História do Golpe: Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra, por Luis Nassif

Artigo publicado em 14/10/2015

O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia, a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada, essas e demais práticas adotadas pela Operação Lava Jato estavam previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da Operação Mãos Limpas (ou mani pulite) na Itália.

O paper “Considerações sobre a operação Mani Pulite“, de autoria de Moro é o melhor preâmbulo até agora escrito para a Operação Lava Jato. E serviu de base para a estratégia montada.

Em sete páginas, Moro analisa a operação Mãos Limpas na Itália e, a partir dai, escreve um verdadeiro manual de como montar operação similar no Brasil, valendo-se da experiência acumulada pelos juízes italianos.

As metas perseguidas

Na abertura, entusiasma-se com os números grandiosos da Mãos Limpas: “Dois anos após, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros”.

Admite os efeitos colaterais, dez suicídios de suspeitos, vários assassinatos de reputação cometidos na pressa em divulgar as informações e, principalmente, a ascensão de Silvio Berlusconi ao poder.

Mas mostra as vantagens, no súbito barateamento das obras públicas italianas depois da Operação.  Principalmente, chama sua atenção as possibilidades e limites da ação judiciária frente à corrupção nas democracias contemporâneas.

A lógica política da Mãos Limpas

A lição extraída por Moro é que existe um sistema de poder a ser combatido, que é a política tradicional, com todos seus vícios e influências sobre o sistema judicial, especialmente sobre os tribunais superiores. 

O sistema impede a punição dos políticos e dos agentes públicos corruptos, devido aos obstáculos políticos e “à carga de prova exigida para alcançar a condenação em processo criminal”.

O caminho então é o que ele chama de democracia – que ele entende como uma espécie de linha direta com a “opinião pública esclarecida”, ou seja, a opinião difundida pelos grandes veículos de imprensa, dando um by-pass nos sistemas formais.

“É a opinião pública esclarecida que pode, pelos meios institucionais próprios, atacar as causas estruturais da corrupção. Ademais, a punição judicial de agentes públicos corruptos é sempre difícil (…). Nessa perspectiva, a opinião pública pode constituir um salutar substitutivo, tendo condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes públicos corruptos, condenando-os ao ostracismo”.

O jogo consiste, então, em trazer a disputa judicial para o campo da mídia.

Análise de situação

Em sua opinião, os fatores que tornaram possível a Operação, alguns deles presentes no Brasil.

1.     Uma conjuntura econômica difícil, aliada aos custos crescentes com a corrupção.

2.     A abertura da economia italiana, com a integração europeia, que abriu o mercado a empresas estrangeiras.

3.     A perda de legitimidade da classe política com o início das prisões e a divulgação dos casos de corrupção. Antes disso, a queda do “socialismo real”, “que levou à deslegitimação de um sistema político corrupto, fundado na oposição entre regimes democráticos e comunistas”.

4.     A maior legitimação da magistratura graças a um tipo diferente de juiz que entrou nas décadas de 70 e 80, os “juízes de ataque”, nascido dos ciclos de protesto.

O uso da mídia

Um dos pontos centrais da estratégia, segundo Moro, consiste em tirar a legitimidade e a autoridade dos chefes políticos – no caso da “Mãos Limpas”, Arnaldo Forlani e Bettino Craxi, líderes do DC e do PSI – e dos centros de poder, “cortando sua capacidade de punir aqueles que quebravam o pacto do silêncio”. Segundo Moro, o processo de deslegitimação foi essencial para a própria continuidade da operação mani pulite

A arma para tal é o uso da mídia, através da ampla publicidade das ações. Segundo Moro, na Itália teve “o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados”.

Moro admite que a divulgação indiscriminada de fatos traz o risco de “lesão indevida à honra do investigado ou acusado”. Mas é apenas um dano colateral menor. 

Recomenda cuidado na divulgação dos fatos, mas “não a proibição abstrata de divulgação, pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios”.

Segundo Moro, “para o desgosto dos líderes do PSI, que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da “mani pulite” vazava como uma peneira. Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no “L’Expresso”, no “La Republica” e outros jornais e revistas simpatizantes”.

Para ele, apesar da Mãos Limpas não sugerir aos procuradores que deliberadamente alimentassem a imprensa, “os vazamentos serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva. Craxi, especialmente, não estava acostumado a ficar na posição humilhante de ter constantemente de responder às acusações e de ter sua agenda política definida por outros”.

A delação premiada

Segundo Moro, a estratégia consiste em manter o suspeito na prisão, espalhar a suspeita de que outros já confessaram e “levantar a perspectiva de permanência na prisão pelo menos pelo período da custódia preventiva no caso da manutenção do silêncio ou, vice-versa, de soltura imediata no caso de uma confissão (uma situação análoga do arquétipo do famoso “dilema do prisioneiro”)”.

Ou seja, a prisão – e a perspectiva de liberdade – é peça central para induzir os prisioneiros à delação. Mas há que se revestir a estratégia de todos os requisitos legais, para “tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada, evidentemente sem a utilização de qualquer método interrogatório repudiado pelo Direito. O próprio isolamento do investigado faz-se apenas na medida em que permitido pela lei”.

Moro deixa claro que o isolamento na prisão “era necessário para prevenir que suspeitos soubessem da confissão de outros: dessa forma, acordos da espécie “eu não vou falar se você também não”, não eram mais uma possibilidade.

O caso Lava Jato

Assim como nas Mãos Limpas, a Lava Jato procura definir a montagem de um novo centro de poder.

Em sua opinião, o inimigo a ser combatido é o sistema político tradicional, composto por partidos que estão no poder, o esquema empresarial que os suporta e o sistema jurídico convencional, suscetível de pressões.

