a passividade diante de tanta malhação orquestrada, sem nehuma reação. Até o ex-Presidente a criticou publicamente. “PelamordeDeus” fale com uma agenda positiva!

  4. É PRECISO APRENDER COM O QUE ACONTECEU!

    >>>> ACORDA DILMA! <<<<

    O governo pegou o país numa crise institucional, e num mar de lama, mas até agora, quase três meses depois, ainda não fez nada!

    Não é pra isso que se elege presidente. Você tem a faca e o queijo nas mãos, pois distribuiu milhares de cargos no governo, que vão ficar mamando nas tetas do Estado por quatro anos. Agora tem a obrigação de exigir desses partidos, que desarquivem tudo quanto é projeto de lei contra a corrupção, e os aprovem imediatamente. Precisamos no mínimo:

    __Tornar a corrupção um crime hediondo.

    __Desarquivar e aprovar a PEC 73/2005 do RECALL, direito do próprio povo cassar políticos por iniciativa e voto popular.

    __Desarquivar e a aprovar a PEC 286/2013, que facilita as proprostas de iniciativa popular de lei. Além de reintroduzir o direito do próprio povo convocar referendos, que foi tirado do projeto original na PEC 03/2011.

    __Reintroduzir o VOTO IMPRESSO, coisa muito é simples, bastando tão somente fazer uma nova lei, que atenda às exigências do STF. Aliás, é preciso também colocar um freio na corrupção do judiciário.

    O POVO DÁ O RECADO:

    http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/membro-da-familia-real-participa-de-manifestacao/754675/

    Dilma, você se comprometeu com uma REFORMA POLÍTICA PARA MAIOR PARTICIPAÇÃO POPULAR. Se os partidos aliados não quiserem cumprir o compromisso, pelo qual vocês foram eleitos, mande todos os indicados deles para cargos públicos pro olho da rua. Porque quem vai levar a culpa de tudo será você e o PT, não eles.

    O recado está dado, o povo está descontente, pois esperávamos muito mais. As ruas disseram claramente, que não aceitam arcar com aumento de impostos, dos combustíveis, dos juros, medidas recessivas, etc, sem mais nem menos, porque agora precisamos pagar os rombos do assalto à Petrobrás. Afinal, vocês estão achando que pagaremos por tudo passivamente, sem ao menos ver as brechas deixadas a corrupção sendo tapadas? Se o FHC afrouxou o rigor da lei, por que até agora não fizeram uma lei mais rigorosa?

    Comece pelo menos criando o imposto sobre grandes fortunas, aumentando o imposto sobre as maiores heranças, e tributando as grandes áreas rurais, que ficam encostadas nos bairros urbanizados para especulação imobiliária. Alivie o bolso do cidadão comum. Corrupção é punida com pena de morte na China, chega a ser um absurdo depois de tantos protestos e escândalos, não aumentarmos suas penas e torná-la um crime hediondo. Afinal, o Brasil precisa de uma resposta. Do jeito que está, não pode continuar.

    Saiba mais sobre a REFORMA POLÍTICA:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/reforma-politica-quem-reclama-tem.html

  5. No gol.

    Sabe que mais ganhou com os protestos de ontem?

    Estou falando do Brasil real, não o da mídia.

    A Dilma e o PT.

    Ainda omtem comecei a perceber isso aqui em SP, hoje no trabalho a constatação.

    Ninguém está falando da Dilma. Está todo mundo se divertindo com as bizarrices da passeata de ontem e dos absurdos que cada um viu. E eu não estou falando de eleitores do PT ou coisa parecida. A coisa está disseminada. A história da PM contabilizando “1 milhão” em pouco mais de 1 hora também virou piada.

    O que eu quero dizer é o seguinte: Deixem a direita se expor. Deixem eles saírem ao sol. Muitos desses malucos que pedem impeachment ou golpe militar são a melhor propaganda para a Dilma. As pessoas “normais” estão pegando repulsa disso. É o mesmo efeito que os black blocs causaram em 2013. Mesmo na passeta já se sabe que houve muitos desentendimentos.

    Ontem com a Globo transmitindo o evento em toda a sua programação o resultado foi a PIOR audiência da emissora na´década.

    As pessoas, mesmo as mais simples e desinformadas, sentem uma “estranheza” com esse interesse da Globo por manifestações.

    Já disse outras vezes, a direita e a oposição estão deixando a bola quicando em frente ao gol sem goleiro. Mesmo que ninguém do governo chute a bola, ela vai bater em alguém e  entrar.

     

    • Rapaz, conversamos ainda

      Rapaz, conversamos ainda ontem à noite sobre isso: ‘carnavalizaram’ esse movimento. Houvesse humor e ironia e a coisa ficava brava, mas o mau-humor virou mesmo pastelão. 

    • Não é otimista essa situação

      Por mais que se queira o Brasil dentro de uma política igualitária, buscando um caminho de justiça real, enfrentando os entreves democráticos, tal como a Globo, essa constatação de que a Dilma ganhou com a manifestação não ajuda.

      Ela precisa se incomodar, não se acomodar. Ela precisa partir para cima dos problemas reais, tornar o Brasil um país unido contra a crise econômica, hídrica, cívica, institucional, política, tocando em cada ponto o mais sensível. Ela precisa mostrar aos meios de comunicação que sua ideologia está longe de ser velada; precisa dar sinais de que o país vai crescer, e deve forçar a retomada do otimismo em quem votou nela; é necessário demonstrar cabalmente que o que ocorre na Venezuela, na Argentina e no Brasil não é coincidência, mas uma reação tramada internacionalmente para abalar o nacionalismo latinoamericano (por que motivo as reações só afetam países que se afastaram dos EUA, ou por que motivo o Chile governado por socialistas não aparece nas páginas negras dos jornais norteamericanos? Como pode a Colômbia ter se tornado uma democracia impecável da noite para o dia?); ela precisa dar sinais de que vai dar ao povo o que deseja: cadeia nos corruptos de qualquer partido. O povo quer ver petistas na cadeia, assim como quer ver os psdebistas presos por seus crimes (mansalões, trensalões, aeroportalões, metrolões, sabespalões e até privatalões). Ela precisa se estressar muito, mas muito, para controlar a sanha fascista que ronda seu governo. 

      O fascismo não tem popoularidade no Brasil, mas está de muchila nas manifestações, e é ele o maior ganhador (ganhou uma oportunidade de aparecer como alternativa em rede nacional). Bolsonaro foi renegado nos carros de som, mas estava na rua zombeteiro e empolgado, enquanto meros jornalistas da Carta Capital foram atacados sem qualquer desagravo da grande mídia. Pauiinho da força, foi sacado do carro de som sob vaias, mas teve espaço entre os seus. Como negar que são eles, os que detestavam as ruas, os detratores das manfiestações populares de outrora, os grandes vencedores? 

      As manifestações são absolutamente legítimas, o extremismo do ódio não! Não se deve dar o mínimo espaço as manifestações de ódio. E nada neste sentido se fez até agora. 

      O que o ministro da Justiça faz com timidez (filtrar o legítimo do ilegítimo nas manifestações) deve ser um mantra no discurso presidencial, dos tímidos apoiadores parlamentares, prefeitos, governadores. Ninguém terá legitimidade defendendo ditadura militar, e Dilma não acordou para isso. Parece que ela encarna Jango, quando precisa ser um Brizola. E Brizola atacaria com a mão da direita: leis criminais, judiciário, polícia, comissões parlamentares. Aliás, nada mais justo que aos arrombos militaristas se responda com mais projetos de se acabar com os privilégios a torturadores e da lei da anistia (o resto do mundo já fez, e o Brasil será o único filofascista? Até as repúblicas das bananadas encarceraram seus ditadores!).

      Dilma tem que por a mão na massa, aliás tem que ser a mãezona que a massa tem carência, coração valente contra as especulações, coração valente com a verdade (mesmo que cortando na carne). Ela não pode fugir do 3o turno, ela tem que concorrê-lo em campanha aberta, mesmo que seja impossível vencê-lo. Se ela cair, pelo menos cai em pé, o que ela não pode é “entregar pros homi”.  

    • Vcs devem viver no paraíso.

      Vcs devem viver no paraíso. Onde eu vivo só se comemora o sucesso das manifestações, e estão marcando outras para o futuro proximo

  6. Pisquila Wine, aqui em

    Pisquila Wine, aqui em Salvador foi uma verdadeira palhaçada!

    Eu sabia que isso iria acontecer.

