Focos de resistência persistem na Líbia

Do Vermelho.org

Chefe do Congresso líbio admite continuidade da resistência

A persistência de focos de resistência às autoridades líbias foi admitida pelo presidente do Congresso Nacional, Mohamed Megarief, que desempenha as funções de chefe de Estado.

Violentos bombardeios de artilharia contra a cidade de Bani Walid, no sudoeste do país, cuja população se recusa a se entregar ao que qualificam de “milícias sem lei”, introduziram desde este fim de semana um novo elemento de instabilidade política no país.

Informações oficiosas asseguram que cerca de 30 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na cidade, submetida a tiroteios com armas de artilharia a partir de três posições.

A campanha para libertar o país não foi cumprida por completo, disse Megarief em uma alocução transmitida no sábado (20) pela televisão por ocasião do primeiro aniversário da captura e assassinato a sangue frio do líder líbio Muamar Kadafi.

Enquanto isso, afloraram contradições sobre a sorte de Musa Ibrahim, porta-voz do governo líbio liderado por Kadafi até que o autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) entrou na capital do país, Trípoli, depois de uma agressão militar maciça por parte da Otan.

Meios oficiais anunciaram na véspera que Ibrahim foi capturado quando tratava de fugir de Bani Walid, mas pouco depois se desmentiram em um comunicado no qual afirmaram desconhecer seu paradeiro.

As declarações desencontradas levam a supor que Musa Ibrahim foi capturado e morto e as autoridades buscam distanciar-se do episódio sangrento, mais um na sucessão de abusos dos direitos humanos cometidos contra partidários de Kadafi desde o ano passado que caem na categoria de crimes de guerra.

Outros informes disseram na véspera que Jamis Kadafi, filho do líder líbio assassinado, morreu durante os ataques de artilharia iniciados neste fim de semana.

A instabilidade na Líbia se caracteriza pela hegemonia de milícias que se transformaram em bandos armadas que aterrorizam a população e impõem seu predomínio, a ausência de um governo que possa ser considerado como tal e a negativa de uma parte da população a aceitar a autoridade central.

Prensa Latina

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