O novo poder será decorrente da parceria entre jovens juízes, procuradores, delegados – ou seja, eles próprios – com o que Moro define como “opinião pública esclarecida” – que vem a ser os grupos tradicionais de mídia.

Nesse jogo, assim como no xadrez, a figura a ser tombada é a do Rei adversário. Enquanto o Rei estiver de pé será difícil romper a coesão do seu grupo, os laços de lealdade, ampliando as delações premiadas.

Fica claro, para o Grupo de Trabalho da Lava Jato, que o Bettino Craxi a se mirar, o Rei a ser derrubado, é o ex-presidente Lula. O vazamento sistemático de informações, sem nenhum filtro, é peça central dessa estratégia.

Para a operação de guerra da Lava Jato funcionar, sem nenhum deslize legal – que possa servir de pretexto para sua anulação – há a necessidade da adesão total do grupo de trabalho e dos aliados da mídia às teses de Moro.

A homogeneidade do GT só foi possível graças à atuação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que selecionou um a um os procuradores da força tarefa; e da liberdade conferida à Polícia Federal do Paraná para constituir seu grupo. O fato de procuradores paranaenses e delegados já orbitarem em torno do ex-senador Flávio Arns certamente favoreceu a homogeneização. E, obviamente, a ausencia de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça.

Para ganhar a adesão dos grupos de mídia, o pacto tácito incluiu a blindagem dos políticos aliados. Explica-se por aí a decisão de Janot de isentar Aécio Neves das denúncias do doleiro Alberto Yousseff, sem que houvesse reclamações do Grupo de Trabalho.

A falta de cuidados com o desmonte da cadeia do petróleo também se explica por aí. Na opinião de Moro e da Lava Jato a corrupção nas obras públicas decorre de uma economia fechada, preocupada em privilegiar as empresas nacionais. É o que está por trás  das constantes tentativas de avançar sobre o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) – o similar italiano do BNDES foi um dos alvos preferenciais da Mãos Limpas.

Croxi e Berlusconi, rei morto e rei postoNo fundo, o arcabouço institucional brasileiro está sendo redesenhado por um autêntico Tratado de Yalta, em torno do novo poder que se apresenta: juízes, procuradores da República e delegados federais associados aos grupos de mídia.

A grande contribuição à força Lava Jato foi certamente a enorme extensão da corrupção desvendada. sem paralelo na história recente do país e sem a sutileza dos movimentos de privatização e dos mercados de juros e câmbio.

 A única coisa que Moro não entendeu – ou talvez tenha entendido – é que a ascensão de Silvio Berlusconi não foi um acidente de percurso. Foi o rei posto – a mídia nada virtuosa – sobre os escombros do rei morto – um sistema político corrupto.

A ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados.

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31 comentários

  1. Li o artigo há uns dois ou

    Li o artigo há uns dois ou três anos e cheguei à mesma conclusão: Berlusconi não foi “efeito colateral”, assim como Temer não é. Os movimentos “moralizadores” sempre desembocaram em coisa semelhante. Os tais fascismos: nazismo, pinochetismo, salazarismo, franquismo etc., sempre se baseiam em argumentos “moralizantes”. Moro não enxerga isso por má fé ou ingenuidade mesmo (não posso deixar de dizer que ele me lembra um antigo personagem de rádio dos anos 90, os “Sobrinhos do Atayde”. Lá havia um tal de “Marquinhos” que tinha a mesma voz e vivia dizendo que “os americanos são muuuuiiiito melhores!).

    O que todas estas  pretensas moralizações tem em comum é o fato de estarem fundamentadas numa mesma premissa personalista de ética (o argumento ad hominem utilizado na moral): uma pessoa má não comete atos bons. Assim, PTistas, judeus, comunistas, etc nunca fazem coisas boas, pois são pessoas más e por isto devem ser destruídas. Aquela velha história de Jesus sobre o “atire a primeira pedra” mostra que o problema não é novo e que Jesus antecipa uma posição reafirmada pelo direito iluminista e que “inspira” (com mil aspas) o tal do “direito ocidental” (com outras mil aspas).

  2. Como vai reagir Minas?

    É por enxergar os fatos, que a dor da lucidez é incomparável diante da dor dos tolos…

    O duro é que ainda tem muita dor para passar debaixo desta ponte…

    O discurso do golpe morreu, nem uma brava ditadura vai contornar isso!

    Nem a grande mídia hoje poderia abafar o golpe…

    Só os tolos acreditam que não houve golpe!

    O Temer sofreu uma tentativa de golpe e reagiu com outro golpe!

    Derrubou a globo!

    Agora ele quer derrubar o PT em Minas!

    Por que?

    O mais importante, é como reagirá Minas!

    Vai aceitar passivamente como Dilma?

    O efeito dominó disso vai afetar a federação!

    Ou você aceita a injustiça feita pelo judiciário e pelo governo, ou você reage com corrupção como fez o temer…

    Nenhuma das escolhas é boa…

    A desobediência civil está perto de ser instaurada no Brasil!

  3. Este post é um dos clássicos do Nassif.

    Este post é um dos clássicos do Nassif. 

    Este post demonstra que neste pais há um crime maior: a desigualdade social contra a  qual, o presidente que ousar combate-la, comerá o pau que o diabo amassou: foi assim com Vargas, Jango, JK e, agora, com Lula…

    E não adianta os EUA darem de presente tanques de guerra nessa politica de boa vizinhança(https://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/no-inventario-do-mundo-donald-o-pato-ficou-com-a-embraer-e-para-o-ze-carioca-so-sobrou-o-tanquekkkk) para, em seguida, levarem por exemplo a Embraer, depois de terem devorado a Odebrecht, que era empresa forte disputando espaços e ganhando concorrencia no proprio solo americano, onde construiu por exemplo o aeroporto de Miami…

    Como podem resolver a criminalidade nesse pais combatendo quem combate a desigualdade?