    A elite branca de Salvador protestando contra a corrupção…

    A mesma elite que sonega no imposto de renda…

    A “manifestação” foi na verdade pelos politicos de oposição e pela classe média branca…

    Não parecia Salvador…

    É a mesma classe soteropolitana que frequenta os blocos de carnaval de 1ª linha, aqueles blocos que não aceitam negros nem pobres, que só deixam entrar por indicação com foto e comprovante de residencia! Bairro pupular… tá fora!

    Mas se continuar com essa força, em breve os pobres desinformados vão querer fazer parte do protesto por que… tá na moda!

    Se cuida Dilma… controle remoto não funciona!

     

  7. Sinceramente espero que o PT

    Sinceramente espero que o PT esteja já reunido e se preparando para tomar algumas medidas, pois ficar recuado ficou claro que não é a melhor estratégia e, quanto a nossa presidente já deve chamar o ministro das comunicações e dar a ele carta branca para detornar a Globo.

  8. De que adianta ……..

    De que adianta lembrar os ensinamentos de Brizola em cima de um castelo de cartas ?

    Brizola peitava a GLOBO , mas também agia .

    A PRESIDENTA jogou no lixo , até aqui , inúmeras oportunidades em que poderia ter agido e se fortalecido. Desde episódios como a CPI do Cachoeira , envolvendo a VEJA , em que poderia ter enquadrado a imprensa , como também  o escândalo dos desembargadores que se auto concediam polpudas indenizações me que poderia enquadrar o judiciário.

    No campo econômico foi a mesma coisa. Ela e esse seu ministro da justiça que já deveria ter saído faz tempo .

    Ficou inerte , agora merece o panelaço que desaba sobre sua cabeça …………… Pois muito além das conveniências políticas , quem votou nela , como eu , esperava ações e enfrentamentos. Mas ela acenou com um governo morto , ao estilo SARNEY . Não tem do que reclamar .

  9. No 1° turno da eleição do ano
    No 1° turno da eleição do ano passado a militância das forças progressistas (eu nela incluída) esteve acuada, se omitiu, foi covarde.
    No 2° turno dessa eleição nossa militância acordou: foi pra rua, adesivou carros, tremulou bandeiras, conversou com amigos e familiares, travou disputa nas redes sociais… vestiu a camisa. Lavou a alma! Vencemos!
    0 3° turno começou sexta (13) com as manifestações (CUT, MST, UJS e UNE) e continuou ontem (15) com as manifestações dos derrotados na última eleição. Perdemos feio, de lavada, no asfalto e na comunicação.
    Com alvos e métodos diferentes, uma coisa move os dois movimentos: ninguém aceita que o dinheiro público escorra pelos ralos da corrupção.
    O próximo assalto (round) já está marcado: em 12 de abril, manifestações do grupo oposicionista.
    E nós, continuaremos acuados, omissos, acovardados? Não agendaremos nada?

  10. Perfeito!

    “Mas agora, vamos ao principal: a Globo fez hoje o que todos os eleitores de Dilma não conseguiram fazê-la enxergar desde que foi reeleita, ou seja, a clara luta de classes no País e a guerra midiática contra o seu governo. Se hoje, com tudo isso que está acontecendo ela ainda continuar a não enxergar o que esta a sua volta e continuar inerte, sinceramente não sei mais o que dizer.”

    É isso que venho escrevendo em todos os meus comentários, é luta de classes e está na hora do enfrentamento, não há outra saída.

    Dilma tem que dar uma forte guinada à esquerda, acreditar que benesses aos poderosos irão aplacar a ira deles está muito enganada e como escreve hoje Ricardo Melo na FSP, Dilma a hora é agora, o perigo é a sarneyzação.

    A união das esquerdas e o seu despertar depende neste instante das ações da Presidenta, só ela pode fazer com que as forças progressistas da nação despertem e partam para a luta.

  11. Não perdi meu tempo

    Não perdi meu tempo assistindo passeata. Quando fui invadido pelas imagens da mesma, numa cobertura mais intensa do que qualquer outra que a Globo fez este ano, reparei que a emissora usou uma estratégia que evita em outras transmissões. O close, o câmera passeando entre o público. Isso permite varias interpretações, das quais destaco três:  Primeira, ela se sentiu a vontade, entre os seus, pois não precisava evitar intervenções indevidas anti-globo. Segunda  Objetivo de atrair exibcionistas. Informando que a transmissão continuaria por todo o dia atraiu os que adoram aparecer na TV por qualquer motivo, os idiotas-úteis. Em São Paulo, então… Terceira. Foco no indivíduo. A aproximação faz com que o espectador empatize mais com o que está vendo, pois vê um ser humano como outro qualquer, indignado, que venhamos e convenhamos não é preciso ser extrema direita para estar chateado com os rumos do governo.  A Globo está  fazendo duas coisas que sabe bem, televisão e golpe.

  12. olha, colega! mesmo com o

    olha, colega! mesmo com o ‘volume de ”gente”’ na avenida -paulista- não dá para concluir que o povo, ou classe média está descontente a fim de derrubar o governo Dilma.

    Imaginem que SP, o PSDB governa a quase 30 anos, logo então, percebe-se que o paulista é de direita a centro. Isso fica claro na história do Brasil.

    Então, numa manifestação de rua, num domingo de sol, que reune, na melhor das hipóteses 1 milhão de pessoas, na capital de um estado que elegeu a oposição ao governo em primeiro turno,  e que essa chamada para a rua foi feita com mais de 2 meses de antecedência, diariamente pela grande mídia. Nisso somem-se as oportunidades que um jovem vê em uma reunião de artistas globais televisionada ao vivo, na rua. Isso não tem preço.

    Ainda, como se sabe que os governos do PT, descentralizaram os eixos econômicos do sul/sudeste para norte/nordeste, e nesses últimos é a grande expressão de votos e aceitação do governo, e nesses lugares as manifestações foram fraquíssimas, então fica caracterizado que….Dilma está eleita no 3ª turno.

    Concluindo, as manifestações no sul, principalemente em SP não dizem nada, não alteram o que foi a eleição e a escolha da maioria na disputa democrática. Todo apoio midiático não foi capaz de mudar a opinião do público.

    Arrisco, que foi um tiro no pé,  pois isso serviu para aglutinar a sociedade à esquerda, como vimos no dia 13, e deu carta branca para o governo caminhar nessa direção, como foi o pronunciamento dos ministros (foi um ato de puro oprotunismo. kkkk), em que ficam nas cordas a prórpia elite/mídia que promovem os atos, o congresso que é conservador e os progressista são homens temerosos com o próprio mandato.

     

  13. E as faixas em inglês ??

    O que realmente me deixou triste com as imagens da passeata da Rede Goelbes foram as faixas ( para os influenciados pela mídia “banners”) com frases em inglês pedindo intervenção militar. Faixas bem feitas, em plásticos brilhantes, claro indício de que foram patrocinadas e não bancadas pelos manifestantes que as empunhavam. Várias pessoas dizem que existe influência Norte-americana na oposição, que a Globo é financiada pela extrema direita americana, etc… Mas nunca pensei que os próprios “manifestantes” iriam assumir isso de forma tão clara.

    E fica a pergunta: Se eles exibiam faixas em inglês pedindo intervenção militar eles não estavam clamando pela intervenção do Exército Brasileiro (que fala Português) e sim do exército dos EUA ( este sim falando inglês). Ou seja os nobres coxinhas controlados pela Rede Gloebes pedem que o exército americano invada o Brasil!!

    Resumindo: Pra não deixar o Brasil virar uma “NOVA CUBA” eles pedem que os EUA nos transformem em um “NOVO IRAQUE “( Ou Síria, ou Afeganistão, ou Líbia). Agora peço a todos que reflitam com sincerade, avaliando as duas opções que os golpistas nos deixaram (CUBA OU IRAQUE?!) queria que todos sinceramente avaliassem qual delas é pior? Ser uma Cuba com todas as dificuldades que o país enfrenta ou ser um Iraque, que nem pode mais ser considerado um país dada toda a fragmentação imposta pela invasão Norte-americana?? Ter problemas econômicos impostos por um bloqueio (Cuba) ou conviver com a morte em cada esquina (Iraque). Se sua opção é pelo segundo país eu te aconselho a procurar urgentemente um psiquiatra porque sua depressão, preconceito e ódio tomaram inteiramente sua razão e com toda sinceridade você está louco!!

  14. Manifestação CRIANÇA ESPERANÇA

       Não vou aprofundar análise política e social do evento, pois está muito bem feito no texto.

       Concordo especialmente que é mais que hora da Dilma e seu governo acordarem e se mostrarem GOVERNO, atuando agressivamente (com toda a paz) para mostrar quem o povo escolheu afinal.

