Fernández e Kirchner se elegem em primeiro turno na Argentina

Em seu primeiro pronunciamento após a vitória, Fernández pediu a Macri para que, ao passar para a oposição, ‘seja consciente do que deixou’ e ‘ajude a reconstruir o país das cinzas’.

Jornal GGN – As eleições, na Argentina, foram definidas em primeiro turno. Neste domingo o povo decidiu pelo candidato de oposição, Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner. Fernández e Cristina foram a resposta do povo contra as políticas neoliberais de Mauricio Macri, o atual presidente.

Em seu primeiro pronunciamento após a vitória, Fernández pediu a Macri para que, ao passar para a oposição, ‘seja consciente do que deixou’ e ‘ajude a reconstruir o país das cinzas’. O presidente eleito exortou a direita a que passem a ter compromisso com o diálogo, coisa que não permitiram neste governo que finda.

A vitória de Fernández e Kirchner está garantida desde que, nas primárias, em 11 de agosto, a chapa superou a de Macri por 15 pontos percentuais. Para vencer em primeiro turno, o primeiro colocado precisa alcançar 45% dos votos, ou 40% se a vantagem para o segundo candidato for de pelo menos 10 pontos percentuais. Fernández e Cristina foram além.

Em dado momento de seu discurso, Fernández soltou um ‘Lula libre!’, e obteve apoio dos que ali comemoravam sua vitória. Falou muito de consenso e união, ressaltando que sua coalizão é ‘a frente de nós’, mas a ‘Frente de Todos, nascida para incluir todos os argentinos’.

‘Sabem que até 10 de dezembro o presidente é o presidente Macri. Vamos colaborar em tudo o que pudermos colaborar, porque a única coisa que nos preocupa é que os argentinos deixem de sofrer de uma vez por todas’, afirmou ele.

Alberto Fernández é um aliado da esquerda brasileira e o atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não o vê com bons olhos. Depois de algumas declarações infelizes, Bolsonaro emendou, em tom mais conciliador, que ‘pretende ampliar qualquer comércio com a Argentina’ e que espera que Fernández não se oponha à abertura comercial desejada pelo governo brasileiro.

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