    Lula sonhou com este pais transformado num grande pais de classe média e, com o pre-sal e nossas riquezas sendo usadas para a realização deste projeto, não seria impossivel chegarmos num padrão dos paises escandinavos, alguns dos quais, por causa das politicas igualitárias, estão fechando presídios, ao que tudo indica, ali se tornará real o abolicionismo penal, no máximo uma justiça terapeutica: a cura no lugar do castigo.

    – a Noruega tem seu fundo soberano do pre-sal devorado pelos golpistas que tomaram o poder graças a….Lava Jato….

    Moro colocou no papel os crimes que ele e sua turba praticaram em solo brasileiro….

    Voltando a realidade Brasil…poucas horas atrás,  na América do Norte, Moro fez cara de paisagem ao ser perguntado sobre vazamentos, um deles, o vazamento da conversa da presidenta eleita, e dotada da soberania outorgada pelo povo…

    Moro, você mesmo colocou no papel tudo o que aconteceu e continua acontecendo no âmbito da Lava Jato, em especial, a aliança espúria com a midia para a prática de vendeta politica contra Lula e membros do seu partido e, ao mesmo tempo, poupar os aliados da Globo: Serra, Aécio et caterva.

    Moro colocou, também, no papel, o seu projeto de destuição nacional, ao qual ele deu o nome de “desnacionalização”, o que não é o caso, pois se trata de entreguismo  para beneficiar interesses americanos, para os EUA ele vai de forma sistemática para prestar contas do golpe: ele Moro votou poucas horas atrás e, pelo que senti, já trouxe a ordem de prisão contra Lula, a mando do Tio Sam. 

    Lamentável que as Instituições tenham entrado no jogo do Moro, pois foi o que ocorreu quando preparam o terreno para o fascismo judicial, isto ocorreu quando o STF rasgou a CF para permitir a prisão antecipada de Lula, ou seja, a prisão em segunda instancia, defendida por Moro, mais uma vez, ao por os pés em solo brasileiro vindo dos….EUA…

    Graças a esse fascismo judicial levado a cabo pelo conluio midiático penal, Lula está sem direito ao acesso aos direitos previstos na CF que ele ajudou a escrever quando terminou o período ditadorial que voltou graças à …..Lava Jato….

    Lula, além de ter sombre seus ombros uma sentença baseada em processo fraudulento, não pode recorrer às Instancias garantidas pela CF: o homem de Washington tem que prende-lo….

    Lula só pode recorrer à Suprema Corte da Lava Jato, o TRF4 um puxadinho da Globo….tudo isso foi planejado pelo próprio Moro….

    Que falta nos faz o paredon do Fidel…

  4. Somente o tal de Moro:?

    Sinceramente, ainda não acredito e insisto em não acreditar que o tal de Moro, somente ele,  e talvez algum outro gato pingado do MPF, como Delagnhol, tenha tido astúcia e preparo suficiente para programar uma ação como esta da Lava Jato. Há algo que funciona como cérebro e indica o caminho a toda  essa gente . 

  5. Lula: Porque Moro não sai dos EUA?

    O site Brazil Wire fez uma reportagem extensa e detalhada sobre a entidade americana que está patrocinando uma palestra de Sergio Moro em Nova York nesta semana — e a revista editada por ela.

    (…) A elite do COA inclui: Bloomberg, Blackrock, Bank of America, Barings, Barrick Gold Corporation, Boeing, Bombardier, Banco Bradesco, Banco do Brasil, Banco Santander, Cisco, Citigroup, Coca Cola, ExxonMobil, Ford, General Electric, General Motors Google, Itaú Unibanco, IBM, Johnson & Johnson, JP Morgan Chase, Lockheed Martin, McDonalds, Moody’s, Morgan Stanley, Microsoft, News Corp / Fox, Pearson, Pfizer, Philip Morris, Raytheon, Shell, Television Association Of Programmers Latin America (Associação de Programadores de TV da América Latina), Time Warner/Turner, Toyota, Viacom, Wal-Mart.

      

    https://www.ocafezinho.com/2018/03/01/brazil-wire-estoura-caixa-preta-da-lava-jato-nos-eua/

     

    “O FBI se orgulha da cooperação internacional para combate à corrupção no Brasil, que aponta como exemplo para o mundo inteiro. O órgão do governo americano reforçou o time que investiga possíveis casos de corrupção em solo brasileiro em 2014, antes de a operação “lava jato” se tornar conhecida do grande público.

    https://www.conjur.com.br/2018-fev-07/fbi-ampliou-presenca-brasil-antes-lava-jato-ficar-famosa

    Durante palestra em Washington, Kenneth Blanco falou em “relacionamento íntimo” entre procuradores dos EUA e do Brasil na Lava Jato. Além disso, Blanco revelou que a cooperação entre eles “não depende apenas de procedimentos oficiais”, ou seja, também existe colaboração informal entre os agentes públicos dos dois países, procedimento que viola a legislação brasileira.

    https://www.conversaafiada.com.br/mundo/janot-montou-a-operacao-clandestina-com-o-governo-americano

    Lula: Porque Moro não sai dos EUA?

    https://blogdacidadania.com.br/2018/03/lula-quer-saber-por-que-moro-nao-sai-dos-eua/

    Comparato: Moro é homem de Washington

    https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/337812/Comparato-EUA-comandam-Lava-Jato-e-Moro-%C3%A9-homem-da-Casa-Branca.htm

    Relação Sergio Moro e EUA

    https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/06/relacao-sergio-moro-eua.html

  6. Prezado Mouro
    Bom

    Prezado Mouro

    Bom dia 

    Pergunta que não quer calar: quem ganhou até agora com a lava jato?