       Concordo ainda, que o governo precisa guinar à esquerda, pois claramente a direita está cooptada e não reflete a vontade popular das urnas, com mais justiça social e desenvolvimento econômico distributivo.

       Mas, o que eu queria mesmo registrar – e creio que todos tenham notado – é que a Globo, a partir do final do Auto Esporte, na manhã de domingo, passou a tratar as manifestações como um de seus programas motivacionais.

       Minha maior lembrança foi o CRIANÇA ESPERANÇA.

       Havia flashes nos intervalos e os apresentadores ao vivo chamavam a externa o tempo inteiro.

       Quando tinham voz, os repórteres de rua era invariavelmente seguidores de um roteiro que incluia:

       – Relatar os motivos da manifestação, contra a corrupção, pela democracia, contra o governo Dilma e contra o PT e a favor da operação lavajato. (ninguém a favor da Petrobras);

       – Descrever que era uma manifestação pacífica;

       – Que as pessoas estavam vestidas de verde e amarelo, portando bandeiras e cartazes;

       – E sempre, SEMPRE, ivariavelmente repetir a frase ensaiada, em TODOS os locais do Brasil e em praticamente TODAS as inserções (isso ficou cômico, em pouquíssimo tempo): “a manifestação conta com muitas famílias, muitas crianças, jovens e idosos”.

     

       Estava tudo tão lindo e bem ensaiadao.

       O sistema de divulgação era tão institucionalizado, que eu estava esperando a qualquer momento aparecer o Didi e a Xuxa com os números dos telefones para as doações do Criança Esperança.

       Ahhh… A Xuxa não… A Xuxa não trabalha mais lá.

    • Se o PT está apanhando do

      Se o PT está apanhando do jeito que está é porque é o partido mais forte e o único com potencial para enfrentar as Organizações Globo. Nenhum partido de esquerda tem esse potencial e não terá tão cedo, portanto esquerda do país unamo-nos. Fora a Rede Globo. Viva o Brasil!

  15. O escorpião vai ficar

    Acho que a vitória da Globo só não foi completa porque teve de recuar – pelo menos aparentemente – no seu intento golpista de derrubar o governo através de manobras antidemocráticas como sempre foi do seu feitio.

    Por um instante, dado os inúmeros alertas sobre a tentativa de golpe na internet e em artigos de jornalistas não alinhados com a Globo, a emissora dos Marinho foi quase que obrigada a abordar sobre a ilegalidade do impeachment e o retorno dos militares.

    Doravante é ficarmos atentos porque a Globo vai tentar incriminar a presidenta Dilma de alguma forma de modo a tentar viabilizar o golpe via Impeachment. É da natureza da Globo o golpe.

    • Eles abordaram

      Hoje pela manhã, no Bom Dia Brasil, DOIS ex ministros do STF deixaram clara a inconstitucionalidade de um Impeachment e de uma “intervenção militar constitucional”.

      E a Globo engoliu a verdade que todos sabíamos desde sempre.

  16. Zizek

    Em seu livro, primeiro como tragédia, depois como farsa, Zizek define muito bem a questão econômica que hoje enfrentamos. 

    ” Vivemos numa época pós-política de naturalização da economia: em regra, as decisões políticas são apresentadas como questões de pura necessidade econômica: quando medidas de austeridade se impõem, dizem-nos vezes sem fim que isso é simplesmente o que deve ser feito”.

    Não é isso o que ocorre com as medidas econômicas iniciais do governo Dilma? Parece ser unanimidade que medidas econômicas contrárias principalmente aos avanços sociais devem ser postas em prática como o remédio amargo que irá curar. Falácia! Isso é se render mais uma vez ao interesses burgueses neoliberais. É resgatar as bandeiras do crescimento social e popular e a essas bandeiras que a política econômica deve se sujeitar.

    • No Brasil, a história política não acontece nessa ordem.

      Pimeiro é como farsa, depois, vai se repetindo as farsas, esta é a nossa tragédia. Ontem eu dise aqui, que soltaram uma boiada nas ruas e boi não é animal político. Não há estrutura orgânica por trás das manifestaçoes de ontem, a não ser que se entenda como tal as estruturas midiáticas. A intenção é construir alguma alternativa fora da estrutura partidária vigente, daí o discurso tipo ‘é sem partidos’, ‘fora políticos’, etc. Estão preparando terreno para livre atiradores, alguém que venha ‘varrer os corruptos’, caçar marajás’, enfim, a farsa de sempre.

      Mas o Brasil é pioneiro em várias coisas, alguém já disse que o mundo está se abrasileirando. A naturalização da economia apareceu aqui há cinquenta anos, com o golpe e a ascenção de uma tecnocracia economicista apoiada pelos milicos, não é novidade entre nós. A tal da pós-política também. Com a farsa de uma democracia instituída pelos golpistas, com a camisa de força de um bipartidarismo artificial, composto pelo partido do ‘sim’ e do ‘sim, senhor’, surgiu entre nós o político fisiológico. Antes ele era apenas uma jabuticaba, mas hoje, com o neo-liberalismo generalizado e a aplicação do seu colorário, TINA – There Is No Alternative (Não há alternativa), que iguala todos partidos que chegam ao “poder”, que na realidade não podem porra nenhuma fora da “alternativa”, generalizou-se a fisiologia para todos cantos, essa jabuticaba não é mais só nossa.

      O resultado é a mediocridade dos quadros políticos que assistimos. Nós não temos hoje o Congresso mais conservador ou mais reacionário, que já vimos nos últimos tempos. Antes os males fossem somente isso, nós temos o Congresso mais fisiológico, mais abaixo da crítica que jamais tivemos. Se comparar essa ‘safra’ atual com a de trinta anos atrás, veremos que qualquer dos seu “expoentes”, com poucas exceções, quase todas de remasnecentes da ‘safra’ antiga, não passariam do baixo clero de então. Faça essa mesma comparação, verá que a atual safra nos países centrais repete o padrão. O Braisil é um país pioneiro do capitalismo, mas isso é uma outra conversa. O capitalismo está a se repetir como farsa, não restou alternativa para ele.

  17. Cunhando nosso contrato!

    Debatedores, Pisquila, Nassif e equipe, bom dia.

    Cara Pisquila, sua análise  está muito boa.

    Todavia, eu gostaria de tentar contribuir provocando um debate ainda mais acalorado. Vejamos.

    Preliminarmente, deixo bastante claro que não estou sendo irônico. Não quero contra argumentar apenas por contra argumentar e seguir nesse caminho sem fim.

    Sejamos  racionais , porém, sem nos  esquecermos que somos também, e muito,  irracionais, românticos, emotivos, poetas, complexos, entre outras definições.

    Enfatizo que estou apenas tentando contribuir da forma mais isenta possível, considerando-se, evidentemente,  que mesmo para pensar e “ser”  dentro de um quarto escuro, não temos condições de abandonar o empirismo e o resultado dele já captado pelos sentidos e estocado em nossas mentes.

    Dito isso gostaria de prosseguir dizendo-lhes o seguinte:

    Eu fui na manifestação de ontem. Ora, como poderia perder um movimento social destes.  Também fiquei ligado na telinha da globo e no movimento dos “homens pássaros”,  helicópteros.

    Mas, saliento que não fui pedir o impechamant da Dilma. Nem a intervenção militar. Aliás, eu, como manifestante ontem, estava CONTRÁRIO, aos interesses da maiorida dos manifestantes. Logo, não podemos pegar o número de manifestantes e qualificá-lo como sendo TODOS contra a DILMA. A qualificação deste número contra a Dilma é equivocada.

    Lá, no meio da manifestação, vi pessoas que não me pareceriam  golpistas. Estavam lá para pedir melhorias para o Brasil, mesmo que desavisadamente no palco da autocracia ou da plutocracia.

    Alguns carregavam  cartazes com, mais ou menos, as seguintes mensagens:

    Fora Dilma!

    Fora Dilma e fora Temer! ( logo, querem que o Cunha seja o presidente da república)

    Impeachment Já!

    Intervenção Militar Já!

    Fora PT!

    Devolva o meu dinheiro PT!

