Governistas manobram para manter PEC do voto impresso

Relator recua e afirma que mudaria parecer para atender sugestões; medida viola regimento da Câmara dos Deputados

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Deputados da base de apoio do governo violaram o regimento da Câmara dos Deputados para manter o voto impresso, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nesta sexta-feira, o deputado bolsonarista Filipe Barros (PSL-PR) pediu mais tempo para reformular seu parecer para, segundo ele, receber sugestões de quem é contrário ao seu relatório, que defende a impressão do comprovante do voto na urna eletrônica.

A operação, que teve a anuência do deputado governista Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), contraria o regimento da Câmara que estabelece que o texto deve ser submetido ao debate após a leitura do parecer, que ocorreu em 28 de junho.

A discussão e a réplica sobre o texto ocorreram no último dia 05 de julho e, a partir daí, ele poderia ser votado. E, como apontam os deputados da oposição, as regras não abrem mais possibilidade de apresentação de novo parecer.

Como aponta reportagem do jornal Folha de São Paulo, a jogada dos aliados de Bolsonaro buscou boicotar a reunião desta sexta-feira, que foi agendada por autoconvocação da maioria do colegiado. Para que a PEC seja aprovada, são necessários cerca de 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em votação em dois turnos – e precisaria ser promulgada até o começo de outubro para valer nas eleições de 2022.

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