    Somente Lula  !!!

    Que segundo todas as pesquisas encontra-se quase eleito no primeiro turno

    Abração

    • humm
      Esposa morta  ..família

      humm

      Esposa morta  ..família destroçada e acoçada ..noites sem dormir

      Direitos políticos suprimidos  ..todo um projeto de vida interrompido e muitos tentando desconstrui-lo

      Mario  ..não poetise esta tragédia

      O BRASIL pode enfim reconher o MAIOR DOS SEUS MITOS e personagem político de todos os tempos

      mas não vamos desmerecer, ou nos esquecer, o que este pernambucano tem passado no plano pessoal

      duvido mesmo que pro cidadão LUIZ INACIO este produto possa ser considerado uma vitória  ..ainda mais agora que meia duzia de GOLPISTAS ABJETOS o querem ver enjaulado e pior  ..com o POVO que ele tanto defendeu não ter comparecido ainda às ruas pra defendê-lo

       

      • Como se não bastasse a ausência

        https://josecarloslima.blogspot.com.br/2018/03/liberdade-para-lula-vira-campanha.html

         

        Como se não bastasse a ausência de membros da familia, Dona Marisa em especial, que não aguentou ao se deparar com tamanha injustiça, Lula se depara, agora, com a ausência do Estado e da CF para assegurar os direitos do ex-presidente: isso se chama solidão. O povo brasileiro tem que preencher esta lacuna que, é claro, será minorada em parte, jamais totalmente. 

         

        Ah quem possa se sentir acuado…afinal de contas os tanques do Exército estarão nas ruas para impedir manifestações de apoio a Lula….alguns destes tanques, presentes (de grego) dos EUA  foram levados para Curitiba, o que soa como um agrado a Moro pelos serviços prestados aos americanos: com o fechamento das refinarias e redução da produção, decretado pela Lava Jato e pelo golpe, o Brasil, que importava dos EUA, 40% de tais produtos, passou a importar quase 100%….e mais: a Coca-Cola pode abocanhar o aquífero guarani…..a Boeing está lelvando de lambuja a Embraer….a NASA ficara com a Base de Alcântara…..

        Sim, os tanques estarão nas ruas, mas pode ser impedimento para o clamor popular que há de se manifestar contra essa injustiça patrocinada por interesses das oligarquias nacional e internacional, sabemos do que são capazes estas megacorporações…

        Olá Donald Trump Pato, envie mais presentes de grego para Pindorama: mais tanques, mais taxação sobre o aço: logo logo os manifestoches vão estar sem graça por não terem grana pra comprar barbeador: um par da marca Prestobarba já custa 5 reais….depois da taxação do aço deve ir a 10 reais….ai me lembro que li dias atrás sobre imperalismos: que a diferença entre o imperialismo chinês e o americano, é que com este, o pais colonizado fica cada vez mais pobre e o chinês permite um certo enriquecimento do pais colonizado, vide a rota do desenvolvimento, vide BRICS….

         

      • Prezado Romaneli
        Bom dia 
        Não

        Prezado Romaneli

        Bom dia 

        Não estou poetizando, mas digamos pensando como Maquiavel, apesar de o republicanismo petista não o permitir, não sei se é por “desconhecimento ou omissão”.

        Analisemos:

        1 – o petismo estava fadado a ser  banido do mapa politico depois que Dilma ousou partir pra cima das elites e oligarquias que comandam a republica desde a “deposição / expulsão” de D.Pedro II do Brasil. Redução da tx de juros a 7,5%, leis de combate a corrupção, aumento do orçamento para educação, pnps, ,repatriação de dinheiro, etc. Onde já se viu,  virar-se contra quem a elegeu, o empresariado que banca toda a politica Patropi?

        2 – Todos os partidos alinhados com o sistema,  ficaram livres para participar de pleitos eleitorais  sem que ninguém os incomodassem com a pecha de corrupto como colocaram no petismo após a eleição de Lula no 2 turno de 2006, apesar do mensalão que não grudou nele, inclusive o apelidaram de teflon.

        3 – a partir de 2010, (inclusive escrevi e comentei com o Nassif que o pt deveria ter dado a cabeça de chapa para um aliado, visto que o desgaste foi e estava sendo muito grande para o partido), mas não, surfaram na popularidade de Lula e lançaram a Dilma para fazer o serviço que Lula não conseguiu, que era bater de frente com os patrocinadores da politica (item 1).

        4 – a morte da esposa, é uma desgraça, mas é efeito colateral!

        5 – concordo com o mito, mas é para o bem e o mau, basta fazer uma pesquisa em seu bairro e constatará o que digo!

        6 – quanto a Sergio Moro, nenhuma analise da Lava Rapido, deve ser levada em consideração sem voltar ao caso Banestado, que foi abafado naquela famigerada cpi de 2004. aquilo deveria ser a manipulite e foi arquivada sem a devida gritaria da esquerda, que foi usada ara retirar o Collor, mas todos se omitem de analisar o caso.

        7 – Por fim, não pense que não gosto de Lula, o contrario, o que não aceito é a condução do atual discurso politico como se ele fosse dono da verdade, ele é parte de nossos problemas por não ter rompido com o podre status quo quando tinha 80% de aprovação!!!