    O imposto é nosso!    Essa frase  eu ouvi de uma mulher histérica falando um monte de asneiras à respeito do imposto.  Deu vontade de chegar até ela e pergunta-lhe mais sobre o imposto. O que ela entende por imposto. Como ocorre. Quem o aplica, onde, como, o que é fato gerador, hipótese de incidência, vinculação, afetação, orçamento público ,  enfim deu muita vontade de fazer isso  mas sei que eu correria o risco de ser agredido. Então  fiquei na minha observando até onde iria aquela comédia)

    Vi “empreendedores”  vendendo cerveja, e gente comprando. Olhei para os lados. Não tinha banheiros químicos ou públicos espalhados no “evento”.  Daí pensei. Uns gritarão fora dilma, fora PT, fora corrupção! Fora Urina!  pois,  procurariam algum poste ou algum canto para dar aquela urinada necessária e fisiológica. Não é mesmo? Fazer o que?…

    Também vi “empreendedores” vendendo camisas “Fora Dilma”! Ué, fora dilma também dá lucro!

    Mas vi gente pedindo menos corrupção no Brasil. Ou pedindo um país mais justo. Chega de roubalheira dos políticos. Estes nao carregavam faixas nenhuma, não levantavam o braço gritando fora PT.

    Vi gente se declarando apartidário e a favor do Brasil. Vi gente contra todos os partidos, não apenas contra  o PT.

    Porém, no geral, existia uma espécie de “centro” fomentando uma luta contra o PT, e,  especificamente, pedindo o impechament da Dilma ou a sua renúncia.

    Vi gente que, aparentemente, não sabia exatamente o que estava pedindo, mas pedia  assim mesmo. Seguindo uma orientação qualquer, vinda de um carro de som.

    Em suma, pode-se dizer que o lado emocional é superior ao racional nesses momentos de encontro de massas.

    E o que fazer diante disso tudo?

    Antes disso,  quantos foram para as ruas ontem? 1 milhão, 2milhões?

    E quantos não foram? 200 milhões menos 2 milhões= 198 milhões mais ou menos?

    Quantos foram para as ruas na sexta? 30.000?50.000? 100.000? 500.000?

    Tudo bem: 198.000.000 – 500.000= 197,5 milhões.

    Portanto, tem 197,5 milhões de pessoas  não estavam presentes nas minifestações. Logo, uma análise que pede para o governo federal agir , em nível federal, para todos, baseando-se m 2,5 milhões de pessoas é, no mínimo, desatenta.

    Ou será que  governo FEDERAL agora terá de tomar  “medidas”  para atender a  esses, digamos, 1% da população?

    Ou será que os que foram para as ruas são agora os “líderes” que decidem as pautas de reinvidcações do restante da população? Resp: claro que não, certo?

    Mas é ai que mora o problema, na minha opinião.

    Uma coisa é o espetáculo de poucos para muitos. Outra coisa é tomar medidas para um país imenso, cheio de “diferentes”.

    Tomar  certas providências numa país que NUNCA FOI uma NAÇÃO não deve ser fácil. Medidas estas  que agradam os mais extremados   gregos e troianos do momento, certamente, não devem existir.

    E ainda,  como negociar então  com um grupo que quer lhe “matar” com um “fora Dilma, com intervenção militar?

    Seria mais ou menos assim: Eu, Dilma, deixo de ser Dilma e me transformo , sei lá, no FHC, ou no Aécio. Tá bom assim? Ou melhor ainda, eu Dilma admito que errei em tudo que fiz, renuncio e “vendo os meus votos para o Aécio. Ele será o novo presidente. Quanto a CR/88? Ora, a gente a muda pois, ela, como sabemos “atrapalha” o crescimento econômico, vez que és uma intervencionista nata na sua propriedade privada. Assim tá bom? Ou ainda vamos melhorar esse negócio. Já sei! Eureca! Vendo a petrobrás! Privatizo o Brasil toda. Aliás, os estados federados agora serão, de novo, capitanias! CLT facista? nã nã ni na não. Vou botar fogo nela também. Escravos já!  E eu mesma, após renunciar, vender meus votos e botar fogo na CR/88, dirijo-me para a penitenciária. Eu vou me prender! Depois serei banida do Brasil e vou para Cuba ou para Coreia do norte. Agora sim, ficou ótimo! Aperto de mão e negócio fechado!

    Ou, ao contrário:

    vou fazer  a reforma agrária. Vamos taxar as grandes fortunas etc? Vamos tributar adequadamente  a renda e o patrimônio. Tá bom assim?

    Ora, ora, ora, o jogo( negócio) ou a guerra,   não está fria  não. O guerra está  quente.( no brasil e no mundo)

    Finalizo dizendo que num país que NUNCA FOI UMA NAÇÃO , mas sim, VÁRIAS NAÇÕES, é quase IMPOSSÍVEL, chegar a um consenso.

    Consenso é o que não existe aqui.  Sobretudo, com todos olhando para o próprio umbigo.

    Aqui existe compra e venda de interesses!

    Porém, nem tudo está perdido. A política está ai para resolver esse ETERNO conflito. O eterno conflito da distribução das riquezas.

    Ocorre que para  resolvermos  este conflito, promulgamos em 1988 um PACTO FEDERATIVO que IMPOE as regras do jogo.

    O problema é que essas regras têm sido “interpretadas” de acordo com os “interesses” do momento.

    Milhares, ou melhor, milhões de Interpretações para um conjunto de 250 artigos permanentes.

    A saída, em minha opinião, é focar totalmente NESSAS REGRAS DO JOGO DEVIDAMENTE INSTITUCIONALIZADAS.

    Não podemos abandoná-las, sobretudo nessas horas, sob pena de fragilizarmos o nosso último “CONTRATO SOCIAL”  que LIMITA NOSSAS LIBERDADES, progessivamente,  com a igualdade dos iguais e igualdade dos desiguais.

    A análise política necessita tambem de REFORMAS. E a principal reforma é: analisar o país a partir da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA.

    Caso contrário, e diante da minoria que fomenta impeachmant SEM PROVAS, podemos seguir para o caminho da barbarie e da desordem pública.

    Mesmo neste caso, sua excelência tem condição de decretar o estado de defesa, sem a necessidade de “ouvir”, preliminarmente, os “cunhas” da vida.

    Portanto, caros senhores, vamos “cunhar” , na prática, as regras contratuais  do jogo!

    Saudações

  18. Presidente não chora!

    Durante muito tempo resisti em tudo que escrevia chamar a nossa presidente de Presidenta Dilma, não era por desrespeito a vontade de Dilma, mas algo me dizia dentro dos resquícios de um machismo gaúcho que Presidenta não era o mesmo que Presidente, e agora depois de refletir muito chego a conclusão que estava com a razão.

    Por mais que algumas feministas resistam, as imagens de fortes governantes do sexo feminino, Golda Meir, Margaret Thatcher ou Angela Merkel são imagens mas masculinas do que qualquer coisa. Margaret Thatcher inclusive tinha a alcunha da Dama de Ferro, que se regredirmos a idade média veremos que é o nome de um instrumento de tortura cruel e mortal. Por outro lado os opositores a Angela Merkel retratam-na em charges com bigodinhos típicos ao pior ditador da Idade Moderna, Adolf Hitler.

    Dilma no seu primeiro governo adotou uma imagem de chefona dura e ríspida, e a medida em que prosseguiu o seu governo sucederam imagens da mesma chorando ou adotando procedimentos que era de se esperar de alguém do sexo feminino num poder executivo. Ela foi clara o suficiente em dizer que os malfeitos seriam punidos com rigor, e como se vê na sua trajetória esta declaração esta sendo seguida a risca.

    Comparando o incomparável, vemos Dilma bem mais intransigente a corrupção do que as posturas que tomava publicamente Lula, entretanto Lula tinha barba e era identificado como alguém que mobilizava trabalhadores durante o período ditatorial.

    Apesar de Dilma ter lutado bravamente contra a ditadura, ter resistido a tortura e a prisão, com o tempo a imagem da Guerreira vai dando espaço a imagem da Dilma mãe e avó. E como mãe e avó vai se moldando uma imagem mais terna e complacente. Dilma Chora, chora em momentos comoventes em que a qualquer um é dado o direito de chorar, porém este choro desperta nas massas opositoras o pior que tem em sua mentes, a misoginia e o machismo.

    Dilma a Presidenta, é mulher, e por mais que evoluímos e nos civilizamos a imagem de uma mulher de sucesso não é a imagem de uma Mulher, é a imagem de um homem em termos de reação aos fatos e vestindo roupas femininas discretas e bem próxima ao trajar masculino.

    Talvez daqui a três ou quatro gerações estejamos prontos para aceitar uma Presidenta, porém nos dias de hoje, principalmente a oposição para sentir inconscientemente que a mão do executivo possa pesar na sua cabeça, temos que ter uma Presidente, e uma Presidente jamais deve chorar.

