Inadimplência pode levar Brasil a perder voto na ONU

Diplomatas consideram momento delicado, uma vez que o país está próximo de ocupar um assento não temporário no Conselho de Segurança

Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, discursa no debate geral da 76ª sessão da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, em 21 de setembro de 2021 [Cia Pak/UN Photo]

Jornal GGN – A falta de pagamento de taxas pode fazer com que o Brasil perca seu direito a voto em pelo menos sete organismos internacionais, entre eles a ONU (Organização das Nações Unidas).

O país precisa depositar um valor mínimo de R$ 710,6 milhões até 31 de dezembro para evitar penalidades, o que fez o Itamaraty acionar o Ministério da Economia em busca de recursos.

A maior pendência é justamente com a ONU: o Brasil precisa enviar pelo menos R$ 423,5 milhões para evitar a perda de voto na Assembleia-Geral.

Ao todo, o país deve ao menos R$ 1,8 bilhão para o sistema ONU e, pelos cálculos do Itamaraty, essa dívida chega a R$ 8,8 bilhões quando outros organismos entram nas contas.

Entre outros órgãos que podem punir o Brasil por falta de pagamento estão a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura), a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a OMC (Organização Mundial do Comércio), e a OIT (Organização Internacional do Trabalho), entre outras.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, diplomatas veem uma eventual punição do Brasil como algo delicado no momento, uma vez que o país irá ocupar um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU no biênio 2022-2023.

O país irá se unir a outros 14 membros, sendo cinco permanentes (China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido), no órgão responsável por decisões de caráter obrigatório para todos os países integrantes da ONU e pela manutenção da paz e segurança global.

A posse brasileira ocorre mais de dez anos após o último mandato, o que tem gerado muita expectativa por parte da diplomacia nacional.

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