        Abração

        • Entendi sim sua forma de

          Entendi sim sua forma de expor  ..de qq forma acho que NESTE momento não podemos esquecer do lado humano  ..aliás, coisa que o CIRO GOMES tem se esquecido ao querer faturar encima da desgraça alheia

          Quanto a DILMA, discordo  ..imatura, incompetente  ..inábil  ..rercebeu um país com uma avenida secular de novidades pela frente, e colocou tudo a perder  ..mentiu, trapaceou, traiu

          Não tinha calibre  ..fiasco, encrenqueira, mentalidade curta de guerrilha, perfil de soldado, nunca de general, como um Dirceu ou Lula

          Sobre LULA, sábio  ..na polítca tudo tem seu tempo  ..conseguiu sem derramar uma gota de sangue. sair com 87% de popularidade e retirar 50 mm da pobreza

          errou mesmo, ai concordaria, foi incorrer desnecessariamente no dualismo, no “nós contra vocês”  ..com isso, e com DILMA – por seu governo tosco – foram somando inimigos pelo caminho, paulistas, brancos, homens, sulistas, parte da elite consciente, todos que numa ou noutra hora, INCLUSO MILITARES e forças armadas públicas (policiais) que foram vendidos como inimigos prematuramente

          uma pena

  7. Evidente que cada país tem a

    Evidente que cada país tem a sua história  ..hoje mesmo não podemos dizer que a italia virou uma Brastemp, né mesmo ?

    O BRASIL transcende e se diferencia em MUITO ao que ocorreu na italia  ..e parece que este torquemada, este MOLEQUE GOLPISTA não teve a capacidade de ver

    O BRASIL carrega em si uma importância geopolítica INFINITAMENTE maior que a Italia, quer pro mundo como pros EUA e demais potencias 

    Confundir jogo de cartel e deformidades mercadológicas, institucionais, com crime organizado, máfia, é um erro barbaro que só um mal_gistrado tipo Moro poderia cometer

    A LAVA JATO violentou leis e a Constuição do país  ..nossa cidadania e nossa democracia  ..facilitou o GOLPE e a destruição de milhões em empregos e BILHÔES em mercado pra empresas nacionais  ..isso não pode ser considerado um mero efeito colateral  ..é CRIME DE LESA PATRIA por quem os cometeu

    Fosse o Judiciário melhor que os Poderes políticos e nossos carceres e ritos processuais, esta infinidade de abusos que vemos neste poder partido de NABABOS inalcançáveis e irremovíveis não estaria ocorrendo 

    MORO defende interesses ideológicos e políticos claros ..carrega em si algo de PSICOPATA

    a bem da democracia ele precisa ser DETIDO e seu mito desconstruído com base na VERDADE factual

     

  8. A cada que passa chego a
    A cada que passa chego a triste conclusão que pelo menos 90% dos comentários que os comentaristas eviam fazendo alguma crítica ao artigo do dono do Blog,isto é,divergem ,teem seus comentários censurados.O último da minha lavra que mandei,entendi que o artigo está inconcluso.Quero dizer,o término ficou sem terminar.Uma sugestão.Que tal se trocassemos o nome de Blogosfera para Amem’sfera.Ficava lindo nera?

  9. Perfeita analise
    Fica saliente os paradigmas adotados por Moro:
    – A causa da corrupção é política.
    (Não sabe que a corrupção é inerente ao ser humano e que a política é consequência da atividade humana na disputa pelo poder)

    – que a corrupção nasceu com o comunismo
    (A esquerda é um fenômeno contemporâneo fruto de milênios de luta social e política. Como desconhecedor de história contemporânea, ele atira na comunismo para acertar a corrupção )

    – Ele toma os adversários políticos como aliados para derrubar a corrupção
    ( Neste ponto a lógica é evidente, acaba adotando a corrupção de um grupo político para derrubar o outro. Mera coincidência o outro ser justamente as elites que desgraçaram o Brazil Por 500 anos )

    – Adotou a data de 2002 para investigar a grande corrupção.
    (Foi apenas uma coincidência exatamente nesta data a esquerda ter acendido ao poder por meio do voto! ?!?!)

  10. Juiz refinado…?

    Prezado Nassif,

    De fato, é bem verdade a “… ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados.” Por isto mesmo acredito que deva ser descartado o juiz de primeira instância como um destes estrategistas: tudo indica que ele seja um tosco juiz de província, com um intelecto muito limitado – haja visto suas manifestações públicas, eivadas de senso comum e preconceito. Uma matéria do GGN, repercutindo artigo de Cerqueira Leite na Folha de São Paulo mostra com clareza este aspecto do juiz de primeira instância: “Ontem (11), Cerqueira Leite, que é integrante do conselho editorial da Folha, publicou artigo criticando a atuação do juiz, dizendo que “Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista” (https://jornalggn.com.br/noticia/sergio-moro-reage-contra-criticas-publicadas-pela-folha).

     

  11. Juiz refinado…?

    Prezado Nassif,

    De fato, é bem verdade a “… ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados.” Por isto mesmo acredito que deva ser descartado o juiz de primeira instância como um destes estrategistas: tudo indica que ele seja um tosco juiz de província, com um intelecto muito limitado – haja visto suas manifestações públicas, eivadas de senso comum e preconceito. Uma matéria do GGN, repercutindo artigo de Cerqueira Leite na Folha de São Paulo mostra com clareza este aspecto do juiz de primeira instância: “Ontem (11), Cerqueira Leite, que é integrante do conselho editorial da Folha, publicou artigo criticando a atuação do juiz, dizendo que “Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista” (https://jornalggn.com.br/noticia/sergio-moro-reage-contra-criticas-publicadas-pela-folha).