  19. Análise corretíssima. A Globo

    Análise corretíssima. A Globo é o estado-maior do golpe. Os outros – Folha, Rádio itatiaia, Veja, Band – vêm na rabeira. Os tucanos enquanto partido não existem mais, e só servem para oferecer os quadros que assumiriam o governo com o golpe. Dilma tem que acordar e mudar tudo. A começar pelos seus assessores. Vou dar aqui a minha visão do que ela deveria fazer:

    1) montar um conselho político de guerra – estamos em guerra contra a direita, Dilma, não adianta querer esconder o que está nas ruas. E para este conselho tem que ter um time com autoridade moral, prestígio popular e pronto para a luta. Vou sugerir alguns nomes: Lula – que deveria coordenar este conselho; Ciro Gomes, Requião e Aldo Rebelo, para travar o combate direto com a mídia; um bom jurista; diplomatas Celso Amorim, Samuel Pinheiro e Marco Aurélio Garcia; além de representantes dos partidos aliados – PCdoB, PMDB, etc., da CUT, do MST, do MTST, da UNE;

    2) montar um conselho de comunicação para derrotar a mídia golpista. Franklin Martins à frente deste conselho. Convoquem também: Luis Nassif, PHA, Luiz Carlos Azenha, Miguel do Rosário, Eduardo Guimarães, Paulo Nogueira, Maria Frô, Conceição Lemes, Renato Ravoi, Fernando Brito, Altomiro Borges, entre outros. Missão: cortar 100% das verbas publicitárias da mídia golpista e financiar um projeto de comunicação popular para gerar 2 milhões de empregos, através da combinação de TVs públicas, rádios comunitárias, jornais de interior, documentários, blogs e portais na Internet, etc. De imediato, como são muitos os programas a serem anunciados para o Brasil, serão convocadas redes de rádio e TV diariamente, durante 90 dias, para esclarecimentos, em horário nobre, claro;

    3) convidar os movimentos sociais – sem terra, sem teto, centrais sindicais, sindicatos, entidades estudantis, etc., para a formulação imediata de uma proposta de governo:  a) revogação imediata das medidas de ataque ao seguro desemprego e às pensões; b) baixar as taxas de juros para estimular o consumo e fortalecer o mercado interno; c) construção de 2 milhões de casas populares para quem recebe até dois salários mínimos, numa gestão realizada pelo próprio movimento sem-teto. Um apartamento que é vendido hoje por R$ 150 mil, pode baixar para R$ 30 mil; d) reforma agrária com assentamento sustentável para produção de alimentos orgânicos, sob a coordenação do MST; e) ampliação do Mais Médicos, mais investimentos na Saúde pública e na Educação; d) transporte coletivo gratuito para os desempregados, usuários do Bolsa Família, dos estudantes; entre outras medidas, incluindo o incentivo às micro e pequenas empresas.

    Quem vai bancar tudo isso? Claro: quem tem dinheiro no país. É hora de taxar os ricos, para que eles deem a sua contribuição para o país, já que até agora só ganharam dinheiro, e mais nada. Além disso, combate sistemático à sonegação de impostos, a começar pela Globo, e pelas contas secretas do HSBC. E se faltar dinheiro,  lançar mão de parte das reservas internacionais, num percentual pequeno (20%), que em nada enfraqueceria o país. A partir disso, a máquina da economia gira por si.

    Junto com tudo isso, feito essa amarração política com esses diversos atores, Dilma deveria convocar a população para ocupar as ruas do Brasil num único dia, com telões por todas as cidades, quando este conselho político anunciaria os projetos e convidaria a população para participar ativamente dessas propostas e não aceitar o golpismo da direita e de sua mídia. Se milhões de pessoas de baixa renda ocuparem as ruas de Norte a Sul do país, nenhum louco vai falar em golpe mais. Se insistirem, é a lei que prevê penas contra quem atenta contra a democracia e a vontade soberana do povo brasileiro.

    Para encarar essa direita assanhada é preciso algo mais ou menos assim. Mostrar força. Nas ruas, na formulação de políticas públicas e no uso dos instrumentos de poder que foram dados pela maioria do povo brasileiro à presidenta da República.

  20. Comentário sobre o artigo

    O descontentamento dos homens e mulheres de bem do Brasil não é com a presidenta mas sim com o capitalismo,que os políticos, a burguesia e a classe média pequena burguesa, todos inescrupulosos, mentirosos, dissimulados, malignos, destruidores, sedentos de poder e riquezas, encaminham para a figura da mandatária maior do país.Perdedores, pela vontade soberana do povo, expelem vontades particulares contaminadas de absolutismo nocivo, como represália à maioria do povo brasileiro que elegeu Dilma.

    Fâmulo à sua ignorâqncia, Aécia (e seus acóloitos do mal) fez-se mendaz em busca de oder e de riqueza miríades. É um pobre diabo perigoso que deve ser monitorado pois sua audácia maligna e distruidora para alcançar seus objetivos. Tal qual a ignorância, não tem limites. Ele não tem a menor huildade em reconhecer que vio do pó e ao pó voltará. Para que tanta ganância.

    À imprensa preta e inescrupulosa faz-se necessário leis que não deixe virar os monstros de 7 cabeçlas a assustar, aterrorizar o país e suas instituições. 

  21. Dilma e o Golpe

    Concordo inteiramente com Pisquila Wine, ou a Dilma peita a Globo ou entrega o governo de uma vez. É desalentador, cá na ponta da rua, enfrentar a fúria transloucada de quem é contra o governo enquanto Dilma assume uma postura Zen. Se existe um projeto político de governo, que se lute por ele. Mas tem que ter empenho e não ficar na rídicula posição de estar acima de todos esses acontecimentos.

  22. Qual será a resposta do

    Qual será a resposta do governo e do PT?

    16/03/2015por Breno Altman

    A escalada contra a presidente Dilma Rousseff se transformou, a partir deste domingo, em movimento reacionário de massas. A última vez que assistimos fenômeno dessa natureza foi às vésperas do golpe militar de 1964, com as marchas que abriram alas para os tanques.

    Ainda que a situação política seja distinta e não estejamos às beiras de uma ruptura constitucional, menos ainda da intervenção militar apregoada por frações do antipetismo, mudou de qualidade a disputa entre os dois campos nos quais se divide atualmente o país.

    Setores numerosos das camadas médias colocaram na ordem do dia a derrubada de um governo legitimamente eleito. Contam com a associação dos principais meios de comunicação e partidos de direita, incluindo elementos da base aliada.

    A chefe de Estado e o Partido dos Trabalhadores precisam decidir qual rumo irão tomar diante deste novo fato político.

    A patética entrevista dos ministros Miguel Rossetto e José Eduardo Martins Cardoso, na noite de ontem, aponta o caminho da conciliação e do acordo.

    Não tiveram a elegância de ir a público no dia 13, quando o movimento sindical e popular saiu às ruas para defender a democracia e protestar contra o ajuste fiscal.

    Mas açodadamente se apresentaram para conferência de imprensa, ao vivo, depois das manifestações convocadas pela República de Higienópolis. Seu discurso as avalizou como democráticas por terem sido pacíficas, além de oferecer uma mão estendida e trêmula para o diálogo.

    Não foram capazes nem sequer de denunciar atuação partidária e manipuladora da Rede Globo, uma concessão pública, claramente transformada em porta-voz da intentona reacionária.

    Possivelmente o complemento desta atitude seja imaginar que o governo, para se proteger, deva abrir ainda mais espaços para o conservadorismo na composição do gabinete, dobrar-se com maior genuflexão ao parlamento e renunciar mais claramente à agenda sufragada nas eleições de outubro.

    O raciocínio implícito a esta orientação é de que sempre existe a possibilidade de evitar o confronto contra classes sociais e grupos políticos hostis a quaisquer mudanças que minimamente afetem seus interesses ou potencialmente ameacem sua hegemonia.

    Getúlio Vargas ceifou a própria vida porque acreditou nesta suposição e viu-se encurralado. João Goulart foi apeado do poder e morreu fora do país porque partilhou a mesma ilusão.

    Se for esta a estratégia, por falar em história, o governo correrá o risco de repetir cenário provocado por Neville Chamberlain, então primeiro-ministro inglês, quando cedeu a Tchecoslováquia para os alemães, em 1938, tentando apaziguar Hitler. “Entre a guerra e a desonra, escolheu a desonra, e terá a guerra”, afirmou Winston Churchill, seu clarividente conterrâneo e sucessor.

    Mas há outras alternativas à disposição da presidente e do PT.

