Estou juridicamente marcado para morrer, por Luis Nassif, comentário de Ulisses de Souza

Acho que somos muito nessa situação. Tomara que esse seu desabafo possa surtir algum efeito.

por Ulisses de Souza

Caro Nassif,

Tenho quase 50 anos no jornalismo. Trabalhei na grande imprensa – como Folha de S.Paulo – e nunca tive problemas com o Judicinário nessa época. Hoje, no interior, ainda na labuta, desisti de pagar advogado (*). A primeira instância nos condena de acordo com o grau de poder do requerente. Fui condenado à revelia em processos movidos por policiais militares e hospital. Fui condenado por denunciar com provas. O Judiciário chegou ao cúmulo de autorizar a penhora de 1/6 sobre a parte da minha mãe, após seu falecimento, do imóvel que sempre foi “bem de família” dos meus pais. Os meus exemplos são intermináveis.

Acho que poderíamos montar uma ONG – alguma coisa – em defesa dos profissionais nessa situação. Sei lá! Sindicato? OAB? (o interior é pródigo em advogados conservadores e litigantes de má-fé).

Acho que somos muito nessa situação. Tomara que esse seu desabafo possa surtir algum efeito. Além de jornalista sou economista e você tem minha admiração.

Ulisses de Souza

(*) Invoco sempre a sentença do STF que reverteu a situação do Juca Kfouri contra Ricardo Teixeira. Recurso sempre ignorado pelos magistrados de primeira instância

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