     

  12. Bandidos perfumados e hipócritas

    É difícil acreditar em ingenuidade quando se trata de gente como Sérgio Moro, mesmo considerando que esse moço vive numa espécie de bolha desde que nasceu, a bolha dos Homens de Bem. Ou melhor, a bolha dos Homens que se acham homens de bem. E assim se intitulam reiprocamente, num troca-troca indecente.

    E assim, como não creio em ingenuidade, acho muita hipocrisia essa história de que “para ganhar a adesão dos grupos de mídia, o pacto tácito incluiu a blindagem dos políticos aliados. Explica-se por aí a decisão de Janot de isentar Aécio Neves das denúncias do doleiro Alberto Yousseff, sem que houvesse reclamações do Grupo de Trabalho.”

    Vai dizer que os de dentro da bolha não sabem das maracutaias de si mesmos? Vai dizer que, dentro do clube, não há assunto que, levantado, gere olhares cúmplices, risadinhas, como a que Aécio deu quando Perrela grampeado disse que, afinal, “só traficava drogas” ou algo assim?

    Lula, em relação a esse clube, foi, é e sempre será um “outsider”. A corrupção é inerente a esse clube. Se Lula tivesse aderido à corrupção do clube, não estaria sendo perseguido.

    A Lava Jato é apenas o jeito que o clube dos corruptos, dos poderosos escusos e dos midiáticos hereditários, se darem medalhas por manter a corrupção, a ladroagem e todos os crimes que cometem entre si mesmos. E o mais feio, acusando os outros do que eles próprios são.

    Medalhas… uma chupeta de neném para quem acredita que o grande capital não é a origem de toda corrupção. Ou a chupeta ou o título de hipócrita. Falta de espelho em casa, falta de consciência…

  13. A(s) teia(s) ou como lavar as mãos e as consciências

    (Aviso aos navegantes: é texto longo, é opinião pessoal de leiga, contudo cidadã, e não um artigo de especialista/jornalista, pode ser chato e cansativo mas arrisquei um assunto árido (cheio de links e vídeos) porque acho que vale a pena.

    Nassif, como sempre, um analista perspicaz que alia sua experiência e conhecimento político à imaginação responsável e apuração rigorosa e que, ao examinar as potencialidades dos fatos, pôde prever o que pode ter parecido absurdo à época da análise mas recupera sua “linha de racionalidade histórica” por sua maneira habilidosa de encadear fatos aparentemente desconectados mas intimamente relacionados em sua origem e desdobramento. E isso se refere tanto a esta reportagem quanto às anteriores recuperadas na série da “arqueologia da história do golpe”.

    Dito isso, solicito que sua perspicácia e dos comentaristas de seu blogue analisem, ou levem em conta, outro elemento tão explosivo quanto a política atual, em que presenciamos a volta aos ânimos e mentalidades dos períodos de pré-guerras mundiais declaradas: a disputa transnacional sobre o fator energético, cujo aspecto de sustentabilidade ambiental tem sido restrito ao ativismo ecológico e desconectado, de maneira prejudicial para as causas progressistas em geral, de suas inseparáveis relações sociais, políticas e econômicas. E a capacidade de ofuscar os elementos-chave para a compreensão mais ampla das estratégias em jogo  é, talvez, a maior arma das corporações mundiais que financiam todo o resto, da operação Lesa-Pátria ao pensamento militarista que sorrateiramente se espalha até em circulos ditos progressistas. 

    O despreparo e talvez desinteresse dos analistas e políticos progressistas brasileiros relacionados à questão socioambiental de maneira articulada no projeto nacional das principais lideranças de esquerda provavelmente decorrem da monopolização do discurso e das preocupações ambientais por algumas personalidades ativistas que falharam em tornar o assunto uma questão social comum* e popular e, ao contrário, para seus próprios interesses, fizeram dele um gueto/trincheira exclusivista e superficializado no estereótipo do ecochato – para não falar de ativistas-manifestoches, como um da família do Estado Mínimo que até teve programa na tv bancando o Cousteau. 

    Há mais interesses na crise brasileira e na deflagração do golpe, em cadeia plurifásica, do que “apenas” a disputa pelo pré-sal e o enfraquecimento do Brasil no cenário político-econômico mundial. E não é difícil de perceber se analisarmos as áreas em que os golpistas foram mais afoitos, ameaçadores e com possibilidade de grande retorno financeiro e prejuízo para o país (se não vencem por nocaute, ganham pos pontos): toda a cadeia de óleo e gás e a construção naval associada (1), no epicentro gerador da crise que desaguou no golpe, a empresa nacional de petróleo – Petrobras -, a privatização da Eletrobras (2) cujo maior interessado é o suíço bilionário que finge ser brasileiro e financiou/financia manifestoches de rua e de toga (o tal Lemann), a criminalização do militar e pesquisador à frente de projeto nacional de energia nuclear, almirante Othon (3), o avanço sobre as terras indígenas e quilombolas, especialmente as muito ricas em recursos minerais, especialmente a água (4), e nesse aspecto a sede voraz na imposição da privatização à CEDAE/RJ (5) e as movimentações para a entrega das reservas hidrícas dos aquíferos (6) – olha o Lemann de novo aí, será apenas coincidência? -, depois da inimaginável privatização do controle do circuito das águas em MG, o projeto de fortalecimento de termelétricas (7) – o projeto golpista de termelétrica em Peruíbe/SP e outra em obras no nordeste, que rendeu a reportagem sobre Jucá e “o recurso da termelétrica vai pro teu bolso” são apenas pontas do iceberg – num país de potencial hidrelétrico e de energias renováveis desprezado e com o lobby das termelétricas turbinado pelo carvão que tanto interessa ao atual governo e empresas dos EUA.  