    A mobilização do dia 13 demonstrou que existem potentes reservas de apoio para Dilma recompor o bloco político que permitiu seu triunfo em outubro. Há espaço para a construção de uma frente ampla que defenda a democracia e as reformas populares, buscando reunir nas ruas as forças que faltam ao governo dentro das instituições.

    Obviamente este passo será possível apenas se a política econômica e a própria composição ministerial forem revistas.

    A presidente instalou um clima de confusão, divisão e desânimo nos últimos meses, com as medidas de ajuste fiscal e a nomeação de ministros sem qualquer compromisso com o programa vitorioso em 2014.

    Talvez acreditasse que seu problema principal fosse o mesmo de sempre: como obter maioria parlamentar e apaziguar o capital, de tal forma que sua administração pudesse evitar o isolamento e enfrentar as dificuldades da economia.

    A dimensão da jornada antidemocrática, no entanto, mostra que é outra a questão crucial: sem uma repactuação urgente com o campo popular, o petismo perderá as condições de disputar vitoriosamente as praças públicas, os corações e mentes dos milhões de trabalhadores que formam sua base social.

    Não há tempo a perder, esta é a verdade.

    Os próximos dias e semanas valerão por anos.

    O projeto histórico representado pelo PT e a esquerda está em perigo real e imediato.

      Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi.

     

  23. ACABOU A BRINCADEIRA, COMEÇOU A LONGA MARCHA PELAS INSTITUIÇÕES

    Ao seu dispor, Nassif:

     

    CADEIRA, COMEÇOU A LONGA MARCHA PELAS INSTITUIÇÕES

    ALBERTO MILITANQUE15 DE MARÇO DE 2015 ÀS 17:25O PT precisa reagir com sua força partidária e basta de resoluções e notas à imprensa. Sendo “campanha”, tem que ir para os bairros, para o porta em porta, para as rodoviárias, pontos de ônibus e fazer a defesa do partido e do governo

     

     

    1 – Quem obteve 50 milhões de votos coloca 1 milhão na rua. Alguns círculos de esquerda já alertavam isso após as eleições, quando foi anunciado, pela oposição, que haveria, sim, “terceiro turno” das eleições presidenciais. Getúlio enfrentou mais do que isso, enfrentou um exército dito constitucionalista armado pelo governo de SP e financiado pelos cafeicultores paulistas derrotados na Revolução de 30.

    2  -O momento, então, exige aposta nos 53 milhões de votos que reelegeram a presidenta Dilma não o vacilo em reconhecer as manifestações do dia 15/03 como “expressão da sociedade” e passar uma semana pensando em que sinais devem ser emitidos como “resposta”. Em Junho/13 este erro foi cometido, com muitos falando em “defesa das ruas”. Lá, como agora, quem ocupou as ruas foi a “UDN” histórica. A direitona.

    3 – A batalha “sociedade x sociedade” foi perdida pela esquerda, isto é, não adianta mais usar o mesmo método dos atos deste domingo, tentando aparentar manifestações “sociais” não-partidárias como os arremedos de ato do dia 13, encampados pelas centrais sindicais. É preciso uma reação profundamente política, com Lula no comando, com os ministros  na linha de frente, que expresse a coalizão de centro-esquerda governante, pondo nos palanques Eduardo Cunha, Michel Temer, Renan Calheiros, Kassab junto com Roberto Amaral, o PC do B, com presidentes e ex-líderes dos países da Unasul etc, além dos nossos tradicionais movimentos: CUT, UNE, MST e tantos outros.

    4 – O recado, no nível da mobilização, tem que ser o de uma ampla frente democrática, a la Diretas Já, a la a festa da vitória de Tancredo no Colégio Eleitoral, a la Comício da Central do Brasil, de Jango.

    5 – Ou esta reação ocorre, nestes termos, já, ou a oposição, com apoio coordenado da embaixada dos EUA, colocará nos próximos dias ainda mais gente sua – sua! – nas ruas. E, com a mídia orientando os atos a partir de uma cobertura ampla, política e parcial, a base do projeto governante será convencida de que a direita marchante é a própria “sociedade brasileira” e o governo vai ser encurralado, aceitando o programa neoliberal ou, mesmo, caindo ante uma fórmula de “união nacional”. Um PMDB desamparado pode se aventurar a servir a isso. Com milhões na rua, a oposição não terá porque esperar quatro anos e os próximos atos não serão mais “difusos”. Neste domingo, a Globo disse que era coisa pacífica, democrática, familiar, quando as imagens e áudios mostraram “Impeachment”, “Intervenção Militar”, “Fora Dilma e Leve o PT Junto”. Puro ódio. Isso, com exceção da segunda consigna, aparecerá não só nas ruas, como abertamente na grande imprensa.

    6 – Se houver um engano na forma de reagir, esta perspectiva será bem sucedida e o dia seguinte será o PT rachando em “cinco” sobre compor ou não a “união nacional” e a extrema-direita (não Bolsonaro, mas quem tem força nas bancadas do PSDB, DEM, PPS e outras siglas) tensionando pela cassação do registro do PT e tentando “pegar” Lula e Dilma pressionando o Judiciário numa correlação de forças, aparentemente desfavorável ao projeto governante. O roteiro foi exposto com clareza no “ensaio geral” da crise do Mensalão.

    7 – Engana-se quem pensa que a crise será resolvida só nas ruas. Parte fundamental da luta se dará no Congresso Nacional. Mais do que nunca, é hora de recompor com o PMDB, com os líderes da base aliada em termos administrativos e na reformulação da linha política, discurso e agenda de governo. Goste-se ou não, este foi o acúmulo institucional do PT até aqui e não é hora de fazer giros: a estratégia de centro-esquerda deve ser reafirmada e radicalizada, além de amplamente esclarecida decentemente de forma política. A eleição de Cunha não mostrou o “custo PMDB”, mostrou o que ocorre sem eles e ninguém quer que, agora, Cunha vire expressão dessas ruas udenistas.

    8 – No campo puramente social, existe um ativo imprescindível: os beneficiários dos programas sociais, que não podem mais deixar de serem urgentemente mobilizados e organizados pelo PT, esquerda, centro democrático e pelo governo. O fórum de movimentos sociais é o pilar de partida, mas não será suficiente.  

    9 – Outro ativo é o espírito da vitória eleitoral pela esquerda. É preciso “engolir” o ajuste fiscal, reformar o ministério de modo a contemplar a coalizão e dar fortes sinais simbólicos à base lulo-dilmista e colocar, com anúncio em cadeia nacional, um conjunto de medidas coerentes com a campanha para recoesionar os setores que garantiram a vantagem de 3%. Não tem saída: do ponto de vista do governo a presidenta tem que liderar.

    10 – A linha governo-sociedade tem que ser clara: em defesa das cotas, ProUni, Minha Casa Minha Vida, Bolsa-Família, Bancos Públicos, Petrobrás, dos BRICS, da integração latino-americana, dos empregos e salários, além da reforma política. Sobre esta última, há que se construir o consenso mínimo com a coalizão, seja ele qual for. Não pode ser uma “lista de compras”, tem que ter foco: é proibição do financiamento empresarial? É o que? É “terceiro turno”, ou seja, infelizmente, pelo menos no âmbito da retórica e do discurso político, segue havendo aquele mesmo embate de temas, ideias e propostas. A linha política levada a cabo para reagir e derrotar duas eleições em uma, primeiro Marina, depois Aécio, deve ser resgatada: chamar as coisas pelo nome, passar a mensagem clara, seja por meios governamentais, seja na propaganda gratuita audiotelevisiva dos partidos.

    11 – Também não há mais espaço para titubeios. É baixar o “espírito” da III Internacional: nós contra eles. Só que “nós” é a centro-esquerda democrática, os herdeiros da abertura, não uma frente que possa ser vista como uma aliança de “radicais”. “Chicos Juliões” do século XXI servem para facilitar a ampliação do apoio à oposição e à unidade desta. O envolvimento dos artistas mobilizados nas eleições é fundamental para criar esse ambiente de confronto entre a política x  golpe.

    12 – O PT precisa reagir com sua força partidária e basta de resoluções e notas à imprensa. Sendo “campanha”, tem que ir para os bairros, para o porta em porta, para as rodoviárias, pontos de ônibus e fazer a defesa do partido e do governo e não só em “grandes temas”, mas, sobretudo, os microtemas da gestão do dia-a-dia: gasolina, juros etc.

    13 – O PT também deve virar sua mesa interna: menos palcos para ouvir Lula e Dilma, o que é super importante neste momento, mas também ouvir sua nova geração, de 18 a 45 anos, do segundo, terceiro escalão dos governos, das assembleias legislativas e câmaras de vereadores, dos movimentos sociais. Há ingredientes ativos na “cozinha” e na “juventude” que devem servir para melhor temperar o “prato” da reação e ofensiva.

