EUA apoiam parceria entre OTAN e Colômbia

Por Marco Antonio L.

Do Vermelho

Parceria entre Colômbia e Otan tem apoio dos EUA

A secretária adjunta dos Estados Unidos para a América Latina, Roberta Jacobson, declarou, nesta segunda-feira (3), que os EUA apoiam a entrada da Colômbia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Após a enxurrada de críticas dos demais países latino-americanos, o governo colombiano esclareceu, nesta terça (4) que a intenção do país é ser parceiro da organização e não membro.

O ministro colombiano de Defesa, Juan Carlos Pinzón, esclareceu, nesta terça (4), que “o governo da Colômbia trabalha para se converter em um sócio em questão de cooperação” da Otan, mas descarta a adesão ao organismo.

“A Colômbia não pode e não quer entrar na Otan e sim percorrer o caminho para ser parceiro na cooperação como são Austrália, Nova Zelândia, Japão, entre outros países”. Ainda de acordo com o ministro, “o que se quer com a Otan é estabelecer um acordo de cooperação mútua de modo que o país possa se beneficiar de ajudas em questões econômicas, educacionais e de defesa”, alegou.

Apoio dos EUA

Os Estados Unidos declararam seu apoio a uma aproximação da Otan com o país. “Nosso objetivo é apoiar a Colômbia como membro capaz e fonte de muitas organizações multilaterais, o que pode incluir a Otan”, afirmou Jacobson, destacando que a palavra final caberia à Organização.

Roberta destacou a afinidade entre EUA e Colômbia, lembrando da atuação conjunta há mais de uma década no Plano Colômbia. Ao comentar a aproximação do país latino-americano com a organização militar, ela disse ver como um reflexo da capacidade de a Colômbia se relacionar em escala global, “seja como aliado no Conselho de Segurança da ONU, seja buscando coordenação com a Otan”.

Anti-imperialismo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou as críticas a este acordo que, em sua opinião, constitui uma ameaça à paz da região: “lamentamos muito esta decisão da Colômbia e estamos de acordo com a proposta do presidente Evo Morales de convocar uma reunião de emergência da Unasul, pois um país do continente dizer que quer ser membro da Otan coloca em risco a estabilidade da região. Sabemos que esta organização deveria ter desaparecido há tempos”.

Ao lembrar que a Aliança foi criada durante a Guerra Fria, Maduro lembrou que a Unasul está construindo uma doutrina militar para o continente. “Denuncio os planos de guerra que a Otan quer trazer para a América do Sul. Temos que denunciar através da Unasul e da Celac, e o governo da Colômbia tem que refletir sobre isso”, afirmou. 

O presidente boliviano, que pediu nesta segunda (3) para a Unasul se pronunciar, observou que “quando internamente os EUA já não podem dominar países, governos, povos anti-imperialistas, como é possível que a Colômbia peça para ser parte da Otan? Para quê? Para agredir a América Latina, para submeter a América Latina, para que a Otan nos invada como invadiu a Europa e a África?”, insistiu.

Já o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, reiterou que “a América Latina não pode se abrir a governos e forças armadas de outros continentes, seria uma loucura, seria trair Bolívar e os libertadores de nossos povos”.

Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva com agências

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