    https://jornalggn.com.br/blog/ronaldo-bicalho/o-forte-ajuste-da-industria-de-petroleo-e-gas (1)

    https://www.cartacapital.com.br/politica/sem-reforma-da-previdencia-temer-prioriza-privatizacao-da-eletrobras (2)

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/frente-quer-referendo-sobre-privatizacao-da-eletrobras (2)

    https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/323590/Almirante-Othon-minha-pris%C3%A3o-interessa-ao-sistema-internacional.htm (3)

    https://www.cartacapital.com.br/politica/pec-215-e-aprovada-em-comissao-da-camara-quais-os-proximos-passos-6520.html (4) PEC parada na Câmara Federal, aguardando votação em plenário

    http://www.valor.com.br/brasil/5219765/rio-obtem-aval-do-banco-mundial-para-emprestimo-de-r-29-bilhoes (5)

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-disputa-pela-privatizacao-das-aguas-no-brasil (5)

    http://www.nocaute.blog.br/mundo/avancam-negociacoes-para-privatizar-o-aquifero-guarani.html (6)

    http://www.observatoriodoclima.eco.br/ongs-pedem-veto-de-temer-ao-carvao/ (7)

     

    Os setores que comandam internamente o golpe no país, incluindo a camarilha e satélites que usurpam o poder executivo,  nunca foram vanguarda em nada, são compostos por provincianos que sempre obedeceram aos ditames e modismos influenciados e financiados por interesses internacionais diversificados, são “meras” correias de transmissão que colaboram com os planos multinacionais porque seus interesses paroquiais mesquinhos são atendidos e têm sua parte do butim, no melhor estilo “história do Brasil”, por isso aceitam servir de cortina de fumaça – e haja fumaça – para esses tubarões da pátria do capital sem fronteiras, ou alguém pensa que o tosco do Bolsonaro tem angariado apoios inimigináveis (até de políticos no Japão) a troco de quê – ao criticar os quilombolas e indígenas porque é um parvo preconceituoso não serve apenas ao seu eleitorado ultraconservador mas, através dele, também aos interesses de quem cobiça as terras nacionais para exploração das commodities que aqui sobram e faltam na maior parte do mundo, e de modo economicamente viável e lucrativo, riquezas minerais, por exemplo, as principais, água e petróleo, e demais insumos para a geração de energia, desenvolvimento e lucro; o seu, por outros motivos inexplicável, interesse pelo nióbio é um indício simbólico dessa confluência de interesses e troca de favores. (8 e 9). 

    https://www.revistaforum.com.br/bancada-ruralista-ja-propos-25-projetos-de-lei-que-ameacam-demarcacao-de-terras-indigenas-e-quilombolas/ (8)

    https://www.correiodobrasil.com.br/niobio-o-metal-que-o-brasil-trata-como-lenda/ (9)

    Se não atentarmos para a estrutura subliminar que irriga as atuais crises políticas em todo o mundo através das consequências tanto políticas – os golpes contras as democracias e setores progressistas em todo o mundo (eleição de Trump resulta de um “golpe” do partido democrata contra Bernie Sanders, que contrariava os interesses das corporações finaceiras, petrolíferas e bélicas que apoiavam a ala conservadora de Hillary) quanto socioambientais – o desemprego massivo que leva ao sacrifício de ecossistemas para subsistência, as ondas de imigração, as alterações climáticas bruscas  (a temperatura no Ártico recentemente ficou 20º C acima da média enquanto na Europa as temperaturas caíram além do habitual [10], o mesmo Ártico que é palco de disputas por petróleo, com a norueguesa Statoil e outras, assiste o degelo e a confirmação do aquecimento global (vídeo 5)) , os alagamentos constantes em cidades e países, os constantes problemas causados pela poluição do ar (11), do qual o escândalo da Volkswagen é mais do que um caso de corrupção e fraude empresarial). 

     

    http://www.dw.com/pt-br/o-que-h%C3%A1-de-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas-na-onda-de-frio-na-europa/a-42776248 (10)

    http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2017/10/24/milao-e-mais-11-cidades-assinam-acordo-para-combater-poluicao/ (11)

    Nossos problemas, do desemprego e pobreza à violência e ao problema de representatividade política e crises cíclicas nos sistemas (como na economia) e poderes constituídos, são todos, direta e indiretamente, ligados à estrutura socioambiental cujos problemas aceitamos ignorar porque dá muitíssimo trabalho mudar os modos de vida moldados pela indústria do consumo e do entretenimento, dos quais somos tanto vítimas como sócios inconsequentes/inconscientes (não será coincidência que o famoso ator de cinema Robert de Niro está envolvido em uma intriga fora das telas: se aliou ao governo de Antigua e Barbuda (não confundir com Barbados) e cede sua imagem para captação de financiamento para reconstrução da ilha após o furacão Irma, em troca da posse de território pertencente a remanescentes de escravos, com um discurso de “desenvolvimento” para justificar seus negócios no ramo de hotéis de luxo em ilhas paradisíacas. Ameaçou estapear o Trump quando joga o mesmo “banco imobiliário” que ele – ou seria apenas pura e simples concorrência empresarial disfarçada de oposição política entre “grandes” entertainers? (video 1)).