    E, “pelamor”, #ChamaoPedroCaroço.

     

  24. Sabem qual a razão de serem

    Sabem qual a razão de serem patéticas as repostas do governo até agora?  Do tipo pronunciamentos, esclarecimentos, anúncio de pacotes anti corrupção, etc? Que levam vaias e panelaços quando ocorrem ? A razão é que esse pessoal não quer saude, educação ou fim da corrupção . Eles querem é derrubar ar o governo. Simples assim. Corrupcao, saude, educação, são somente álibis. Não sei qual estratégia deveria pautar a resposta do governo , mas com certeza não é a que tem vigorado até aqui. 

  25. Ou vai, ou racha

    Qual será a resposta do governo e do PT?

    por Breno Altman, 16/03/2015

    A escalada contra a presidente Dilma Rousseff se transformou, a partir deste domingo, em movimento reacionário de massas. A última vez que assistimos fenômeno dessa natureza foi às vésperas do golpe militar de 1964, com as marchas que abriram alas para os tanques.

    Ainda que a situação política seja distinta e não estejamos às beiras de uma ruptura constitucional, menos ainda da intervenção militar apregoada por frações do antipetismo, mudou de qualidade a disputa entre os dois campos nos quais se divide atualmente o país.

    Setores numerosos das camadas médias colocaram na ordem do dia a derrubada de um governo legitimamente eleito. Contam com a associação dos principais meios de comunicação e partidos de direita, incluindo elementos da base aliada.

    A chefe de Estado e o Partido dos Trabalhadores precisam decidir qual rumo irão tomar diante deste novo fato político.

    A patética entrevista dos ministros Miguel Rossetto e José Eduardo Martins Cardoso, na noite de ontem, aponta o caminho da conciliação e do acordo.

    Não tiveram a elegância de ir a público no dia 13, quando o movimento sindical e popular saiu às ruas para defender a democracia e protestar contra o ajuste fiscal.

    Mas açodadamente se apresentaram para conferência de imprensa, ao vivo, depois das manifestações convocadas pela República de Higienópolis. Seu discurso as avalizou como democráticas por terem sido pacíficas, além de oferecer uma mão estendida e trêmula para o diálogo.

    Não foram capazes nem sequer de denunciar atuação partidária e manipuladora da Rede Globo, uma concessão pública, claramente transformada em porta-voz da intentona reacionária.

    Possivelmente o complemento desta atitude seja imaginar que o governo, para se proteger, deva abrir ainda mais espaços para o conservadorismo na composição do gabinete, dobrar-se com maior genuflexão ao parlamento e renunciar mais claramente à agenda sufragada nas eleições de outubro.

    O raciocínio implícito a esta orientação é de que sempre existe a possibilidade de evitar o confronto contra classes sociais e grupos políticos hostis a quaisquer mudanças que minimamente afetem seus interesses ou potencialmente ameacem sua hegemonia.

    Getúlio Vargas ceifou a própria vida porque acreditou nesta suposição e viu-se encurralado. João Goulart foi apeado do poder e morreu fora do país porque partilhou a mesma ilusão.

    Se for esta a estratégia, por falar em história, o governo correrá o risco de repetir cenário provocado por Neville Chamberlain, então primeiro-ministro inglês, quando cedeu a Tchecoslováquia para os alemães, em 1938, tentando apaziguar Hitler. “Entre a guerra e a desonra, escolheu a desonra, e terá a guerra”, afirmou Winston Churchill, seu clarividente conterrâneo e sucessor.

    Mas há outras alternativas à disposição da presidente e do PT.

    A mobilização do dia 13 demonstrou que existem potentes reservas de apoio para Dilma recompor o bloco político que permitiu seu triunfo em outubro. Há espaço para a construção de uma frente ampla que defenda a democracia e as reformas populares, buscando reunir nas ruas as forças que faltam ao governo dentro das instituições.

    Obviamente este passo será possível apenas se a política econômica e a própria composição ministerial forem revistas.

    A presidente instalou um clima de confusão, divisão e desânimo nos últimos meses, com as medidas de ajuste fiscal e a nomeação de ministros sem qualquer compromisso com o programa vitorioso em 2014.

    Talvez acreditasse que seu problema principal fosse o mesmo de sempre: como obter maioria parlamentar e apaziguar o capital, de tal forma que sua administração pudesse evitar o isolamento e enfrentar as dificuldades da economia.

    A dimensão da jornada antidemocrática, no entanto, mostra que é outra a questão crucial: sem uma repactuação urgente com o campo popular, o petismo perderá as condições de disputar vitoriosamente as praças públicas, os corações e mentes dos milhões de trabalhadores que formam sua base social.

    Não há tempo a perder, esta é a verdade.

    Os próximos dias e semanas valerão por anos.

    O projeto histórico representado pelo PT e a esquerda está em perigo real e imediato.

    • Ou vai, ou racha? Muita hora nessa calma.

      Tudo isso aí são primeiras impressões, esse impressionismo não ajuda ninguém. De que vale comparações bombásitcas com o golpe de 64, quando na frase seguinte se reconhece “[Ainda que] não estejamos às beiras de uma ruptura constitucional”? Mais ridícula fica a salada ainda quando se mistura Chamberlain, Tchecoslováquia, alemães, 1938, Hitler (ele tinha que aparecer, não é mesmo?), mais frase de efeito de Churchill. Será mesmo que o Brasil vive o contexto europeu precedente da II Guerra Mundial?

      O PT perdeu tempo desde junho de 2013. Aquele movimento se arrefeceu e o PT achou que tava tudo bem, voltou para sua politiqueira de merda de conchavos de gabinete e negociações fisiológicas com a pocilga. O partido não ligou sinal de alerta diante das mobilizções. O partido virou seu avesso, se antes era o partido das mobilizações e dos movimentos sociais, passou a desmobilizar e tratar os movimentos até como inimigos. As redes sociais estão recheadas de ataques de petistas, contra todo tipo de movimento social que não se enquadrou, na política de desmobilização empreendida pelo partido; o petismo vê como inimigos o MPL; os ambientalistas, índios e atingidos de barragem que se contrapõem ao “desenvolvimento” promovido pelo partido; os desalojados pelas obras dos grandes eventos; para ficar apenas em alguns exemplos.

      As jornadas de junho começaram com uma questão grave da falta de reforma urbana, a privatização monopolizada do transporte coletivo. No mundo capitalista moderno e ultraliberal, o transporte coletivo das grandes cidades é estatal e funciona a contento. Aqui temos um modelo que é um atraso, um estorvo, que sacrifica os mais humildes com espoliação direta e a classe média com engarrafamentos e as contas para ter o carro próprio. Isto é um problema generalizado no país e fingem que é problema municipal. É um problema politico grave também, pois o lobby das concessionárias de tranporte é uma das fontes, das mais poderossas, que mais alimentam a corrupção e o fisiologismo na base dos partidos nos municípios.

      Em matéria de transporte o PT optou por estender crédito para compra de automóveis, com os juros mais altos do planeta da banca que o PT bajuleia no poder; a falta de reforma urbana eficaz, combinada com facilidades para compra de casa, trouxe uma onda especulativa nos preços dos imóveis, prefeitos espertalhões recalcularam o imposto territorial com ‘a valorização dos imóveis’, sem que tenha havido ganhos de rendimentos correspondentes dos proprietários. Hoje, a classe média argolada em dívidas e impostos sai para protestar, contra o que imagina, ou a fazem imaginar, que a está dilapidando, ‘a corrupção’; é incapaz de raciocinar sobre o que a prejudica, mas se raciocinar vai ver que o PT também tem culpa. O partido apostou na despolitização, em vez de caminhar para construir a cidadania, aceitou o canto da sereia capitalista de criar consumidores.

      • Tempestades e copos d’água

        Concordo inteiramente com você, Almeida. Exatamente por isso, creio que se o PT não der uma revirada nas próprias tripas, vai acabar jogado no lixo da história.

        Mas acho que você não conseguiu ter um distanciamento metatextual suficiente diante do artigo do Breno Altman para entender o que ele mesmo usa como ilustração (ilustração da forma, e não comparação direta dos conteúdos).

  26. A continuar do jeito que

    A continuar do jeito que vamos, São Paulo vai ter que mudar de nome para Teatro de Marionetes da Rede Globo.

    Os caras sao totalmente despidos de senso critico. Caem em qualquer artimanha armada pelos irmãos Metralhas, digo Marinhos.

    Ontem, foram manipulados e tangidos a invadirem as ruas para protestar contra seus direitos, a exigir a volta de uma ditadura que os cobriria de porrada, caso ousassem se manifestar como o fizeram.

    Sei que em SP, bom senso eh mercadoria escassa, mas alguem precisa ensinar a essa turma que se quiserem se auto imolar, que o façam na calada. Por favor não arrastem o pais de volta a lama de que SP tanto gosta. Que vão para o inferno sozinhos.

  27. A intenção da Globo É DESSTABILIZAR!

    Desestabilizar, seja pelo impechment ou só por manisfetações de cunho fascista, ela quer DESESTABILIZAR, atrapalhar do jeito que for possível, além de querer que haja enfretamento por parte do governos para gritar: “LIBERDADE DE EXPRESSÃO” e assim impedir a democratização da mídia, e não podemos esquecer do envolvimento da globo com todos os corruptos, sejam eles corruptores ou corrompidos. Onde houver crime haverá Globo.

  28. Lava Jato, Sete Brasil e o Futuro do Governo Dilma

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    O resumo dos últimos acontecimentos no país e do que tem sido publicado neste blog nas ultimas semanas me faz concluir que a polarização veio para ficar como tem ocorrido em outros países da América Latina, principalmente na Argentina e Venezuela. A direita agora tem militância que da “as caras”, vai pra rua e não tem vergonha de seu discurso reacionário.

    Isto não quer dizer que os reacionário ganharam o jogo. O que estamos assistindo é apenas mais uma movimentação das peças do tabuleiro da politica nacional. O governo Dilma vai ter que saber governar e com toda esta pressão.

    O segundo governo Fernando Henrique ficou imobilizado por 4 anos quando abateu a crise no inicio do governo. Terminou melancolicamente devido a imobilidade. O primeiro governo Lula no meio do primeiro mandato teve a crise do mensalão. Com uma catarse da mídia comparável com a atual. O governo não ficou inerte, continuo trabalhando e na final do primeiro mandato teve muito o que mostrar. E assim teve o reconhecimento da população e conquistou o segundo mandato. O segundo mandato do Lula teve a crise de 2008. O governo não se abateu e consegui contorná-la de forma espetacular. Tendo inclusive o reconhecimento internacional.

    O segundo mandato de Dilma inicia com grave crise comparável ao inicio do segundo mandato de Fernando Henrique e a crise do mensalão. Neste momento vejo que o governo Dilma pode seguir dois caminhos distintos. Um seria a imobilidade, a paralisia que vimos no segundo governo Fernando Henrique. Outro caminho seria o governo não ficar imobilizado com a crise e continuar trabalhando. Para ter o que mostrar no final do mandato e o pais continuar a evoluir. Igual ao governo Lula durante a crise do mensalão.

    Como se falou aqui no blog, talvez a principal, ou uma das principais obras deste 3 governos do PT tenha sido o fortalecimento das instituições deste pais. Com a crise do mensalão as instituições passaram por um forte teste e saíram fortalecidas apesar de alguns abusos. O governo e o partido no poder soube ser julgado e condenado por atos e crimes que cometeu. Mas estes crimes eram periféricos, apenas um pequeno tumor. Com as instituições fortalecidas o país agora avança para julgar e condenar atos e crimes não tão periféricos avançamos para combater atos e crimes cometidos de maiores dimensões, estamos caminhando para desmontar redes muitos mais complexas de corrupção. Estamos iniciando uma batalha não contra um tumor mas contra um câncer que se espalha por uma rede muito complexo de poder. Que envolve o núcleo econômico e politico do pais.

    Esta crise que a operação Lava jato esta causando não pode paralisar o pais. Mas também não podemos interrompê-la as investigações. Se irmos ate o fim será um grande avanço para o país. Temos que continuar investigando, julgando e condenando esta rede de corrupção sem paralisar o país. E este é o enigma que o governo Dilma terá que decifrar.

    Como não paralisar os investimento sendo que as principais construtoras do país estão envolvidas em corrupção? Como continuar os investimento sendo que a maior empresa do pais, a Petrobras, não tem mais confianças nas empresas que tinha parceria? O governo Dilma tem este enigma para decifrar.

    E o primeiro teste é a Sete Brasil. Empresa nacional de fabricação de sondas que venceu no primeiro governo Dilma duas licitações de 29 sondas. A empresa foi criada para viabilizar a nacionalização dos equipamento para Pre-Sal. A sete Brasil esta com problemas financeiro graves pois o BNDES parou de repassar os empréstimos prometidos depois do diretor da empresa Pedro Barusco admitir que cobrava propina. O BNDES quer a garantia de outros bancos para fazer o empréstimo. Estes bancos ,segundo a imprensa, querem que a Sete Brasil trabalhe com estaleiros estrangeiros para conceder o empréstimo. Ou seja querem que deixe de nacionalizar os equipamento do pré-Sal. O governo Dilma vai abrir mão da nacionalização? Vai ficar imobilizado e permitir a falência da Sete Brasil ou encontrará um solução sem abrir mão da nacionalização? Observando o desdobramento da Sete Brasil saberemos qual rumo tomou o governo Dilma.

     

     

    dois símbolos destas manifestarão me chamaram atenção.

    Ato Falho: A maioria dos manifestantes estavam vestidos com a camisa da Seleção brasileira fabricada sob licença de uma parceria da Nike e da CBF. Como sabemos a CBF é uma entidade envolvida “até pescoço” em corrupção. Seu ultimo presidente saiu de “fininho” para Miami para não ser preso. A Nike é uma empresa com diversas denuncias de envolvimento com trabalho infantil ou semi-escravo. E o manifestantes acham que esta camiseta Nike/CBF é o simbolo do Brasil. Freud explica!

     

    Ato Falho II : Os Panelaços ocorreram durante a fala da Presidenta Dilma e do ministro da Justiça. Não foi depois nem antes da fala. Ou seja panelaço durante a fala impede que o governo seja ouvido. E dizem que estão lutando pelo democracia. Freud explica!

     

  29. Manifestação inflada

    Ninguém está menosprezando a manifestação do PIG, comandada pela Rede Globo, foi um sucesso, mas foi inflada e esse fato pouco importa agora. Mas uma coisa é certa ocorreu nos lugares certos, ou seja nas capitais, onde o PSDB ganhou o PT. Então vejamos: o estado de São Paulo, o tucano Aécio arrebentou nas eleições, colocando uma frente de 19 pontos sobre Dilma em terras paulistas, isso explica a multidão na avenida Paulista e ter havido outras manifestações no interior do estado; em Minas Gerais, Dilma ganhou de Aécio no estado com uma diferença de quase 5 pontos, mas perdeu em Belo Horizonte, isso explica o razoavel sucesso do ato na capital mineira; em Pernambuco, Dilma deu uma surra em Aecio (70×25) no estado, mas perdeu em Recife, conheço bem a praia de Boa Viagem, achei o publico modesto; no Rio de Janeiro, onde resido, o público foi bem abaixo do esperado e se limitou na avenida Atlantica, reduto de direita da cidade, no resto do estado o protesto foi praticamente ignorado. Em resumo, em outros estados, o protesto se limitou às áreas mais nobres das capitais brasileiras. Mas o sucesso no estado mais populoso da federação é sempre preocupante e acende o sinal de alerta para o governo.

  30. Está na hora de lembrar os ensinamentos de Brizola

    Deu saudade do velho Brizola! Ele dizia com aquele sotaque: “Se a Globo é contra, somos a favor. Se a Globo é a favor, somos contra!”. Que falta faz um Brizola numa hora dessas.

  31. Ovo da Serpente chocado por Globo e SP

    Salve o RJ que sabe o que significa a rede Globo para o Brasil. Salve RJ que não esquece do que lhes foi surrupiado em benefício, principalmente, de SP, quando o Brasil era governado pelo PSDB, chegando ao ponto de modificar lógica de recolhimento de tributos  (ICMs petróleo por exemplo). mas vale ressaltar que não é só o RJ que percebe o instinto golpista deste par, Globo x SP,  isso pode ser visto quanto a movimentação em outras capitais, sem contar a mentira do quantitativo estimado emitica pela PM PSDB de SP.

    Agora, por favor me esclareçam porque a mesma foto, postada por Oneide e Falvio  Martins, se refere a dois locais diferentes: Salvador e Bauru.

    Po, assim não vale. Se somarmos tudo — estimativas falsas, mesma fotos para locais diferentes, etc — vai acabar chegando a 220 Milhoes de pessoas, e eu garanto que estava na praia aqui no RJ.

     

     

     

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