    E por se tratar de assuntos tão difíceis, técnicos, densos, os meios de comunicação no país dificilmente discutem a relação direta entre a superfície e as “águas profundas” (da qual só vemos a lama, como em Mariana/MG) mas é imprescindível que as esquerdas comecem a entender esse jogo pesado dos bastidores e passem a tratar as questões socioambientais com mais seriedade, a que elas merecem não apenas por se tratar da sobrevivência das inúmeras formas de vida no planeta, não só a humana (ah, o idealismo utópico romântico, dizem os detratores querendo me elogiar!) mas também porque são um fator preponderante nas estratégias das maiores corporações do mundo na manutenção das desigualdades que lhes interessam, do que a manipulação do sistema representativo e institucional dos países é apenas um reflexo mal compreendido. Sem entender os bastidores, como explicar que um governo dito progressista como o de MG, do governador Fernando Pimentel, tem permitido a privatização em setores de tamanho impacto ambiental e importância sócio-econômica, como as fontes de água e o nióbio (12)? E não podemos esquecer que a situação só não é pior porque o ativismo político-ambiental competente e responsável, feito por cidadãos comuns a especialistas, renomados ou desconhecidos, têm combatido o bom combate da pesquisa, divulgação e mesmo enfrentamento das corporações e seus interesses sempre disfarçados em discursos “de desenvolvimento, de benefício para a maioria, de respeito ao meio ambiente”, e blá,blá, blá, de Peruíbe/SP a Bonn/Alemanha (COP 23 do ano passado). Lembrete: as práticas de consumo consciente individual não são menos importantes que as grandes mobilizações, portanto, pensemos no que propõe o vídeo 6. 

    https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/mercado-esta-interessado-no-niobio-diz-presidente-da-codemig-ao-defender-divisao.ghtml (12)

    A pauta da sustentabilidade ambiental – até a expressão é ridicularizada por muitos, por seu desgaste e depreciação pelo estereótipo criado por ativismos muitas vezes interesseiros, e também como prova de que a preocupação ambiental e ecológica virou “nicho de mercado”, até ideológico, para deleite e lucratividade dos tubarões do capital – não é deste/a ou daquele/a grupo ou figura conhecida, é componente fundamental da cidadania consciente e responsável e mesmo como discussão transversal da luta em defesa dos direitos humanos, afinal, todo mundo precisa  respirar, comer, de moradia, ingerir água potável, tomar sol, desfrutar de lazer, trabalho e vida social, preferencialmente com risco mínimo de contaminação e toxicidade, em sentido amplo. 

    “Se você acha mesmo que o meio ambiente é menos importante que a economia, tente segurar o fôlego enquanto você conta o seu dinheiro.” (frase atribuída ao professor Dr. Guy Mcpherson)

    P.S. Ao redigir este comentário, fui surpreendida pela presença recorrente do grupo/banco francês BNP Paribas – envolvido no financiamento ao governo estadual do RJ em troca de ações da CEDAE, comentado no vídeo 3 abaixo como grande financiador de exploração de gás, e não por acaso, o ex-empregador do atual empresário Alexandre Chiofetti, participante da iniciativa público-privada de instalar uma termelétrica em Peruíbe/SP, e também na prática de greenwashing (ou “jogar nos dois times”), ao financiar um bom vídeo de comunicação ambiental de universitários brasileiros (vídeo 6). Ê, mundinho pequeno!

     

    * a “política do comum” – dois livros recentes apontam para uma idéia a ser desenvolvida e efetivada pelas esquerdas mundiais, o que inclui a(s) brasileira(s), para lidar com os desafios para a realização do direito natural à vida digna, agora e pelas próximas décadas, e para superar alguns entraves que favorecem a expansão do capitalismo predatório: “Comum”, de Christian Laval e Pierre Dardot, e “Bem estar comum”, de Antonio Negri e Michael Hardt (na fila para leitura quando o orçamento permitir, já que não são encontrados em bibliotecas públicas municipais de São Paulo, ainda). 

     

    Vídeo 1 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=sgT_b0_73JU%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=sgT_b0_73JU

    Vídeo 2

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=G4H1N_yXBiA%5D 

    https://www.youtube.com/watch?v=G4H1N_yXBiA

    Vídeo 3 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=9amn2OBSrB0&list=PLneypbodq-jZrYsQSQF0ILRuoRZh9In8G&index=12%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=9amn2OBSrB0&list=PLneypbodq-jZrYsQSQF0ILRuoRZh9In8G&index=12

    Vídeo 4

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=s_lFv8T9tsA&list=PLneypbodq-jZrYsQSQF0ILRuoRZh9In8G&index=7%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=s_lFv8T9tsA&list=PLneypbodq-jZrYsQSQF0ILRuoRZh9In8G&index=7

    Vídeo 5

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ZWBZs3Uypqw&t=544s%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=ZWBZs3Uypqw&t=544s

    Vídeo 6 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ur3t5PyoCfg%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=ur3t5PyoCfg

     

    Sampa/SP, 04/03/2018 – 21:19

  14. Eu acho que essa matéria

    Eu acho que essa matéria merece uma atualização. Recomendo que a seguinte parte seja acompanhada da seguinte imagem:

     

     

    “única coisa que Moro não entendeu – ou talvez tenha entendido – é que a ascensão de Silvio Berlusconi não foi um acidente de percurso. Foi o rei posto – a mídia nada virtuosa – sobre os escombros do rei morto – um sistema político corrupto.

    A ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados.

     

     

  15. tão triste saber disso, agente acredita em tudo que ouve na midia, nos juizes , quando lemos um do cie , desse me leva acrer que devemos crer em Deus, na gente e nada mais …..
    fazer isso com o ex presidente Lula, trair o povo Brasileiro, manchar o nome do Brasil mundialmente , com muito menos que isso de acontecimento …… estou entretecida….

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